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Natura Cosméticos S.A.
Demonstrações Contábeis
Referentes aos Exercícios Findos em
31 de Dezembro de 2008 e de 2007 e
Parecer dos Auditores Independentes



Deloitte Touche Tohmatsu Auditores Independentes
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PARECER DOS AUDITORES INDEPENDENTES
Aos Administradores e Acionistas da
Natura Cosméticos S.A.
São Paulo - SP
1. Examinamos os balanços patrimoniais da Natura Cosméticos S.A. ("Sociedade") e
controladas, levantados em 31 de dezembro de 2008 e de 2007, e as respectivas
demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido (controladora), dos fluxos
de caixa e do valor adicionado, correspondentes aos exercícios findos naquelas datas,
elaborados sob a responsabilidade de sua Administração. Nossa responsabilidade é a de
expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis.
2. Nossos exames foram conduzidos de acordo com as normas de auditoria aplicáveis no
Brasil e compreenderam: (a) o planejamento dos trabalhos, considerando a relevância dos
saldos, o volume de transações e os sistemas contábil e de controles internos da Sociedade e
de suas controladas; (b) a constatação, com base em testes, das evidências e dos registros
que suportam os valores e as informações contábeis divulgados; e (c) a avaliação das
práticas e das estimativas contábeis mais representativas adotadas pela Administração da
Sociedade e de suas controladas, bem como da apresentação das demonstrações contábeis
tomadas em conjunto.
3. Em nossa opinião, as demonstrações contábeis referidas no parágrafo 1 representam
adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da
Natura Cosméticos S.A. e controladas em 31 de dezembro de 2008 e de 2007, o resultado de
suas operações, as mutações de seu patrimônio líquido (controladora), os seus fluxos de
caixa e o valor adicionado nas operações referentes aos exercícios findos naquelas datas, de
acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil.
4. Conforme mencionado na nota explicativa nº 3, em decorrência das mudanças nas práticas
contábeis adotados no Brasil, vigentes a partir do exercício de 2008, as demonstrações
contábeis (controladora e consolidado) referentes ao exercício findo em 31 de dezembro de
2007, apresentadas para fins de comparação, foram ajustadas e estão sendo reapresentadas
como previsto na NPC 12 - Práticas Contábeis, Mudanças nas Estimativas Contábeis e
Correção de Erros.
São Paulo, 18 de fevereiro de 2009
DELOITTE TOUCHE TOHMATSU
Altair Tadeu Rossato
Auditores Independentes
Contador
CRC nº 2 SP 011609/O-8
CRC nº 1 SP 182515/O-5
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NATURA COSMÉTICOS S.A.
BALANÇOS PATRIMONIAIS LEVANTADOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2008 E DE 2007
(Em milhares de reais - R$)
Nota
Nota
ATIVO
explicativa
2008
2007
2008
2007
PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO
explicativa
2008
2007
2008
2007
(Reapresentado)
(Reapresentado)
(Reapresentado)
(Reapresentado)
CIRCULANTE
CIRCULANTE
Disponibilidades
5
87.513
105.571
350.497
405.392
Empréstimos e financiamentos
14
5.293
120.785
190.550
288.959
Contas a receber de clientes
6
428.421
512.094
470.401
535.528
Fornecedores nacionais
51.066
43.092
182.617
173.574
Estoques
7
60.300
29.246
333.632
251.079
Fornecedores estrangeiros
148
148
3.571
2.076
Impostos a recuperar
8
45.942
2.022
122.364
49.368
Fornecedores - partes relacionadas
10
250.555
145.037
-
-
Partes relacionadas
10
18.518
12.456
-
-
Salários, participações no lucro e encargos sociais
55.062
33.776
130.706
87.068
Imposto de renda e contribuição social diferidos
9.a
43.367
25.812
77.024
52.327
Obrigações tributárias
15
64.361
85.141
177.802
118.511
Ganhos não realizados com operações de derivativos
22.d
35.393
-
38.062
-
Dividendos e juros sobre o capital próprio a pagar
10 e 19.b
311.854
237.898
311.854
237.898
Adiantamentos a colaboradores e fornecedores
6.192
2.305
6.941
3.569
Fretes a pagar
24.963
17.231
25.560
18.044
Créditos diversos
34.096
11.606
64.247
25.513
Provisões para riscos tributários, cíveis e trabalhistas
16
15.791
-
15.791
13.420
Total do ativo circulante
759.742
701.112
1.463.168
1.322.776
Provisão para perdas com operações de derivativos
22.d
-
3.813
-
6.351
Outras obrigações
23.364
19.456
29.085
21.436
NÃO CIRCULANTE
Provisões diversas
-
835
-
888
Realizável a longo prazo:
Total do passivo circulante
802.457
707.212
1.067.536
968.225
Impostos a recuperar
8
7.521
2.370
20.823
22.284
Imposto de renda e contribuição social diferidos
9.a
17.407
16.647
36.958
34.318
NÃO CIRCULANTE
Depósitos judiciais
16
37.187
35.119
41.017
38.603
Empréstimos e financiamentos
14
177.972
116.847
289.480
259.992
Adiantamento a colaboradores e fornecedores
-
785
2.071
4.531
Provisão para riscos tributários, cíveis e trabalhistas
16
33.592
33.270
51.144
51.021
Aplicações financeiras
5 e 16.g
-
-
5.250
4.848
Provisão para perdas em controladas
11
701
10.060
-
-
Adiantamento para futuro aumento de capital
10
45
25
-
-
Outras obrigações
7.020
5.401
9.324
7.342
Investimentos
11
864.142
766.439
-
-
Total do passivo não circulante
219.285
165.578
349.948
318.355
Imobilizado
12
40.573
27.866
494.008
474.442
Intangível
12
6.300
6.548
52.612
63.817
PARTICIPAÇÃO DOS MINORITÁRIOS
-
-
1
1
Total do ativo não circulante
973.175
855.799
652.739
642.843
PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Capital social
19.a
391.423
390.618
391.423
390.618
Reservas de capital
19.e
140.470
154.403
140.470
154.403
Reservas de lucros
19.f
174.489
170.318
161.736
165.235
Ajustes de avaliação patrimonial
5.161
(8.403)
5.161
(8.403)
Ações em tesouraria
19.c
(368)
(2.701)
(368)
(2.701)
Prejuízos acumulados
-
(20.114)
-
(20.114)
Total do patrimônio líquido
711.175
684.121
698.422
679.038
TOTAL DO ATIVO
1.732.917
1.556.911
2.115.907
1.965.619
TOTAL DO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO
1.732.917
1.556.911
2.115.907
1.965.619
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis.
Controladora
Consolidado
Controladora
Consolidado
2
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NATURA COSMÉTICOS S.A.
DEMONSTRAÇÕES DO RESULTADO
PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2008 E DE 2007
(Em milhares de reais - R$, exceto o lucro líquido do exercício por ação)
Nota
explicativa
2008
2007
2008
2007
(Reapresentada)
(Reapresentada)
VENDAS BRUTAS
Mercado interno
4.575.865
4.083.301
4.635.665
4.111.505
Mercado externo
-
-
275.274
188.884
Outras vendas
1
56
1.294
1.225
RECEITA OPERACIONAL BRUTA
4.575.866
4.083.357
4.912.233
4.301.614
Impostos sobre vendas, devoluções e abatimentos
(744.927)
(914.744)
(1.294.214)
(1.228.915)
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA
3.830.939
3.168.613
3.618.019
3.072.699
Custo dos produtos vendidos
(1.597.855)
(1.232.280)
(1.154.669)
(992.253)
LUCRO BRUTO
2.233.084
1.936.333
2.463.350
2.080.446
(DESPESAS) RECEITAS OPERACIONAIS
Com vendas
(1.017.117)
(847.329)
(1.259.273)
(1.033.195)
Administrativas e gerais
(485.748)
(469.632)
(404.529)
(383.745)
Participação dos colaboradores nos resultados
(20.332)
(10.541)
(56.927)
(28.664)
Remuneração dos administradores
18
(10.087)
(6.414)
(13.853)
(9.539)
Resultado de equivalência patrimonial
11
(9.125)
(11.775)
-
-
Outras receitas (despesas) operacionais, líquidas
24
30.738
(4.081)
28.353
3.973
LUCRO OPERACIONAL ANTES DOS EFEITOS FINANCEIROS
721.413
586.561
757.121
629.276
Despesas financeiras
23
(84.111)
(31.876)
(119.149)
(58.279)
Receitas financeiras
23
66.343
27.595
109.707
51.039
LUCRO ANTES DO IMPOSTO DE RENDA E DA
CONTRIBUIÇÃO SOCIAL
703.645
582.280
747.679
622.036
Imposto de renda e contribuição social
9.b
(177.864)
(122.210)
(229.568)
(156.627)
LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO
525.781
460.070
518.111
465.409
LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO POR AÇÃO - R$
1,2254
1,0730
1,2075
1,0855
525.308
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis.
Controladora
Consolidado
3
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NATURA COSMÉTICOS S.A.
DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO (CONTROLADORA)
PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS 31 DE DEZEMBRO DE 2008 E DE 2007
(Em milhares de reais - R$, exceto os dividendos por ação)
Reserva de
Ágio na
incentivo fiscal
Capital
Ajustes de
Nota
Capital
emissão/venda
Subvenção para
adicional
avaliação
Ações em
Prejuízos
explicativa
social
de ações
investimentos
integralizado
Legal
Retenção
patrimonial
tesouraria
acumulados
Total
SALDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2006 - CONFORME A LEI Nº 6.404/76
233.862
120.770
14.587
-
18.650
263.830
(724)
-
650.975
Aquisição de ações para manutenção em tesouraria
19.c
-
-
-
-
-
-
-
(22.701)
-
(22.701)
Venda de ações em tesouraria pelo exercício de opções de compra de ações
-
(13.273)
-
-
-
-
-
20.724
-
7.451
Amortização de valores a receber de acionistas
-
92
-
-
-
-
-
-
-
92
Aumento de capital por subscrição de ações
19.a
2.817
-
-
-
-
-
-
-
-
2.817
Aumento de capital por capitalização de reserva de retenção de lucros
19.f
153.939
-
-
-
-
(153.939)
-
-
-
-
Incentivos fiscais
-
-
2.791
-
-
-
-
-
-
2.791
Lucro líquido do exercício
-
-
-
-
-
-
-
-
456.914
456.914
Destinação do lucro líquido do exercício:
Dividendos - R$0,8767 por ação em circulação no fim do exercício
19.b
-
-
-
-
-
-
-
-
(375.890)
(375.890)
Juros sobre o capital próprio - R$0,0778 por ação em circulação no fim do exercício
19.b
-
-
-
-
-
-
-
-
(39.247)
(39.247)
Reserva de retenção de lucros
19.f
-
-
-
-
-
41.777
-
-
(41.777)
-
SALDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2007 - CONFORME A LEI Nº 6.404/76
390.618
107.589
17.378
-
18.650
151.668
-
(2.701)
-
683.202
Ajustes pela adoção inicial da Lei nº 11.638/07 e Medida Provisória nº 449/08:
Ajuste a valor de mercado de instrumentos financeiros derivativos:
Exercícios anteriores
3
-
-
-
-
-
-
-
-
(18)
(18)
Exercício findo em 31 de dezembro de 2007
3
-
-
-
-
-
-
-
-
1.900
1.900
Ajuste cumulativo de conversão das demonstrações contábeis das controladas no exterior-
Exercício findo em 31 de dezembro de 2007
3
-
-
-
-
-
-
(8.403)
-
8.403
-
Planos de opção de compra de ações - outorga de opções de compra:
Exercícios anteriores
3
-
-
-
9.193
-
-
-
-
(9.193)
-
Exercício findo em 31 de dezembro de 2007
3
-
-
-
3.405
-
-
-
-
(3.405)
-
Planos de opção de compra de ações - exercício de opções de compra-
Exercício findo em 31 de dezembro de 2007
3
-
9.145
-
(9.145)
-
-
-
-
-
-
Equivalência patrimonial:
Exercícios anteriores
3
-
-
-
12.845
-
-
-
-
(14.066)
(1.221)
Exercício findo em 31 de dezembro de 2007
3
-
-
-
3.993
-
-
-
-
(3.096)
897
Imposto de renda e contribuição social diferidos:
Exercícios anteriores
3
-
-
-
-
-
-
-
-
7
7
Exercício findo em 31 de dezembro de 2007
3
-
-
-
-
-
-
-
-
(646)
(646)
SALDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2007 - AJUSTADOS CONFORME A LEI Nº 11.638/07 E MEDIDA PROVISÓRIA Nº 449/08
390.618
116.734
17.378
20.291
18.650
151.668
(8.403)
(2.701)
(20.114)
684.121
Absorção de prejuízos acumulados com reserva de retenção de lucros
-
-
-
-
-
(20.114)
-
-
20.114
-
Aquisição de ações para manutenção em tesouraria
19.c
-
-
-
-
-
-
-
(21.124)
-
(21.124)
Venda de ações em tesouraria pelo exercício de opções de compra de ações
-
(20.837)
-
-
-
-
-
23.457
-
2.620
Aumento de capital por subscrição de ações
19.a
805
-
-
-
-
-
-
-
-
805
Ajuste cumulativo de conversão das demonstrações contábeis das controladas no exterior
11
-
-
-
-
-
-
13.564
-
-
13.564
Movimentação dos planos de opção de compra de ações:
Outorga de opções de compra
20
-
-
-
5.088
-
-
-
-
-
5.088
Exercício de opções de compra
20
-
5.956
-
(5.956)
-
-
-
-
-
-
Lucro líquido do exercício
-
-
-
-
-
-
-
-
525.781
525.781
Destinação do lucro líquido do exercício:
Constituição de reserva de incentivo fiscal
-
-
1.816
-
-
-
-
-
(1.816)
-
Antecipação de dividendos - R$0,4382 por ação em circulação no fim do exercício
19.b
-
-
-
-
-
-
-
-
(188.000)
(188.000)
Dividendos propostos - R$0,5934 por ação em circulação no fim do exercício
19.b
-
-
-
-
-
-
-
-
(254.215)
(254.215)
Juros sobre o capital próprio propostos - R$0,1138 por ação em circulação no fim do exercício
19.b
-
-
-
-
-
-
-
-
(57.465)
(57.465)
Reserva de retenção de lucros
19.f
-
-
-
-
-
24.285
-
-
(24.285)
-
SALDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2008 - CONFORME A LEI Nº 11.638/07 E MEDIDA PROVISÓRIA Nº 449/08
391.423
101.853
19.194
19.423
18.650
155.839
5.161
(368)
-
711.175
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis.
Reservas de capital
Reservas de lucros
4
background image
NATURA COSMÉTICOS S.A.
DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA
(Em milhares de reais - R$)
Nota
explicativa
2008
2007
2008
2007
(Reapresentada)
(Reapresentada)
FLUXO DE CAIXA DAS ATIVIDADES OPERACIONAIS
Lucro líquido do exercício
525.781
460.070
518.111
465.409
Ajustes para reconciliar o lucro líquido ao caixa líquido gerado pelas atividades operacionais:
Depreciação e amortização
12
9.564
8.523
89.608
76.347
Variações monetárias e cambiais, líquidas, dos itens não correntes, exceto de riscos tributários, cíveis e trabalhistas
32.544
(5.829)
46.217
(15.909)
Provisão decorrente dos contratos de "swap" e "forward"
22
(35.393)
22.935
(94.014)
25.281
Provisões para riscos tributários, cíveis e trabalhistas - inclui variações monetárias sobre as provisões
16
17.539
(18.770)
5.633
(4.776)
Imposto de renda e contribuição social diferidos
9.a
(17.843)
(3.900)
(33.582)
(22.938)
Valor do resultado na venda e baixa de ativo imobilizado e intangível
7.589
819
7.729
8.190
Resultado de equivalência patrimonial
11
9.125
3.412
-
-
Juros sobre empréstimos
5.178
3.027
30.363
23.586
Despesas com planos de outorga de opções de compra de ações
2.055
3.405
5.088
7.399
Outros ajustes ao lucro - inclui provisão para perdas nos estoques
3.320
998
1.506
9.630
Participação dos minoritários
-
-
-
(3)
559.459
474.690
576.659
572.216
(Aumento) redução dos ativos:
Circulante:
Contas a receber
83.673
(155.913)
65.127
(164.112)
Estoques
(31.054)
(1.585)
(84.059)
(28.107)
Outros
(28.537)
(8.482)
(26.110)
(5.527)
Não circulante (realizável a longo prazo):
Depósitos judiciais
(16.821)
(67.792)
(15.276)
(68.144)
Impostos a recuperar
(5.151)
(380)
1.461
(1.303)
Outros
764
1.443
2.465
878
2.874
(232.709)
(56.392)
(266.315)
Aumento (redução) dos passivos:
Circulante:
Fornecedores
113.477
(22.149)
9.029
(31.141)
Salários, participações no lucro e encargos sociais, líquidos
17.399
22
35.364
(1.141)
Obrigações tributárias, líquidas
(44.540)
51.176
59.291
64.049
Pagamento de contingências
(1.012)
(424)
(1.094)
(442)
Outros
11.647
4.037
17.784
(551)
Não circulante-
Outros
1.621
2.181
2.532
2.994
98.592
34.843
122.906
33.768
Caixa líquido gerado pelas atividades operacionais
660.925
276.824
643.173
339.669
FLUXO DE CAIXA DAS ATIVIDADES DE INVESTIMENTO
Adições de imobilizado e intangível
12
(25.428)
(16.402)
(102.678)
(124.131)
Investimentos
11
(139.646)
(64.495)
-
-
Recebimento de dividendos de controladas
34.800
-
-
-
Outros investimentos
-
-
-
630
Caixa líquido utilizado nas atividades de investimento
(130.274)
(80.897)
(102.678)
(123.501)
FLUXO DE CAIXA DAS ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO
Pagamentos de empréstimos e financiamentos - principal
(380.800)
(393.964)
(556.421)
(570.267)
Pagamentos de empréstimos e financiamentos - juros
(2.950)
(1.824)
(18.053)
(14.241)
Captações - empréstimos e financiamentos
283.485
596.596
429.392
913.537
Pagamentos de contratos de "swap" e "forward"
22
(4.847)
(21.133)
9.376
(21.790)
Pagamento de dividendos e juros sobre o capital próprio
19.b
(425.898)
(391.052)
(425.898)
(391.052)
Aumento de capital
19.a
805
2.817
805
2.817
Aquisição de ações para manutenção em tesouraria
(21.124)
(22.701)
(21.124)
(22.701)
Venda de ações em tesouraria pelo exercício de opções de compra de ações
19.c
2.620
7.451
2.620
7.451
Amortização de valores a receber de acionistas
-
92
-
92
Caixa líquido utilizado nas atividades de financiamento
(548.709)
(223.718)
(579.303)
(96.154)
Efeitos de variação cambial sobre as disponibilidades
-
-
(16.087)
10.222
AUMENTO (REDUÇÃO) NAS DISPONIBILIDADES
(18.058)
(27.791)
(54.895)
130.236
Saldo inicial das disponibilidades
105.571
133.362
405.392
275.156
Saldo final das disponibilidades
87.513
105.571
350.497
405.392
AUMENTO (REDUÇÃO) NAS DISPONIBILIDADES
(18.058)
(27.791)
(54.895)
130.236
INFORMAÇÃO SUPLEMENTAR SOBRE OS FLUXOS DE CAIXA
Pagamento de imposto de renda e contribuição social
179.044
122.010
232.708
156.527
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis
PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2008 E DE 2007
Controladora
Consolidado
5
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NATURA COSMÉTICOS S.A.
DEMONSTRAÇÕES DO VALOR ADICIONADO
PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2008 E DE 2007
(Em milhares de reais - R$)
Nota
explicativa
2008
2007
2008
2007
(Reapresentada)
(Reapresentada)
RECEITAS
4.504.925
4.022.979
4.827.346
4.237.900
Vendas de mercadorias, produtos e serviços
4.569.267
4.075.403
4.897.396
4.291.770
Provisão para devedores duvidosos - reversão (constituição)
(64.159)
(53.109)
(67.482)
(54.382)
Não operacionais
(183)
685
(2.568)
512
INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS
(3.004.808)
(2.525.201)
(2.609.142)
(2.329.712)
Custo das mercadorias e dos serviços vendidos
(1.786.227)
(1.431.092)
(1.543.018)
(1.362.574)
Materiais, energia, serviços de terceiros e outros
(1.218.581)
(1.094.109)
(1.066.124)
(967.138)
VALOR ADICIONADO BRUTO
1.500.117
1.497.778
2.218.204
1.908.188
RETENÇÕES
(9.564)
(8.523)
(87.972)
(74.916)
Depreciação e amortização
12
(9.564)
(8.523)
(87.972)
(74.916)
VALOR ADICIONADO PRODUZIDO PELA SOCIEDADE
1.490.553
1.489.255
2.130.232
1.833.272
VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA
57.218
13.920
109.582
51.039
Resultado de equivalência patrimonial
11
(9.125)
(11.775)
-
-
Receitas financeiras - inclui variações monetárias e cambiais
66.343
25.695
109.582
51.039
VALOR ADICIONADO TOTAL A DISTRIBUIR
1.547.771
1.503.175
2.239.814
1.884.311
DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO
(1.547.771)
100%
(1.503.175)
100%
(2.239.814)
100%
(1.884.311)
100%
Pessoal e encargos sociais
(167.807)
11%
(141.485)
9%
(556.371)
25%
(390.264)
21%
Impostos, taxas e contribuições
(764.649)
49%
(877.065)
58%
(1.028.763)
46%
(948.253)
50%
Despesas financeiras e aluguéis
(91.350)
6%
(27.711)
2%
(136.569)
6%
(83.539)
4%
Dividendos
(442.215)
29%
(375.890)
25%
(442.215)
20%
(375.890)
20%
Juros sobre o capital próprio
(57.465)
4%
(39.247)
3%
(57.465)
3%
(39.247)
2%
Lucros retidos (*)
(24.285)
2%
(41.777)
3%
(18.431)
1%
(47.118)
3%
(*) Está sendo eliminado o lucro não realizado com controladas.
Informações suplementares às demonstrações do valor adicionado
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis.
Para a análise desse impacto tributário na demonstração do valor adicionado, tais valores devem ser deduzidos daqueles registrados na rubrica "Vendas de
mercadorias, produtos e serviços" e da própria rubrica "Impostos, taxas e contribuições", uma vez que os valores das receitas de vendas não incluem o lucro
presumido das Consultoras na venda dos produtos, nos montantes de R$2.023.795 e R$1.722.090, em 2008 e 2007, respectivamente, considerando-se a margem
presumida de lucro de 30%.
Consolidado
Controladora
Dos valores registrados na rubrica "Impostos, taxas e contribuições" em 2008 e 2007, os montantes de R$407.250 e R$506.085, respectivamente, referem-se ao
Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços - Substituição Tributária - ICMS - ST incidente sobre a margem de lucro presumida definida pelas
Secretarias das Fazendas Estaduais, obtida nas vendas realizadas pelas Consultoras Natura para o consumidor final.
6
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7
NATURA COSMÉTICOS S.A.
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2008 E DE 2007
(Valores expressos em milhares de reais - R$, exceto se de outra forma indicado)
1. CONTEXTO OPERACIONAL
As atividades da Natura Cosméticos S.A. ("Sociedade") e de suas controladas compreendem
o desenvolvimento, a industrialização, a distribuição e a comercialização, substancialmente
por meio de vendas diretas realizadas pelas Consultoras Natura, de cosméticos, fragrâncias
em geral e produtos de higiene pessoal, bem como a participação como sócia ou acionista
em outras sociedades no Brasil e no exterior.
Em Assembleia Geral Extraordinária realizada em 31 de março de 2008 foi deliberada a
incorporação pela Sociedade do acervo líquido negativo da controlada Nova Flora
Participações Ltda. com base em avaliação contábil suportada por laudo emitido por peritos
independentes. Tal incorporação não modificou as atividades operacionais descritas no
parágrafo anterior.
O valor do acervo líquido negativo da controlada Nova Flora Participações Ltda.
incorporado pela Sociedade, avaliado na data-base 31 de dezembro de 2007, foi de
R$10.059 e é composto como segue:
ATIVO PASSIVO
CIRCULANTE
CIRCULANTE
Disponibilidades 27 Fornecedores
nacionais 18
Imposto de renda e contribuição
Provisão para riscos cíveis
13.421
social diferidos
4.563 Outras obrigações
833
Total do ativo circulante
4.590 Total do passivo circulante
14.272
NÃO
CIRCULANTE
Provisão para perdas com investimentos
352
Adiantamento para futuro aumento de capital
25
Total do passivo não circulante
377
PASSIVO A DESCOBERTO
Capital
social
3.695
Prejuízos
acumulados
(13.754)
Total do passivo a descoberto
(10.059)
TOTAL DO ATIVO
4.590 TOTAL DO PASSIVO
4.590
Na contabilização dos ajustes da incorporação do acervo líquido negativo foram
consideradas as eliminações dos saldos a pagar e a receber existentes entre a empresa
incorporada e a Sociedade, e o investimento societário e o passivo a descoberto foram
considerados de acordo com o requerido pelas práticas contábeis adotadas no Brasil.
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Natura Cosméticos S.A.
8
Adicionalmente, em 31 de março de 2008, concomitantemente à incorporação, os acionistas
da Sociedade decidiram aprovar dois aumentos do capital social da controlada Nova Flora
Participações Ltda. no valor total de R$16.735, representado por 16.735 novas cotas, no
valor nominal unitário de R$1,00, que foram totalmente integralizadas em moeda corrente
nacional. Dessa maneira, o capital social passou de R$3.695 para R$20.430.
2. APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
E PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS ADOTADAS
As demonstrações contábeis foram elaboradas e estão sendo apresentadas de acordo com as
praticas contábeis adotadas no Brasil e as normas estabelecidas pela Comissão de Valores
Mobiliários - CVM, em consonância com a Lei das Sociedades por ações, incluindo as
alterações promovidas pela Lei nº 11.638/07 e pela Medida Provisória nº 449/08, conforme
demonstrado na nota explicativa nº 3.
Na elaboração das demonstrações contábeis, é necessário que a Administração faça uso de
estimativas e adote premissas para a contabilização de certos ativos, passivos e outras
transações, entre elas a constituição de provisões necessárias para riscos tributários, cíveis e
trabalhistas, e perdas relacionadas a contas a receber e estoques, e a elaboração de projeções
para realização de imposto de renda e contribuição social diferidos, as quais, apesar de
refletirem o julgamento da melhor estimativa possível por parte da Administração da
Sociedade e de suas controladas, relacionadas à probabilidade de eventos futuros, podem
eventualmente apresentar variações em relação aos dados e valores reais.
As principais práticas contábeis adotadas foram as seguintes:
a) Disponibilidades
Incluem dinheiro em caixa, depósitos bancários, investimentos temporários de curto
prazo de liquidez imediata, registrados pelos valores de custo acrescidos dos
rendimentos auferidos até as datas dos balanços, que não excedem o seu valor de
mercado ou de realização.
b) Instrumentos financeiros
(i) Classificação e mensuração
Os ativos e passivos financeiros mantidos pela Sociedade e suas controladas são
classificados sob as seguintes categorias: (1) ativos financeiros mensurados ao valor
justo através do resultado; e (2) ativos e passivos financeiros mantidos até o
vencimento. A classificação depende da finalidade para a qual os ativos e passivos
financeiros foram adquiridos ou contratados. A Administração da Sociedade e de
suas controladas classifica seus ativos e passivos financeiros no momento inicial da
contratação.
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Natura Cosméticos S.A.
9
Ativos financeiros mensurados ao valor justo através do resultado
Nessa categoria estão incluídos unicamente os instrumentos financeiros derivativos,
os quais são classificados como mantidos para negociação. Os ativos dessa
categoria são classificados no ativo circulante e os ganhos ou as perdas decorrentes
de variações no valor justo são registrados nas rubricas "Receitas financeiras" ou
"Despesas financeiras".
Ativos e passivos financeiros mantidos até o vencimento
No caso da Sociedade e de suas controladas, compreendem basicamente as
aplicações financeiras e os empréstimos e financiamentos bancários. São
mensurados ao custo de aquisição, acrescido dos rendimentos auferidos de acordo
com os prazos e as condições contratuais, no caso das aplicações financeiras, e pelo
custo amortizado considerando o método da taxa efetiva de juros, no caso dos
empréstimos e financiamentos bancários, sendo registrados ao resultado dos
exercícios de acordo com o período de competência.
(ii) Instrumentos financeiros derivativos
Inicialmente, são reconhecidos pelo valor de custo de aquisição na data em que são
contratados e são, subsequentemente, remensurados ao seu valor justo de mercado,
com as variações registradas contra o resultado do exercício.
A avaliação a valor de mercado dos instrumentos financeiros derivativos é feita
normalmente pela tesouraria da Sociedade com base nas informações de cada
operação contratada e as suas respectivas informações de mercado nas datas de
encerramento das demonstrações contábeis, tais como taxa de juros e cupom
cambial. Nos casos aplicáveis, tais informações são comparadas com as posições
informadas pelas mesas de operação de cada instituição financeira envolvida.
Embora a Sociedade e suas controladas façam uso de derivativos com o objetivo de
proteção ("hedge"), elas não adotam a prática contábil de contabilização de
instrumentos de proteção ("hedge accounting").
Os valores justos de mercado dos instrumentos financeiros derivativos estão sendo
divulgados na nota explicativa nº 22.
c) Contas a receber de clientes e créditos de liquidação duvidosa
As contas a receber de clientes são registradas pelo valor presente e deduzidas da
provisão para créditos de liquidação duvidosa, a qual é constituída com base na análise
dos riscos de realização dos créditos a receber, sendo considerada suficiente pela
Administração para cobrir eventuais perdas, conforme os valores demonstrados na nota
explicativa nº 6.
Pelo fato de as contas a receber serem liquidadas normalmente em um período inferior a
30 dias, os valores contábeis representam substancialmente os valores justos nas datas
dos balanços.
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Natura Cosméticos S.A.
10
d) Estoques
Registrados pelo custo médio de aquisição ou produção, ajustados ao valor de mercado
e das eventuais perdas, quando aplicável. Os detalhes estão divulgados na nota
explicativa nº 7.
e) Investimentos
Representados por investimentos em empresas controladas, avaliados pelo método de
equivalência patrimonial, cujos valores estão demonstrados na nota explicativa nº 11.
Os ganhos ou as perdas de variação cambial, quando da conversão das demonstrações
contábeis das controladas no exterior, para fins de apuração da equivalência patrimonial
e consolidação das demonstrações contábeis, são registrados na rubrica "Ajustes de
avaliação patrimonial" no patrimônio líquido, sendo reclassificados para o resultado do
exercício, quando da alienação do investimento, quando aplicável.
f) Transações em moeda estrangeira
Convertidas para reais utilizando-se as taxas de câmbio vigentes nas datas das
transações. Os saldos das contas de balanço são convertidos pela taxa de câmbio nas
datas dos balanços. Os ganhos e as perdas cambiais resultantes da liquidação dessas
transações e da conversão de ativos e passivos monetários denominados em moeda
estrangeira são reconhecidos no resultado.
g) Imobilizado e intangível
Avaliados ao custo de aquisição e/ou construção, corrigidos monetariamente até 31 de
dezembro de 1995 e acrescidos de juros capitalizados durante o período de construção,
quando aplicável. As depreciações e amortizações são calculadas pelo método linear de
acordo com as taxas demonstradas na nota explicativa nº 12.
Conforme dispensa prevista no parágrafo 54 do Pronunciamento CPC 13 - Adoção
Inicial da Lei nº 11.638/07 e Medida Provisória nº 449/08, a Sociedade e suas
controladas efetuarão a primeira análise periódica do prazo de vida útil-econômica dos
bens com efeitos a partir de 1º de janeiro de 2009.
Os direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à manutenção das
atividades da Sociedade e de suas controladas, originados de operações de arrendamento
mercantil do tipo financeiro, são registrados como se fosse uma compra financiada,
reconhecendo no início de cada operação um ativo imobilizado e um passivo de
financiamento, sendo os ativos submetidos às depreciações calculadas de acordo com a
vida útil estimada. As licenças de programas de computador adquiridas são
capitalizadas e amortizadas conforme as taxas descritas na nota explicativa nº 12 e os
gastos associados à manutenção de softwares são reconhecidos como despesas quando
incorridos.
h) Gastos com pesquisa e desenvolvimento de produtos
Reconhecidos como despesas quando incorridos.
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Natura Cosméticos S.A.
11
i) Diferido
Representado pelo ágio gerado na incorporação das ações da Natura Empreendimentos
S.A. pela Natura Participações S.A., deduzido da provisão para preservação da
capacidade de distribuição de dividendos futuros, conforme descrito na nota explicativa
nº 13.
j) Avaliação do valor recuperável dos ativos
Os bens do imobilizado, intangível e outros ativos não circulantes são avaliados
anualmente para identificar evidências de perdas não recuperáveis, ou, ainda, sempre
que eventos ou alterações significativas nas circunstâncias indicarem que o valor
contábil pode não ser recuperável. Quando aplicável, quando houver perda, decorrente
das situações em que o valor contábil do ativo ultrapasse seu valor recuperável, definido
pelo maior valor entre o valor em uso do ativo e o valor líquido de venda do ativo, esta
é reconhecida no resultado do exercício.
k) Passivos circulante e não circulante
Demonstrados por valores conhecidos ou calculáveis, acrescidos, quando aplicável, dos
correspondentes encargos e das variações monetárias e cambiais incorridos até as datas
dos balanços.
l) Imposto de renda e contribuição social
O imposto de renda é calculado à alíquota de 15%, acrescida do adicional específico de
10% sobre o lucro tributável anual excedente a R$240. A contribuição social é calculada
à alíquota de 9% sobre o lucro tributável. O imposto de renda e a contribuição social
diferidos registrados nos ativos circulante e não circulante decorrem de diferenças
temporárias representadas por despesas apropriadas ao resultado, entretanto,
indedutíveis temporariamente.
Considerando as disposições da Deliberação CVM nº 273/98 e Instrução CVM
nº 371/02, os impostos diferidos estão registrados pelos valores prováveis de realização.
Os detalhes estão divulgados na nota explicativa nº 9.
m) Empréstimos e financiamentos
Os empréstimos tomados são reconhecidos, inicialmente, pelo valor justo, no
recebimento dos recursos, líquidos dos custos de transação. Em seguida, passam a ser
mensurados pelo custo amortizado, isto é, acrescidos de encargos, juros e variações
monetárias e cambiais conforme previstos contratualmente, incorridos até as datas dos
balanços, conforme demonstrado na nota explicativa nº 14.
n) Provisões para riscos tributários, cíveis e trabalhistas
Atualizadas até as datas dos balanços pelo montante provável de perda, observadas suas
naturezas e apoiadas na opinião dos advogados da Sociedade e de suas controladas. Para
fins de apresentação das demonstrações contábeis, estão demonstradas líquidas dos
depósitos judiciais correlacionados. Os fundamentos e a natureza das provisões para
riscos tributários, cíveis e trabalhistas estão descritos na nota explicativa nº 16.
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Natura Cosméticos S.A.
12
o) Operações com instrumentos financeiros derivativos ("swap" e "forward")
Os valores nominais das operações de "swap" e "forward" não são registrados nos
balanços patrimoniais. Os resultados líquidos não realizados dessas operações, apurados
pelos valores justos de mercado, são registrados pelo regime de competência dos
exercícios, conforme demonstrado nas notas explicativas nº 22.b) e nº 22.d).
p) Receitas e despesas financeiras
Representam juros e variações monetárias e cambiais decorrentes de aplicações
financeiras, depósitos judiciais, empréstimos e financiamentos e operações com
instrumentos financeiros derivativos do tipo "swap" e "forward", conforme
demonstrado na nota explicativa nº 23.
q) Juros sobre o capital próprio
Para fins societários e contábeis, estão demonstrados como destinação do resultado
diretamente no patrimônio líquido.
r) Lucro líquido por ação
Calculado com base na quantidade de ações, excluindo as ações em tesouraria, nas datas
dos balanços.
s) Planos de outorga de opções de compra de ações
A Sociedade oferece a seus colaboradores e executivos planos de remuneração com
base em ações, liquidados com as ações da Sociedade, segundo os quais a Sociedade
recebe os serviços como contraprestações das opções de compra de ações. O valor justo
das opções concedidas é reconhecido como despesa no resultado do exercício, durante o
período no qual o direito é adquirido, após o atendimento de determinadas condições
específicas. Nas datas dos balanços, a Administração da Sociedade revisa as estimativas
quanto à quantidade de opções, cujos direitos devem ser adquiridos com base nas
condições, e reconhece, quando aplicável, no resultado do exercício em contrapartida do
patrimônio líquido o efeito decorrente da revisão dessas estimativas iniciais.
t) Apuração do resultado
O resultado é apurado em conformidade com o regime contábil de competência dos
exercícios.
A receita decorrente de incentivos fiscais, recebida sob a forma de ativo monetário, é
reconhecida no resultado do exercício quando recebida. Não há condições estabelecidas
a serem cumpridas pela Sociedade que pudessem afetar o reconhecimento da receita no
resultado do exercício.
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Natura Cosméticos S.A.
13
3. ADOÇÃO INICIAL DAS ALTERAÇÕES DAS PRÁTICAS
CONTÁBEIS ADOTADAS NO BRASIL
Com a promulgação da Lei nº 11.638/07 e a edição da Medida Provisória nº 449/08, foram
alterados, revogados e introduzidos dispositivos na Lei das Sociedades por Ações (Lei
nº 6.404/76), notadamente em relação ao capítulo XV, sobre matéria contábil, em vigência a
partir do encerramento das demonstrações contábeis referentes ao exercício findo em 31 de
dezembro de 2008 e aplicáveis a todas as entidades constituídas na forma de sociedades
anônimas, incluindo companhias de capital aberto e sociedades de grande porte.
Essas alterações têm como objetivo principal atualizar a legislação societária brasileira para
possibilitar o processo de harmonização das práticas contábeis adotadas no Brasil com
aquelas constantes nas normas internacionais de contabilidade (IFRS) e permitir que novas
normas e procedimentos contábeis sejam expedidos pelos órgãos reguladores e pela CVM
em consonância com as normas internacionais de contabilidade.
Adicionalmente, em decorrência da promulgação das referidas Lei e Medida Provisória,
durante 2008 foram editados pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis - CPC diversos
pronunciamentos com aplicação obrigatória para o encerramento das demonstrações
contábeis referentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2008.
As principais alterações nas práticas contábeis promovidas pela Lei nº 11.638/07 e pelos
artigos 36 e 37 da Medida Provisória nº 449/08 aplicáveis à Sociedade e às suas controladas
e adotadas para a elaboração das demonstrações contábeis referentes aos exercícios findos
em 31 de dezembro de 2008 e de 2007 foram as seguintes:
a) Substituição da demonstração das origens e aplicações de recursos pela demonstração
dos fluxos de caixa, elaborada conforme regulamentação do CPC 03 - Demonstração dos
Fluxos de Caixa. Até 31 de dezembro de 2007, a Sociedade apresentou essa
demonstração como informação suplementar às demonstrações contábeis.
b) Inclusão da demonstração do valor adicionado, elaborada conforme regulamentação do
CPC 09 - Demonstração do Valor Adicionado. Até 31 de dezembro de 2007, a
Sociedade apresentou essa demonstração como informação suplementar às
demonstrações contábeis.
c) Criação de novo subgrupo de contas, "Intangível", que inclui ágio, para fins de
apresentação no balanço patrimonial. A Sociedade já apresentava os saldos dos bens
incorpóreos classificados nessa conta.
d) Obrigatoriedade de análise periódica quanto à capacidade de recuperação dos valores
registrados no ativo imobilizado, intangível e diferido (teste de "impairment"), conforme
regulamentado pelo CPC 01 - Redução ao Valor Recuperável dos Ativos (requerida
somente para as demonstrações contábeis referentes ao exercício findo em 31 de
dezembro de 2008). Essa alteração não gerou efeitos a serem registrados nas
demonstrações contábeis referentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2008.
background image
Natura Cosméticos S.A.
14
e) Obrigatoriedade de registro no ativo imobilizado dos direitos que tenham por objeto
bens corpóreos destinados à manutenção das atividades da Sociedade e de suas
controladas, inclusive os decorrentes de operações de arrendamento mercantil,
classificados como "leasing" financeiro, conforme regulamentado pelo CPC 06 -
Operações de Arrendamento Mercantil.
f) Requerimentos de que as aplicações em instrumentos financeiros, inclusive derivativos,
sejam registradas: (i) pelo seu valor de mercado ou valor equivalente, quando se tratar de
aplicações destinadas à negociação ou disponíveis para venda; e (ii) pelo valor de custo
de aquisição ou valor de emissão, atualizado conforme disposições legais ou contratuais,
ajustado ao valor provável de realização, quando este for inferior, quando se tratar de
aplicações que serão mantidas até a data de vencimento, conforme regulamentado pelo
CPC 14 - Instrumentos Financeiros: Reconhecimento, Mensuração e Evidenciação.
Entretanto, essa alteração produziu impactos somente na mensuração dos instrumentos
financeiros derivativos, já que aplicações financeiras mantidas pela Sociedade e por suas
controladas são classificadas como "Mantidas até a data de vencimento" e, portanto,
continuaram a ser mensuradas pelo custo amortizado, conforme mencionado na nota
explicativa nº 22.
g) As participações de debêntures, de empregados e administradores, mesmo na forma de
instrumentos financeiros, e de instituições ou fundos de assistência ou previdência de
empregados, que se caracterizam como despesas, devem ser registradas como despesas,
de acordo com sua natureza. Essa alteração abrange, também, as condições de
remuneração para administradores e empregados concedidas por meio de ações
(remuneração baseada em ações), conforme regulamentado pelo CPC 10 - Pagamento
Baseado em Ações.
h) Eliminação da apresentação da rubrica "Resultado não operacional" na demonstração do
resultado, conforme regulamentado pela Medida Provisória nº 449/08.
i) Revogação dos itens "c" e "d" do parágrafo 1º do artigo 182 da Lei nº 6.404/76, que
permitiam o registro de: (i) prêmio recebido na emissão de debêntures; e (ii) doações e
subvenções para investimento diretamente como reservas de capital em conta de
patrimônio líquido. Alteração aplicável à Sociedade somente quanto ao registro dos
incentivos fiscais, em que a Sociedade passou a registrar os valores de tais incentivos
fiscais diretamente no resultado do exercício, sendo posteriormente destinados à rubrica
"Reserva de incentivo fiscal - Subvenção para investimentos" no patrimônio líquido,
conforme regulamentado pelo CPC 07 - Subvenções e Assistências Governamentais.
j) Criação de um novo subgrupo de contas, "Ajustes de avaliação patrimonial", no
patrimônio líquido, para permitir o registro de determinadas avaliações de ativos a
valores de mercado, principalmente instrumentos financeiros, e os ajustes dos ativos e
passivos a valor de mercado, em razão de fusão e incorporação ocorrida entre partes não
relacionadas que estiverem vinculadas à efetiva transferência de controle. Alteração
aplicável à Sociedade somente quanto ao registro dos efeitos de variações cambiais
decorrentes da conversão das demonstrações contábeis das controladas no exterior para
fins de tomada de equivalência patrimonial e consolidação das demonstrações contábeis.
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Natura Cosméticos S.A.
15
Considerando as alterações promovidas pela Lei nº 11.638/07 e pela Medida Provisória
nº 449/08, os efeitos sobre o resultado do exercício findo em 31 de dezembro de 2007 e de
exercícios anteriores, classificados na rubrica "Prejuízos acumulados" no patrimônio
líquido, apurados anteriormente em conformidade com as práticas contábeis emanadas da
Lei nº 6.404/76, são como segue:
Controladora
2007
Exercícios
anteriores
Total
Conforme prática contábil - Lei nº 6.404/76
456.914
- 456.914
Ajustes por alteração das práticas contábeis:
Valor de mercado dos instrumentos financeiros derivativos
1.900
(18)
1.882
Ajuste cumulativo de conversão das demonstrações contábeis de controladas no
exterior
8.403
-
8.403
Planos de opção de compra de ações - despesas com outorga de opções
(3.405)
(9.193) (12.598)
Equivalência patrimonial (*)
(3.096) (14.066) (17.162)
Imposto de renda e contribuição social diferidos
(646)
7 (639)
Total dos ajustes, líquido dos efeitos tributários
3.156 (23.270) (20.114)
Conforme prática contábil - Lei nº 11.638/07 e Medida Provisória nº 449/08
460.070 (23.270) 436.800
(*) Refere-se aos ajustes, líquidos dos efeitos tributários, decorrentes das alterações das práticas contábeis, trazidos
via equivalência patrimonial das controladas diretas e indiretas da Sociedade, referentes a: (a) valor de mercado
dos instrumentos financeiros derivativos (aplicável à Indústria e Comércio de Cosméticos Natura Ltda. e Natura
Logística e Serviços Ltda.); (b) planos de opção de compra de ações (aplicável à Indústria e Comércio de
Cosméticos Natura Ltda., Natura Logística e Serviços Ltda., Natura Inovação e Tecnologia de Produtos Ltda. e
controladas no exterior); e (c) arrendamento mercantil financeiro (aplicável somente à Natura Logística e
Serviços Ltda.).
Consolidado
2007
Exercícios
anteriores
Total
Conforme prática contábil - Lei nº 6.404/76
462.255
- 462.255
Ajustes por alteração das práticas contábeis:
Valor de mercado dos instrumentos financeiros derivativos
2.838
(675)
2.163
Ajuste cumulativo de conversão das demonstrações contábeis de controladas no
exterior
8.403
-
8.403
Planos de opção de compra de ações - despesas com outorga de opções
(7.399) (22.038) (29.437)
Arrendamento mercantil financeiro
421
(1.194)
(773)
Imposto de renda e contribuição social diferidos
(1.107)
637 (470)
Total dos ajustes, líquido dos efeitos tributários
3.156 (23.270) (20.114)
Participação dos minoritários
(2)
- (2)
Conforme prática contábil - Lei nº 11.638/07 e Medida Provisória nº 449/08
465.409 (23.270) 442.139
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Natura Cosméticos S.A.
16
4. CRITÉRIOS DE CONSOLIDAÇÃO
As demonstrações contábeis consolidadas foram elaboradas em conformidade com os
critérios de consolidação previstos pelas práticas contábeis adotadas no Brasil e pelas
normas da CVM, abrangendo as demonstrações contábeis da Sociedade e de suas
controladas diretas e indiretas, conforme demonstrado a seguir:
Participação - %
2008 2007
Participação direta:
Indústria e Comércio de Cosméticos Natura Ltda.
99,99
99,99
Natura Cosméticos S.A. - Chile
99,99
99,99
Natura Cosméticos S.A. - Peru
99,94
99,94
Natura Cosméticos S.A. - Argentina
99,96
99,94
Natura Brasil Cosmética Ltda. - Portugal
98,00
98,00
Nova Flora Participações Ltda.
-
99,99
Natura Inovação e Tecnologia de Produtos Ltda.
99,99
99,99
Natura Europa SAS
100,00 100,00
Natura Cosméticos y Servicios de Mexico, S.A. de C.V.
99,99
99,99
Natura Cosméticos de Mexico, S.A. de C.V.
99,99
99,99
Natura Distribuidora de Mexico, S.A. de C.V.
99,99 100,00
Natura Cosméticos C.A. - Venezuela
99,99
99,99
Natura Cosméticos Ltda. - Colômbia
99,99
99,99
Natura Cosmetics USA Co.
100,00
99,99
Flora Medicinal J. Monteiro da Silva Ltda.
99,99
-
Natura Cosméticos España S.L. - Espanha
100,00
-
Natura (Brasil) International B.V. - Holanda
100,00
-
Participação indireta:
Natura Logística e Serviços Ltda.
99,99
99,99
Flora Medicinal J. Monteiro da Silva Ltda.
- 100,00
Ybios S.A. (consolidação proporcional - controle conjunto)
33,33 33,33
Natura Innovation et Technologie de Produits SAS - França
99,99
-
Natura Brasil Inc. (EUA - Delaware)
100,00
-
Natura International Inc. (EUA - Nova York)
100,00
-
Natura Worldwide Trading Company (Costa Rica)
100,00
-
Na elaboração das demonstrações contábeis consolidadas, foram utilizadas demonstrações
encerradas na mesma data-base e consistentes com as práticas contábeis descritas na nota
explicativa nº 2. Foram eliminados os investimentos na proporção da participação da
investidora nos patrimônios líquidos e nos resultados das controladas, os saldos ativos e
passivos, as receitas e despesas e os resultados não realizados, líquidos de imposto de renda
e contribuição social, decorrentes de operações entre as empresas. Nas empresas controladas
pela Sociedade foram destacadas as participações dos acionistas minoritários.
As demonstrações contábeis das controladas sediadas no exterior foram convertidas para
reais com base nas taxas correntes das moedas estrangeiras vigentes na data das respectivas
demonstrações contábeis.
Os patrimônios líquidos apresentados em 31 de dezembro de 2008 e de 2007, pela
controladora, são diferentes em R$12.753 e R$5.083, respectivamente, daqueles
apresentados nas demonstrações contábeis consolidadas, pela eliminação dos lucros não
realizados nas controladas e na Sociedade. Pela mesma razão, os lucros líquidos
apresentados em 31 de dezembro de 2008 e de 2007, pela controladora, são diferentes em
R$7.670 e R$5.339, respectivamente, daqueles apresentados nas demonstrações contábeis
consolidadas.
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Natura Cosméticos S.A.
17
As atividades das controladas diretas e indiretas são como segue:
a) Indústria e Comércio de Cosméticos Natura Ltda.: suas atividades concentram-se,
preponderantemente, na industrialização e comercialização dos produtos da marca
Natura para a Natura Cosméticos S.A. - Brasil, Natura Cosméticos S.A. - Chile, Natura
Cosméticos S.A. - Peru, Natura Cosméticos S.A. - Argentina, Natura Cosméticos Ltda. -
Colômbia, Natura Europa SAS, Natura Cosméticos de Mexico, S.A. de C.V. e Natura
Cosméticos C.A. - Venezuela, cujos montantes estão demonstrados na nota explicativa
nº 10.
b) Natura Cosméticos S.A. - Chile, Natura Cosméticos S.A. - Peru, Natura Cosméticos
S.A. - Argentina, Natura Cosméticos C.A. - Venezuela, Natura Cosméticos Ltda. -
Colômbia, Natura Cosmetics USA Co. (em 31 de dezembro de 2008 encontra-se em fase
pré-operacional) e Natura Distribuidora de Mexico, S.A. de C.V.: suas atividades são
semelhantes às atividades desenvolvidas pela controladora Natura Cosméticos S.A. -
Brasil.
c) Natura Inovação e Tecnologia de Produtos Ltda.: suas atividades concentram-se em
desenvolvimento de produtos e tecnologias e pesquisa de mercado. É controladora
integral da Natura Innovation et Technologie de Produits SAS - França, centro satélite
de pesquisa e tecnologia inaugurado durante o ano 2007, em Paris.
d) Natura Europa SAS: suas atividades concentram-se na compra, venda, importação,
exportação e distribuição de cosméticos, fragrâncias em geral e produtos de higiene.
e) Natura Cosméticos de Mexico, S.A. de C.V.: suas atividades concentram-se na
importação e comercialização de cosméticos, fragrâncias em geral e produtos de higiene
pessoal para a Natura Distribuidora de Mexico, S.A. de C.V.
f) Natura Cosméticos y Servicios de Mexico, S.A. de C.V.: suas atividades concentram-se
na prestação de serviços administrativos e logísticos às empresas Natura Cosméticos de
Mexico, S.A. de C.V. e Natura Distribuidora de Mexico, S.A. de C.V.
g) Natura Cosméticos España S.L. - Espanha, Natura (Brasil) International B.V. - Holanda,
Natura Brasil Inc. (EUA - Delaware), Natura International Inc. (EUA - Nova York) e
Natura Worldwide Trading Company (Costa Rica): encontram-se em fase pré-
-operacional e suas atividades consistirão nas mesmas atividades desenvolvidas pela
controladora Natura Cosméticos S.A.
h) Flora Medicinal J. Monteiro da Silva Ltda.: suas atividades referiam-se à
comercialização de produtos fitoterápicos e fitocosméticos de sua própria marca. Desde
o ano 2005 encontra-se sem atividades. Em 31 de março de 2008, após a incorporação
da Nova Flora Participações Ltda., passou a ser controlada direta da Natura Cosméticos
S.A.
i) Natura Logística e Serviços Ltda.: suas atividades concentram-se na prestação de
serviços administrativos e logísticos para as empresas do Grupo Natura sediadas no
Brasil. Vide detalhes na nota explicativa nº 10.
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Natura Cosméticos S.A.
18
j) Ybios S.A.: suas atividades concentram-se na pesquisa, na gestão, no desenvolvimento
de projetos, produtos e serviços voltados para área de biotecnologia, podendo, inclusive,
firmar acordos e parcerias com universidades, fundações, empresas, cooperativas e
associações, entre outras entidades públicas e privadas, na prestação de serviços na área
de biotecnologia e na participação em outras sociedades.
k) Natura Innovation et Technologie de Produits SAS - França: suas atividades
concentram-se em pesquisas nas áreas de testes "in vitro", alternativos aos testes em
animais, para estudo da segurança e eficácia de princípios ativos, tratamento de pele e
novos materiais de embalagens.
5. DISPONIBILIDADES
Controladora
Consolidado
2008 2007 2008 2007
Caixa e bancos
19.785
15.347
54.123
49.398
Aplicações financeiras:
Certificados de Depósitos Bancários - CDBs
67.728
89.316 301.624 348.004
Fundos de investimento
- 908 - 12.838
87.513 105.571 355.747 410.240
Circulante
87.513 105.571 350.497 405.392
Não circulante (nota explicativa nº 16.(g) - riscos
tributários)
-
- 5.250 4.848
87.513 105.571 355.747 410.240
Em 31 de dezembro de 2008, os CDBs são remunerados por taxas que variam entre 100,0%
e 103,7% do Certificado de Depósito Interbancário - CDI (100,0% e 102,0% em 31 de
dezembro de 2007). No consolidado, a participação no total dos CDBs na carteira de
investimentos, em 31 de dezembro de 2008, é de 100% (96,4% em 31 de dezembro de
2007). Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2008 foram resgatadas as
aplicações financeiras em fundos de investimento, cuja rentabilidade média ponderada
durante o exercício foi de 94,8% do CDI.
Os CDBs são classificados na rubrica "Disponibilidades", por serem ativos financeiros com
possibilidade de resgate imediato, sem que haja penalidade quanto aos valores resgatáveis.
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Natura Cosméticos S.A.
19
6. CONTAS A RECEBER DE CLIENTES
Controladora
Consolidado
2008 2007 2008 2007
Contas a receber de clientes
467.868 546.372 516.865 575.552
Provisão para créditos de liquidação duvidosa
(39.447) (34.278) (46.464) (40.024)
428.421 512.094 470.401 535.528
A seguir, estão demonstrados os saldos de contas a receber por idade de vencimento:
Controladora
Consolidado
2008 2007 2008 2007
A vencer
390.196 496.701 434.061 522.409
Vencidos até 30 dias
51.043
23.182
56.175
26.654
Vencidos de 31 a 60 dias
8.437
7.390
8.437
7.390
Vencidos de 61 a 90 dias
5.736
4.965
5.736
4.965
Vencidos de 91 a 180 dias
12.456 14.134 12.456 14.134
467.868 546.372 516.865 575.552
A movimentação da provisão para créditos de liquidação duvidosa para o exercício findo
em 31 de dezembro de 2008 está assim representada:
Controladora
Saldo em
Saldo em
2007 Adições
(a) Reversões Baixas
(b)
2008
(34.278) (69.436) 21.772 42.495 (39.447)
Consolidado
Saldo em
Saldo em
2007 Adições
(a) Reversões Baixas
(b)
2008
(40.024)
(75.170) 25.039 43.691 (46.464)
(a) Provisão constituída conforme nota explicativa nº 2.c).
(b) Composta por títulos vencidos há mais de 180 dias, baixados em virtude do não-
-recebimento.
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Natura Cosméticos S.A.
20
7. ESTOQUES
Controladora
Consolidado
2008 2007 2008 2007
Produtos acabados
59.417 27.713 254.643 198.890
Matérias-primas e materiais de embalagem
-
-
84.131
52.850
Material promocional
3.746
2.677
19.651
21.257
Produtos em elaboração
-
-
11.098
7.944
Provisão para perdas na realização
(2.863) (1.144) (35.891) (29.862)
60.300 29.246 333.632 251.079
O aumento registrado nos saldos dos produtos acabados para 31 de dezembro de 2008 é
justificado substancialmente pela abertura durante 2008 de um Centro de Distribuição na
cidade de Canoas - RS, o qual totalizava naquela data R$18.374.
A movimentação da provisão para perdas na realização dos estoques para o exercício findo
em 31 de dezembro de 2008 está assim representada:
Controladora
Saldo em
Adições
Saldo em
2007 líquidas
(a) Baixas
(b)
2008
(1.144) (1.718) - (2.863)
Consolidado
Saldo em
Adições
Saldo em
2007 líquidas
(a) Baixas
(b)
2008
(29.862) (18.004) 11.975 (35.891)
(a) Refere-se basicamente à constituição de provisão para perdas por descontinuidade,
validade e qualidade, conforme a real necessidade para cobrir as perdas esperadas na
realização dos estoques, de acordo com a política estabelecida pela Sociedade e suas
controladas.
(b) Composta pelas baixas dos produtos descartados pela Sociedade e suas controladas.
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Natura Cosméticos S.A.
21
8. IMPOSTOS A RECUPERAR
Controladora
Consolidado
2008 2007 2008 2007
ICMS a compensar sobre aquisição de insumos (b)
40.087 1.037
80.439 14.584
ICMS a compensar sobre aquisição de ativos
imobilizados 2.727 3.170
13.118 18.811
COFINS a compensar sobre aquisição de ativos
imobilizados -
-
9.217 16.193
ICMS - ST (a)
8.792
-
8.792
-
PIS a compensar sobre aquisição de ativos
imobilizados -
-
1.955
3.516
Impostos a compensar - operações internacionais
-
-
20.482 14.418
PIS e COFINS a compensar sobre aquisição de
insumos 1.857
185
4.214
576
PIS/COFINS/CSLL - retidos na fonte
-
-
2.302
1.568
IRPJ a compensar
-
-
1.691
1.069
CSLL a compensar
-
-
969
520
Outros
-
- 8 397
53.463 4.392 143.187 71.652
Circulante 45.942 2.022
122.364 49.368
Não circulante
7.521 2.370 20.823 22.284
(a) Refere-se aos créditos de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços -
Substituição Tributária - ICMS - ST do Estado de Santa Catarina que eram objeto de
discussão judicial e foram depositados em juízo no período de março a dezembro de
2007. Em janeiro de 2008 a Sociedade firmou um "Termo de Acordo" com o Governo
do Estado de Santa Catarina para aplicação da Margem de Valor Agregado - MVA de
30% para cálculo do ICMS - ST sobre as vendas efetuadas pela Sociedade para aquele
Estado.
Em decorrência do referido "Termo de Acordo", o total de R$29.938, depositado
judicialmente até o mês de dezembro de 2007, foi convertido em renda do Estado, e,
desse montante, R$11.436 estão sendo ressarcidos pelo Governo do Estado de Santa
Catarina à Sociedade em 24 parcelas mensais, atualizadas monetariamente, por meio de
compensação com os valores de ICMS - ST, vincendos a partir da data-base abril de
2008.
Em virtude dos danos sofridos pelo Estado de Santa Catarina por conta das enchentes, a
Sociedade decidiu suspender, voluntariamente, essa compensação durante os meses de
novembro de 2008 a janeiro de 2009 com a intenção de contribuir com a recuperação do
Estado.
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Natura Cosméticos S.A.
22
Para manutenção do referido "Termo de Acordo", alguns compromissos foram
assumidos pela Sociedade, e, nas operações realizadas pelos(as) Consultores(as) Natura
em Santa Catarina, aplicar-se-ão os seguintes itens acordados: (i) no período de 1º de
janeiro de 2007 a 30 de junho de 2008, MVA de 30%; (ii) a partir de outubro de 2008,
após a aprovação da Autoridade Fazendária do Estado de Santa Catarina, MVA de 35%,
efetivamente apurada no estudo concluído pela Fundação Getulio Vargas - FGV; e
(iii) promoção do aumento da arrecadação de ICMS em pelo menos 5% no ano 2008,
em comparação com o ano 2007, estando a Sociedade adimplente com este último
compromisso assumido.
Em 10 de dezembro de 2008, o Estado de Santa Catarina publicou o Decreto nº 1.985,
determinando a aplicação, no período de julho de 2008 a junho de 2009, da MVA de
35% apurada conforme pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas - FGV,
contratada pela Associação Brasileira das Empresas de Venda Direta - ABEVD.
(b) O aumento registrado em 31 de dezembro de 2008 refere-se substancialmente ao ICMS
- ST que foi retido da Sociedade e de sua controlada Indústria e Comércio de
Cosméticos Natura Ltda. nas operações com mercadorias destinadas a clientes
localizados em outras Unidades Federativas (Estados e Distrito Federal) que não o
Estado de São Paulo.
Da apuração do saldo mensal dos créditos de ICMS, a Sociedade e sua controlada vêm
compensando o equivalente a 75% do crédito apurado, ficando o restante a ser
compensado em até seis meses, após a averiguação administrativa por parte da
Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, conforme regime especial obtido pela
Sociedade e sua controlada em setembro de 2008.
O montante desses créditos de ICMS - ST, cujo saldo, em 31 de dezembro de 2008, é de
R$40.087, na controladora, e R$80.439, no consolidado, será regularmente compensado
conforme sistemática descrita no parágrafo anterior.
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Natura Cosméticos S.A.
23
9. IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL
a) Diferidos
Os valores de imposto de renda (Imposto de Renda Pessoa Jurídica - IRPJ) e
contribuição social (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL) diferidos são
provenientes de diferenças temporárias na controladora e controladas. Esses créditos são
mantidos nos ativos circulante e não circulante, considerando a expectativa de
realização. Os valores são demonstrados a seguir:
Controladora
Consolidado
2008 2007 2008 2007
Circulante-
Diferenças temporárias:
Provisão para créditos de liquidação duvidosa (nota explicativa
nº 6)
13.412 11.655 13.412 11.655
Provisão para perdas nos estoques (nota explicativa nº 7)
973
389 11.173
9.382
Não-inclusão do ICMS na base de cálculo do PIS e da COFINS
(nota explicativa nº 15)
431 701
11.344
4.780
Provisões para riscos tributários, cíveis e trabalhistas (nota
explicativa nº 16)
5.369
- 5.369
4.563
Efeito dos resultados não eliminados nos estoques da Sociedade e
de suas controladas
-
- 7.038
3.087
Provisão para perdas em contratos de "swap" e "forward" (notas
explicativas nº 22.b) e nº 22.d))
5.305
1.297 5.213
2.160
Efeitos não realizados dos contratos de arrendamento mercantil -
Lei nº 11.638/07
- -
(62)
263
Provisão ICMS - ST - Paraná (nota explicativa nº 15)
5.216 1.931 5.216
1.931
Provisões diversas
12.661 9.839 18.321 14.506
Imposto de renda e contribuição social diferidos
43.367 25.812 77.024 52.327
Não circulante-
Diferenças temporárias:
Provisões para riscos tributários, cíveis e trabalhistas (nota
explicativa nº 16)
15.993 15.398 33.797 32.858
Provisões diversas
1.414 1.249 3.161 1.460
Imposto de renda e contribuição social diferidos
17.407 16.647 36.958 34.318
Em atendimento à Deliberação CVM nº 273/98 e Instrução CVM nº 371/02, a
Administração, com base em suas projeções de lucros tributáveis futuros, estima que os
créditos tributários registrados serão integralmente realizados em até cinco exercícios.
background image
Natura Cosméticos S.A.
24
Os valores registrados no ativo não circulante possuem prazos estimados de realização
conforme demonstrado a seguir:
Consolidado
2008 2007
2009
- 21.557
2010
24.539
8.768
2011
8.695
3.690
2012 em diante
3.724 303
36.958 34.318
b) Correntes
Reconciliação do imposto de renda e da contribuição social sobre o lucro líquido:
Controladora
Consolidado
2008 2007 2008 2007
Lucro antes do imposto de renda e da contribuição social
703.645
582.280
747.679
622.036
Imposto de renda e contribuição social à alíquota
de 34%
(239.239) (197.975) (254.211) (211.492)
Reversão de provisão para preservação da distribuição de
dividendos futuros (nota explicativa nº 13)
49.933
49.933
49.933
49.933
Benefício dos gastos com pesquisa e inovação tecnológica
- Lei nº 11.196/05 (*)
14.021 13.348 14.021 13.348
Incentivos
fiscais
(doações)
2.516 2.871 3.495 4.134
Equivalência patrimonial (nota explicativa nº 11)
(3.103)
(4.004)
-
-
Crédito fiscal não constituído sobre prejuízos fiscais
gerados pelas controladas no exterior
-
-
(43.314)
(24.095)
Benefício fiscal dos juros sobre o capital próprio
-
13.344
-
13.344
Regime Tributário de Transição - RTT (Medida
Provisória nº 449/08) - ajuste da Lei nº 11.638/07
(4.774)
-
(5.482)
-
Outras diferenças permanentes
2.782
273 5.990
(1.799)
Despesa com imposto de renda e contribuição social
(177.864) (122.210) (229.568) (156.627)
Imposto de renda e contribuição social - correntes
(190.804) (126.110) (254.581) (174.416)
Imposto de renda e contribuição social - diferidos
12.940
3.900
25.013
17.789
Taxa efetiva - %
25,3
21,0
30,7
25,2
(*) Refere-se ao benefício fiscal instituído pela Lei nº 11.196/05, que permite a dedução diretamente na
apuração do lucro real e da base de cálculo da contribuição social do valor correspondente a 60% do
total dos gastos com pesquisa e inovação tecnológica, observadas as regras estabelecidas na referida
Lei.
background image
Natura Cosméticos S.A.
25
10. PARTES RELACIONADAS
Os saldos a receber e a pagar por transações com partes relacionadas estão demonstrados a
seguir:
Controladora
Consolidado
2008 2007 2008 2007
Ativo
circulante:
Natura Inovação e Tecnologia de Produtos Ltda. (a)
7.542
5.909
-
-
Natura Logística e Serviços Ltda. (b)
10.976
5.714
-
-
Nova Flora Participações Ltda.
- 833 - -
18.518
12.456 - -
Adiantamento para futuro aumento de capital-
Flora Medicinal J. Monteiro da Silva Ltda. (c)
45 25 - -
45 25 - -
Passivo
circulante:
Fornecedores:
Indústria e Comércio de Cosméticos Natura Ltda. (d)
213.940 110.913
-
-
Natura Logística e Serviços Ltda. (e)
21.153 17.411
-
-
Natura Inovação e Tecnologia de Produtos Ltda. (f)
15.462 16.713 - -
250.555 145.037 - -
Dividendos e juros sobre o capital próprio a pagar
311.854 237.898 311.854 237.898
As transações efetuadas com partes relacionadas estão demonstradas a seguir:
Venda de produtos
Compra de produtos
2008 2007 2008 2007
Indústria e Comércio de Cosméticos Natura Ltda.
2.075.190 1.556.816
-
-
Natura Cosméticos S.A. - Brasil
-
- 1.965.413 1.486.139
Natura Cosméticos S.A. - Peru
-
-
32.824
19.238
Natura Cosméticos S.A. - Argentina
-
-
31.477
23.660
Natura Cosméticos S.A. - Chile
-
-
22.290
11.988
Natura Cosméticos S.A. - México
-
-
14.727
10.145
Natura Cosméticos Ltda. - Colômbia
-
-
4.645
1.408
Natura Cosméticos C.A. - Venezuela
-
-
2.023
1.872
Natura Europa SAS
-
-
1.423
1.545
Natura Inovação e Tecnologia de Produtos Ltda.
-
-
277
817
Natura Logística e Serviços Ltda.
-
-
81
4
Natura Cosmetics USA Co.
-
- 10 -
2.075.190 1.556.816 2.075.190 1.556.816
background image
Natura Cosméticos S.A.
26
Venda de serviços
Contratação de
serviços
2008 2007 2008 2007
Estrutura administrativa: (g)
Natura Logística e Serviços Ltda.
287.278
277.981
-
-
Natura Cosméticos S.A. - Brasil
-
-
217.255
209.806
Indústria e Comércio de Cosméticos Natura Ltda.
-
-
45.812
45.775
Natura Inovação e Tecnologia de Produtos Ltda.
-
- 24.211 22.400
287.278 277.981 287.278 277.981
Pesquisa e desenvolvimento de produtos e
tecnologias: (h)
Natura Inovação e Tecnologia de Produtos Ltda.
164.021
169.181
-
-
Natura Cosméticos S.A. - Brasil
- - 164.021 169.181
164.021 169.181 164.021 169.181
Pesquisas e testes "in vitro": (i)
Natura Innovation et Technologie de Produits
SAS - França
3.606
3.331
-
-
Natura Inovação e Tecnologia de Produtos Ltda.
- - 3.606 3.331
3.606 3.331 3.606 3.331
Locação de imóveis e encargos comuns: (j)
Indústria e Comércio de Cosméticos Natura
Ltda.
6.126
5.728
-
-
Natura Logística e Serviços Ltda.
-
-
3.559
3.319
Natura Inovação e Tecnologia de Produtos Ltda.
-
-
1.430
1.334
Natura Cosméticos S.A. - Brasil
- - 1.137 1.075
6.126 5.728 6.126 5.728
Total da venda de produtos e contratação de
serviços
2.536.221
2.013.037
2.536.221
2.013.037
(a) Refere-se a adiantamentos concedidos para a prestação de serviços de desenvolvimento de
produtos e tecnologias e pesquisa de mercado.
(b) Refere-se a adiantamentos concedidos para a prestação de serviços de logística e
administrativos em geral.
(c) Refere-se a remessas enviadas à Flora Medicinal J. Monteiro da Silva Ltda. pela Nova Flora
Participações Ltda., empresa incorporada pela Natura Cosméticos S.A. em 31 de março de 2008
conforme mencionado na nota explicativa nº 1.
(d) Valores a pagar pela compra de produtos.
(e) Contas a pagar pela prestação dos serviços descritos no item (g).
(f) Contas a pagar pela prestação dos serviços descritos no item (h).
(g) Prestação de serviços de logística e administrativos em geral.
(h) Prestação de serviços de desenvolvimento de produtos e tecnologias e pesquisa de mercado.
background image
Natura Cosméticos S.A.
27
(i) Prestação de serviços de pesquisas e testes "in vitro".
(j) Refere-se à locação de parte do complexo industrial situado no município de Cajamar - SP e de
prédios localizados no município de Itapecerica da Serra - SP.
Os principais saldos de ativos e passivos em 31 de dezembro de 2008 e de 2007, bem como
as transações que influenciaram os resultados dos exercícios findos naquelas datas, relativos
às operações com partes relacionadas, decorrem somente de transações mercantis entre a
Sociedade e suas controladas.
11. INVESTIMENTOS
Controladora
2008 2007
Investimentos em controladas
864.142 766.439
background image
Natura Cosméticos S.A.
28
Os investimentos nas controladas estão demonstrados como segue:
Indústria e
Comércio de
Cosméticos
Natura Ltda.
Natura
Cosméticos
S.A. -
Chile
Natura
Cosméticos
S.A. - Peru
Natura
Cosméticos
S.A. -
Argentina
Natura
Cosméticos
C.A. -
Venezuela
Nova Flora
Participações
Ltda.
Flora
Medicinal
J. Monteiro
da Silva
Ltda.
Natura
Inovação e
Tecnologia
de Produtos
Ltda.
Natura
Europa
SAS (*)
Natura
Cosméticos -
México (*)
Natura
Brasil
Cosmética
Ltda. -
Portugal
Natura
Cosmetics
USA Co.
Natura
Cosméticos
Ltda. -
Colômbia
Natura
Cosméticos
Ltda. -
Holanda
Natura
Cosméticos
Ltda. -
Espanha
Total
Capital social
526.155
83.509
2.532
60.632
6.654
-
33.503
5.008
34.567
87.066
105
32.755
17.011
-
- 889.497
Percentual de participação
99,99%
99,99% 99,94% 99,96% 99,99% 100,00% 99,99% 99,99%
100,00% 99,99%
98,00%
100,00% 99,99% 100,00%
100,00%
-
Patrimônio líquido das controladas
753.185
15.812
(4.374)
26.077
2.908
-
(700)
27.597
16.783
26.492
(1)
(2.289)
3.314
-
- 864.804
Participação no patrimônio liquido
753.110
15.810
(4.371)
26.067
2.908
-
(700)
27.594
16.783
26.489
(1)
(2.289)
3.314
-
- 864.714
Lucro liquido (prejuízo) do
exercício findo em 31 de
dezembro de 2008, líquido dos
efeitos de conversão
95.219
(9.519)
(5.392)
(10.726)
(10.343)
-
(348)
6.040 (21.497)
(23.793)
- (32.850)
(13.697)
-
-
(26.906)
Valor contábil dos investimentos:
Saldos em 31 de dezembro de
2007
691.999
5.835
1.206
14.193
3.552
-
-
19.934
12.074
15.738
-
526
1.382
-
- 766.439
Resultado da equivalência
patrimonial 95.911
(9.188)
(4.567)
(8.683)
(7.289)
-
(348)
7.660 (17.891)
(24.349)
- (27.664)
(12.717)
-
-
(9.125)
Variação cambial e outros
ajustes na conversão dos
investimentos das
controladas no exterior
-
992
(1.011)
4.847
105
-
- -
3.711
1.027
-
3.630
263 - -
13.564
Distribuição de dividendos
(34.800)
- - - -
- - -
- - - - - - -
(34.800)
Aumento de capital
-
18.171
- 15.710
6.540
-
-
- 18.889 34.073
- 20.235 14.386
51
9 128.064
Saldos em 31 de dezembro de
2008 753.110
15.810 (4.372)
26.067
2.908
-
(348)
27.594 16.783 26.489
-
(3.273)
3.314
51
9 864.142
Provisão para perdas:
Saldos em 31 de dezembro de
2007
-
-
-
-
-
(10.059)
- -
- -
(1)
- - - -
(10.060)
Incorporação da Nova Flora
Participações Ltda.
-
-
-
-
-
10.059
(348)
-
-
-
-
-
-
-
-
9.711
Constituição de provisão para
perdas
-
-
-
-
-
-
(352)
-
-
-
-
-
-
-
-
(352)
-
-
-
-
-
-
(700)
-
-
-
(1)
-
-
-
- (701)
Saldos em 31 de dezembro de
2008 753.110
15.810 (4.372)
26.067
2.908
-
(700)
27.594 16.783 26.489
(1)
(3.273)
3.314
51
9 863.441
(*) Informações
consolidadas das seguintes empresas:
Natura Cosméticos - México:
· Natura Cosméticos y Servicios de Mexico, S.A. de C.V.
· Natura Cosméticos de Mexico, S.A. de C.V.
· Natura Distribuidora de Mexico, S.A. de C.V.
Natura Europa SAS:
· Natura Innovation et Technologie de Produits SAS - França
· Natura Brasil SAS
background image
Natura Cosméticos S.A.
29
12. IMOBILIZADO E INTANGÍVEL
Controladora
2008
2007
Taxas
anuais
de
Custo
Depreciação Valor Custo Depreciação Valor
IMOBILIZADO
depreciação - % corrigido acumulada residual corrigido
acumulada
residual
Veículos
20 a 33
27.686
11.317
16.369
22.716 9.493
13.223
Benfeitorias em propriedade
de terceiros
20 a 33
9.726
3.860
5.866
9.263
2.115
7.148
Máquinas e equipamentos
10 4.963
1.119
3.844
4.136
677
3.459
Móveis e utensílios
10
4.258
2.178
2.080
4.011 1.889
2.122
Equipamentos de informática 20
5.768
3.823
1.945
5.064 3.190
1.874
Imobilização em andamento
-
5.473
-
5.473
-
-
-
Adiantamento a fornecedores
-
4.996
-
4.996
40
-
40
62.870
22.297
40.573
45.230 17.364
27.866
Controladora
2008
2007
Taxas
anuais
de Custo Amortização
Valor Custo Amortização
Valor
INTANGÍVEL
amortização - % corrigido acumulada residual corrigido
acumulada
residual
Softwares 20
12.215
5.915
6.300
10.856 4.308
6.548
Consolidado
2008
2007
Taxas
anuais
de
Custo
Depreciação Valor Custo Depreciação Valor
IMOBILIZADO
depreciação - % corrigido
acumulada
residual corrigido
acumulada
residual
Máquinas e equipamentos
10
246.849
99.192 147.657
221.679 74.967 146.712
Edifícios 4
144.685
41.727 102.958
144.685
36.018 108.667
Instalações
10 a 33
97.903
50.630
47.273
92.721 42.238
50.483
Terrenos -
33.662
-
33.662
33.662
-
33.662
Moldes 33
76.911
56.841
20.070
67.269
40.626
26.643
Veículos
20 a 33
45.010
16.744
28.266
35.560 13.315
22.245
Equipamentos de informática 20 62.674
37.955
24.719
53.856
28.652
25.204
Móveis e utensílios
10
25.760
10.559
15.201
23.187 8.115
15.072
Benfeitorias em propriedade
de terceiros (b)
20 a 33
25.134
9.917
15.217
15.625 4.173
11.452
Imobilizações em andamento -
45.934
-
45.934
9.824
-
9.824
Adiantamento a fornecedores
-
9.564
-
9.564
21.263
-
21.263
Outros
-
7.970
4.483 3.487
6.066
2.851 3.215
822.056
328.048 494.008
725.397 250.955 474.442
O aumento registrado nos saldos das imobilizações em andamento está distribuído em
diversos projetos em execução pela Sociedade e suas controladas, iniciados durante 2008,
tais como melhorias em processos operacionais, benfeitorias em Centros de Distribuição e
reformas de instalações, entre outros.
Consolidado
2008
2007
Taxas
anuais
de
Custo
Amortização
Valor
Custo
Amortização
Valor
INTANGÍVEL
amortização - % corrigido
acumulada
residual corrigido
acumulada
residual
Fundo de comércio - Natura
Europa SAS (a)
-
6.732
-
6.732
5.420
-
5.420
Softwares 20
84.669
39.475
45.194
82.893 25.231
57.662
Marcas e patentes
10 a 25
2.233
1.547
686
1.967
1.232
735
93.634
41.022
52.612
90.280 26.463
63.817
background image
Natura Cosméticos S.A.
30
(a) O fundo de comércio gerado na compra da Natura Europa SAS está fundamentado na existência de ponto comercial
onde esta se localiza, conforme laudo de avaliação emitido por peritos independentes com sustentação de se tratar de
um ativo intangível, comercializável, que não sofre perda de valor em virtude da passagem do tempo. A variação
ocorrida no saldo, entre 31 de dezembro de 2007 e de 2008, deve-se exclusivamente aos efeitos da variação cambial.
(b) As taxas de amortização consideram os prazos de aluguel dos imóveis arrendados, os quais variam de três a cinco anos.
A despesa de amortização estimada para os próximos anos está assim representada:
Valor

2009
14.559
2010
14.559
2011
14.300
2012 em diante
2.462
45.880

Mutações do imobilizado
Controladora
Consolidado
2008 2007 2008 2007
Saldos no início do exercício
27.866 26.190 474.442 445.546
Adições:
Benfeitorias em propriedade de terceiros
459
1.390
2.607
2.887
Máquinas e equipamentos
502
348
19.500
28.477
Imobilização em andamento/
adiantamento a fornecedores
10.215
2.984
27.451
13.292
Veículos
11.759
9.648
19.072
14.739
Moldes
-
-
10.158
21.004
Instalações
-
-
5.515
7.950
Maquinas e equipamentos de informática
665
403
5.389
8.013
Móveis e utensílios
284
648
2.414
4.615
Outros
- - 10.441 9.740
Total
23.884 15.421 102.547 110.717
(-) Baixas líquidas
(3.277) (6.820) (3.731) (18.384)
(-) Depreciação
(7.900) (6.925) (79.250) (63.437)
Saldos no fim do exercício
40.573 27.866 494.008 474.442
background image
Natura Cosméticos S.A.
31
Mutações do intangível
Controladora
Consolidado
2008 2007 2008 2007
Saldos no início do exercício
6.548 3.550 63.817 51.389
Adições:
Fundo de comércio - Natura Europa SAS
-
-
-
-
Softwares 1.544
981
7.593
13.414
Marcas e patentes
-
-
-
-
Intangível em desenvolvimento
- 3.614
- 11.924
Total 1.544
4.595
7.593
25.338
(-) Baixas líquidas
(128)
-
(8.440)
-
(-) Amortização
(1.664) (1.597) (10.358) (12.910)
Saldos no fim do exercício
6.300 6.548 52.612 63.817
13. DIFERIDO
Em 5 de março de 2004 a Sociedade incorporou a empresa Natura Participações S.A. que
possuía ágio sobre o investimento mantido na então controlada Natura Empreendimentos
S.A., no montante de R$1.028.041, e correspondente provisão para preservação da
distribuição de dividendos futuros no mesmo valor. Esse ágio foi gerado pela incorporação
das ações da Natura Empreendimentos S.A. na Natura Participações S.A. em 27 de
dezembro de 2000. A referida operação de incorporação das ações foi aprovada pela
Assembleia Geral de Acionistas realizada naquela data, e os valores estão fundamentados
por laudo de avaliação econômica emitido por peritos independentes.
Os valores estão demonstrados como segue
:
Controladora
2008 2007
Ágio em investimentos
318.203 465.066
Provisão para preservação da distribuição de dividendos futuros
(318.203) (465.066)
- -
A provisão para preservação da distribuição de dividendos futuros, por ser integral, terá
como consequência a distribuição de benefícios fiscais da amortização do ágio a todos os
acionistas. O valor do ágio está sendo amortizado no prazo de sete anos a partir de março de
2004, tendo sido amortizado o montante total de R$146.863 no exercício findo em 31 de
dezembro de 2008.
background image
Natura Cosméticos S.A.
32
14. EMPRÉSTIMOS E FINANCIAMENTOS
Controladora
Consolidado
Modalidade 2008 2007 2008 2007 Vencimento Encargos Garantias
BNDES - EXIM (a)
-
-
136.962
110.175
Fevereiro de 2009,
janeiro de 2010,
maio de 2010 e
fevereiro de 2011
Juros de 2,57% a.a. + TJLP (b) para 80% da dívida e juros
de 9,76% a.a. + variação cambial (dólar) para 20% da
dívida com vencimento em fevereiro de 2009
Juros de 2,39% a.a. + TJLP (b) para 80% da dívida e juros
de 8,44% a.a. + variação cambial (dólar) para 20% da
dívida com vencimento em janeiro de 2010
Juros de 2,60% a.a. + TJLP (b) para 80% da dívida e juros
de 8,98% a.a. + variação cambial (dólar) para 20% da
dívida com vencimento em maio de 2010
Juros de 2,43% a.a. + TJLP (b) para 80% da dívida e juros
de 8,31% a.a. + variação cambial (dólar) para 20% da
dívida com vencimento em fevereiro de 2011
Aval da Natura
Cosméticos S.A.
Resolução nº 2.770 (a)
154.384
88.484
154.384
88.484
Janeiro de 2010
Variação cambial (yen) + 2,11% a.a.
Aval da Indústria e
Comércio de Cosméticos
Natura Ltda.
"Compror"
-
118.482
-
137.677
Janeiro de 2008
Juros de 102,8% do CDI (c)
Aval da Natura
Cosméticos S.A.
Nota de Crédito à Exportação - NCE
-
-
-
41.190
Abril de 2008
Juros de 104,7% do CDI (c)
Nota promissória e aval da
Natura Cosméticos S.A.
Financiadora de Estudos e Projetos - FINEP
-
-
50.156
51.915
Março de 2013
TJLP (b) com vencimento para março de 2013
Aval da Natura
Cosméticos S.A. e fiança
bancária
Nota de Crédito Agroindustrial (a)
-
-
54.173
48.787
Abril e junho de 2009 Juros de 100,6% do CDI (c) + IOF (d) e
TR (e) + 8,66% a.a
.
+ IOF
(d)
Aval da Natura
Cosméticos S.A.
BNDES
28.881
30.666
39.792
45.543
Abril de 2010 e
julho de 2014
Juros de 4,5% a.a. + TJLP (b) + UMBNDES (f) para
vencimento em abril de 2010
Para a dívida com vencimento em julho de 2014: (i) TJLP
(b) + juros de 2,8% a.a. para 85% da dívida; (ii) variação
cambial (dólar) + juros de 8,54% a.a. para 9% da dívida; e
(iii) TJLP (b) + juros de 2,3% a.a. para 6% da dívida
Hipoteca (g)

Fiança bancária
BNDES - FINAME
-
-
11.126
14.246
Setembro de 2012
Juros de 4,5% a.a. + TJLP (b)
Alienação fiduciária, aval
da Natura Cosméticos
S.A. e notas promissórias
Operação internacional - Peru
-
-
23.049
-
Maio de 2009
Juros de 8,56% a.a.
Fiança bancária
Banco do Brasil - Fundo de Amparo do
Trabalhador - FAT Fomentar
-
-
5.890
6.682
Fevereiro de 2014
Juros de 4,4% a.a. + TJLP (b)
Alienação fiduciária, aval
da Natura Cosméticos
S.A. e notas promissórias
Arrendamento mercantil - financiamento
-
-
3.880
4.252 Até setembro de 2012 Juros de 99,5% a 102,99% da taxa DI (h)
CETIP (h)
FINEP - subvenção
-
-
618
-
Janeiro de 2011
Não há
Não há
Total 183.265 237.632 480.030 548.951
Circulante
5.293
120.785
190.550
288.959
Não circulante
177.972 116.847 289.480 259.992
background image
Natura Cosméticos S.A.
33
(a) Empréstimos e financiamentos para os quais foram contratados "swaps" para CDI.
(b) TJLP: Taxa de Juros de Longo Prazo.
(c) CDI: Certificado de Depósito Interbancário.
(d) IOF: Imposto sobre Operações Financeiras.
(e) TR - Taxa Referencial
(f) UMBNDES: Unidade Monetária do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES. Os financiamentos em
moeda nacional oriundos do BNDES estão garantidos pela unidade de Cajamar.
(g) Hipotecas: referem-se às hipotecas dos imóveis da unidade de Cajamar.
(h) DI-CETIP: índice diário calculado a partir da taxa média DI, divulgada pela CETIP - Central de Custódia e de Liquidação Financeira
de Títulos - Taxa Média "DI".
Os vencimentos da parcela registrada no passivo não circulante estão demonstrados como
segue:
Consolidado
2008 2007
2009
- 100.831
2010
225.226 109.583
2011
29.837 18.541
2012
20.384 17.543
2013
10.351 9.754
2014
3.682 3.740
289.480 259.992
15. OBRIGAÇÕES TRIBUTÁRIAS
Controladora
Consolidado
2008 2007 2008 2007
ICMS próprio e ST (b)
108.738 109.959 164.774 109.892
PIS/COFINS (liminar) (a)
1.268
2.061
33.365
14.060
Imposto de renda
9.155
8.439
17.483
10.478
Contribuição social
3.907
3.794
5.771
4.534
IRRF
5.269
3.863
8.861
7.335
PIS/COFINS/CSLL (Lei nº 10.833/03)
2.842
3.696
3.821
4.784
COFINS
127
119
3.229
4.458
Impostos - operações internacionais
-
-
5.072
5.313
IPI
-
-
903
2.285
ISS
217
214
1.077
983
PIS
29
26
637
947
Outras
- - - 472
131.552 132.171 244.993 165.541
(-) Depósitos judiciais (b)
(67.191) (47.030) (67.191) (47.030)
Total de obrigações tributárias, líquidas dos
depósitos judiciais
64.361 85.141 177.802 118.511
background image
Natura Cosméticos S.A.
34
(a) A Sociedade e sua controlada Indústria e Comércio de Cosméticos Natura Ltda.
discutem judicialmente a não-inclusão do ICMS na base de cálculo das contribuições
para Programa de Integração Social - PIS e Contribuição para o Financiamento da
Seguridade Social - COFINS. Em junho de 2007, a Sociedade e sua controlada
obtiveram autorização judicial para efetuar o pagamento das contribuições para PIS e
COFINS sem a inclusão do ICMS em suas bases de cálculo, a partir de abril de 2007. A
provisão registrada em 31 de dezembro de 2008 refere-se aos valores não pagos de PIS
e COFINS entre abril de 2007 e dezembro de 2008, acrescidos de atualização pela taxa
SELIC.
(b) Desses saldos, o montante de R$67.191 em 31 de dezembro de 2008 (R$47.030 em 31
de dezembro de 2007), na controladora e no consolidado, refere-se ao ICMS - ST do
Estado do Paraná, que está sendo discutido judicialmente, conforme também
mencionado na nota explicativa nº 16.(a) - "Contingências passivas - risco possível". A
Sociedade vem efetuando depósitos judiciais mensais sobre os montantes não
recolhidos.
16. PROVISÕES PARA RISCOS TRIBUTÁRIOS, CÍVEIS E TRABALHISTAS
A Sociedade e suas controladas são partes em ações judiciais de natureza tributária,
trabalhista e cível e em processos administrativos de natureza tributária. A Administração
acredita, apoiada na opinião e nas estimativas de seus advogados e consultores legais, que as
provisões para riscos tributários, cíveis e trabalhistas são suficientes para cobrir as eventuais
perdas. Essas provisões, líquidas dos depósitos judiciais, estão assim demonstradas:
Controladora
Consolidado
2008 2007 2008 2007
Tributário 23.069 23.054
37.712 40.312
Cível
21.212
5.429 22.300 17.903
Trabalhistas
5.102 4.787 6.923 6.226
49.383 33.270 66.935 64.441
Circulante 15.791
-
15.791 13.420
Não circulante
33.592 33.270 51.144 51.021
background image
Natura Cosméticos S.A.
35
Riscos tributários
Os riscos tributários provisionados são compostos pelos processos a seguir relacionados:
Controladora
2007 Adições Reversões Pagamentos
Atualização
monetária 2008
Dedutibilidade da CSLL (Lei nº 9.316/96)
(c)
6.670
-
-
-
337
7.007
Multas moratórias sobre tributos federais
recolhidos em atraso (b)
6.065
-
(2.348)
-
786
4.503
Correção UFIR sobre tributos federais
(IRPJ/CSLL/ILL) (d)
5.001
-
-
-
76
5.077
IPI - execução fiscal (g)
4.423
-
-
-
285
4.708
Ação anulatória de débito fiscal de INSS (h)
3.862
-
-
-
251
4.113
Auto de infração IRPJ-1990 (j)
2.862
-
-
-
181
3.043
Auto de infração IRPJ e CSLL - honorários
advocatícios (i)
2.860
-
-
-
87
2.947
Honorários advocatícios e outros
6.607
16
(11)
- 1.255
7.867
Risco tributário total provisionado
38.350
16
(2.359)
-
3.258
39.265
Depósitos judiciais tributários
(15.296)
-
-
-
(900) (16.196)
Risco tributário total provisionado, líquido
dos depósitos judiciais
23.054
16 (2.359)
- 2.358
23.069
Consolidado
2007 Adições Reversões Pagamentos
Atualização
monetária
2008
IPI alíquota zero (a)
31.034
-
-
-
3.158
34.192
Multas moratórias sobre tributos federais
recolhidos em atraso (b)
7.207 1.176 (3.024)
-
884 6.243
Dedutibilidade da CSLL (Lei nº 9.316/96) (c)
6.670
-
-
-
337
7.007
Correção UFIR sobre tributos federais
(IRPJ/CSLL/ILL) (d)
5.127
-
-
-
76
5.203
Auto de infração IPI - honorários advocatícios
(e) 4.792
-
(4.846)
-
54
-
Crédito de IPI sobre aquisições de ativo
imobilizado e material de uso e consumo (f)
4.433
-
-
-
289
4.722
IPI - execução fiscal (g)
4.423
-
-
-
285
4.708
Ação anulatória de débito fiscal de INSS (h)
3.862
-
-
-
251
4.113
Auto de infração IRPJ e CSLL - honorários
advocatícios (i)
2.866
-
-
-
94
2.960
Auto de infração IRPJ-1990 (j)
2.862
-
-
-
181
3.043
Não-inclusão do ICMS da base de cálculo
do PIS e da COFINS - honorários
advocatícios (k)
2.291
10
(33)
-
185
2.453
PIS semestralidade - Decretos-lei nº 2.445/88
e nº 2.449/88 (l)
1.836
-
-
-
134
1.970
Honorários advocatícios e outros
10.517
6
(80)
- 2.400 12.843
Risco tributário total provisionado 87.920
1.192
(7.983)
-
8.328
89.457
Depósitos judiciais tributários
(47.608)
-
-
- (4.137) (51.745)
Risco tributário total provisionado, líquido dos
depósitos judiciais
40.312 1.192 (7.983)
- 4.191 37.712
(a) Refere-se a créditos de Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI sobre matérias-primas e materiais de embalagem
adquiridos com alíquota zero e isenção. A controlada Indústria e Comércio de Cosméticos Natura Ltda. impetrou
mandado de segurança e obteve liminar concedendo o direito ao crédito. Em 25 de setembro de 2006, a liminar foi
cassada por sentença, que julgou o pedido improcedente. A Sociedade interpôs recurso de apelação para reapreciação
do mérito e restabelecimento dos efeitos da liminar. Para suspender a exigibilidade do crédito tributário, a Sociedade
efetuou em outubro de 2006 depósito judicial do montante envolvido no processo. O total depositado judicialmente,
atualizado até 31 dezembro de 2008, é de R$34.192 (R$31.034 em 31 de dezembro de 2007).
background image
Natura Cosméticos S.A.
36
(b) Refere-se à incidência de multa moratória no recolhimento em atraso de tributos federais. As provisões revertidas em
dezembro de 2008 decorrem do atual entendimento do Superior Tribunal de Justiça - STJ, previsto na Súmula nº 360.
(c) Refere-se à CSLL discutida em mandado de segurança que questiona a constitucionalidade da Lei nº 9.316/96, que
proibiu a dedutibilidade da CSLL da sua própria base de cálculo e da base de cálculo do IRPJ. Parte da provisão, no
montante atualizado de R$4.962 (R$4.601 em 31 de dezembro de 2007), encontra-se depositada judicialmente.
(d) Refere-se à incidência da correção monetária pela Unidade Fiscal de Referência - UFIR dos tributos federais
(IRPJ/CSLL/ILL) do ano 1991, discutida em mandado de segurança. O valor envolvido nesse processo encontra-se
depositado judicialmente.
(e) Refere-se aos honorários advocatícios para defesa dos autos de infração lavrados contra a controlada Indústria e
Comércio de Cosméticos Natura Ltda., em novembro de 2005, pela Receita Federal do Brasil, em que se discute a
base de cálculo do IPI nas operações realizadas com empresas interdependentes. Em junho de 2006, a controlada foi
notificada das decisões de 1ª instância proferidas pela 2
a
Turma de Julgamento da Delegacia da Receita Federal em
Ribeirão Preto, que cancelou, por unanimidade, as exigências fiscais relativas ao IPI nessas operações. Em 15 de
agosto de 2007, o recurso de ofício proposto pela Fazenda foi negado, por unanimidade de votos, mantendo a decisão
de 1
a
instância, que cancelou a exigência fiscal. Aguarda-se a formalização e publicação do acórdão. Em 18 de
dezembro de 2007, a controlada foi intimada do acórdão que negou provimento ao recurso de ofício referente a um
dos autos de infração que, a partir de então, foi encerrado.
(f) A controlada Indústria e Comércio de Cosméticos Natura Ltda. discute, por meio de mandados de segurança, o direito
ao crédito de IPI nas aquisições de bens para o ativo imobilizado e de materiais de consumo.
(g) Refere-se à execução fiscal por meio da qual se pretende cobrar o IPI referente ao mês de julho de 1989, quando da
equiparação dos estabelecimentos comerciais atacadistas a estabelecimento industrial pela Lei nº 7.798/89. O processo
encontra-se no Tribunal Regional Federal da 3
a
Região (SP), para julgamento do recurso de apelação da executada. Os
valores envolvidos nessa execução fiscal encontram-se garantidos através de bloqueio de aplicação financeira da
controlada Natura Inovação e Tecnologia de Produtos Ltda., no montante atualizado em 31 de dezembro de 2008 de
R$5.250 (R$4.848 em 31 de dezembro de 2007), o qual está registrado em conta específica no ativo não circulante.
(h) Refere-se à contribuição previdenciária exigida em autos de infração lavrados pelo Instituto Nacional do Seguro
Social - INSS, em processo de fiscalização, que exigiu da Sociedade, na qualidade de contribuinte solidária, valores
de contribuição devidos na contratação de serviços prestados por terceiros. Os valores são discutidos na ação
anulatória de débito fiscal e encontram-se depositados judicialmente. Os valores exigidos no auto de infração
compreendem o período de janeiro de 1990 a outubro de 1999. Durante o exercício de 2007, a Sociedade reverteu o
montante de R$1.903, correspondente à decadência de parte do montante envolvido no processo referente ao período
de janeiro de 1990 a outubro de 1994, conforme orientação da súmula vinculante nº 08 do Supremo Tribunal Federal -
STF.
(i) Refere-se aos honorários advocatícios para defesa dos autos de infração lavrados contra a Sociedade, em agosto de
2003, dezembro de 2006 e dezembro de 2007, pela Receita Federal do Brasil, em que se exigem créditos tributários de
IRPJ e CSLL relativamente à dedutibilidade da remuneração das debêntures emitidas pela Sociedade nos períodos-
-base 1999, 2001 e 2002, respectivamente. A opinião dos advogados é de que a probabilidade de perda dos autos de
infração, do período-base de 1999 (CSLL de 2001 e de 2002), IRPJ e CSLL, é remota.
(j) Refere-se à auto de infração lavrado pela Receita Federal do Brasil exigindo o pagamento de imposto de renda sobre o
lucro decorrente de exportações incentivadas, ocorridas no ano-base 1989, à alíquota de 18% (Lei nº 7.988, de 29 de
dezembro de 1989) e não 3% conforme era determinado pelo artigo 1º do Decreto-lei nº 2.413/88, no qual a
Sociedade se fundamentou para efetuar os recolhimentos na época.
(k) Refere-se aos honorários advocatícios para propositura e acompanhamento do processo administrativo de pedido de
restituição da parcela do ICMS incluída na base de cálculo do PIS e da COFINS, no período de abril de 2002 a março
de 2007. A opinião dos advogados é de que a probabilidade de perda é remota.
(l) Refere-se à compensação do PIS pago na forma dos Decretos-lei nº 2.445/88 e nº 2.449/88, no período de 1988 a
1995, com impostos e contribuições federais devidos em 2003 e 2004. Durante o exercício de 2007 a Sociedade
efetuou a reversão no montante de R$14.910, devido à decisão favorável e definitiva à Sociedade, proferida em agosto
de 2007. A provisão remanescente refere-se à parcela correspondente à controlada Indústria e Comércio de
Cosméticos Natura Ltda. que aguarda apreciação do processo pelo Conselho de Contribuintes.
background image
Natura Cosméticos S.A.
37
Riscos cíveis
A movimentação, para o exercício findo em 31 de dezembro de 2008, da provisão para
riscos cíveis está assim representada:
Controladora
2007 Adições Reversões Pagamentos
Atualização
monetária 2008
Diversas ações cíveis (a)
5.146
4.044
(5.259)
(848) 1.439
4.522
Honorários advocatícios - ação cível ambiental (d)
-
1.013
-
-
28
1.041
Ações cíveis e honorários advocatícios - Nova
Flora Participações Ltda. (b) e (c)
485
14.821
(11)
-
560
15.855
Risco cível total provisionado 5.631
19.878
(5.270)
(848)
2.027
21.418
Depósitos judiciais cíveis
(202)
-
-
-
(4)
(206)
Risco cível total provisionado, líquido dos
depósitos judiciais
5.429
19.878
(5.270)
(848) 2.023
21.212
Circulante -
15.791
Não circulante
5.429
5.421
Consolidado
2007 Adições Reversões Pagamentos
Atualização
monetária
2008
Diversas ações cíveis (a)
5.456
4.738
(5.622)
(1.005) 1.418
4.985
Honorários advocatícios - ação cível ambiental (d)
-
1.013
-
-
28
1.041
Ações cíveis e honorários advocatícios - Nova
Flora Participações Ltda. (b) e (c)
15.649
14.421
(14.432)
-
2.304
17.942
Risco cível total provisionado 21.105
20.172
(20.054)
(1.005) 3.750
23.968
Depósitos judiciais cíveis
(3.202)
(86)
1.754
-
(134) (1.668)
Risco cível total provisionado, líquido dos
depósitos judiciais
17.903
20.086
(18.300)
(1.005) 3.616
22.300
Circulante 13.420
15.791
Não circulante
4.483
6.509
(a) A Sociedade e suas controladas, em 31 de dezembro de 2008, são partes em 1.148 ações e procedimentos cíveis
(1.587 em 31 de dezembro de 2007), no âmbito da justiça cível, do juizado especial cível e do PROCON, movidos por
Consultoras Natura, consumidores, fornecedores e ex-colaboradores, sendo a maioria referente a pedidos de
indenização.
(b) A Sociedade é parte em ações cíveis movidas por ex-cotista da controlada Flora Medicinal J. Monteiro da Silva Ltda.,
as quais têm por objeto a apuração de eventuais haveres e a satisfação de créditos alegadamente devidos por conta da
retirada do ex-cotista. Em novembro de 2007, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro julgou os recursos de apelação
interpostos contra a sentença proferida em 1ª instância, fixando o valor dos haveres. O acórdão proferido pelo Tribunal
de Justiça do Rio de Janeiro foi objeto de embargos de declaração, negados em janeiro de 2008, ocasião em que a
Sociedade interpôs recurso especial.
(c) A partir de 31 de março de 2008, após a incorporação da Nova Flora Participações Ltda., a Sociedade passou a
responder pelas ações cíveis da ex-controlada. A Sociedade é parte em outras três ações cíveis movidas pelo ex-cotista
da Flora Medicinal J. Monteiro da Silva Ltda. cujas naturezas e probabilidade de êxito estão descritas a seguir:
· Ação de arbitramento de remuneração de capital: ação na qual o ex-cotista alega ter direito a créditos provenientes
de sua exclusão da Sociedade. Em janeiro de 2008, o ex-cotista interpôs perante o Superior Tribunal de Justiça
recurso especial contra o acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro que, mantendo decisão de 1ª
instância, negou procedência ao pedido do ex-cotista. Os valores envolvidos ainda não puderam ser mensurados
com segurança. A opinião dos advogados é de que a probabilidade de perda é remota.
· Ação de cobrança de "business plan": ação na qual o ex-cotista alega ter direito a créditos provenientes de sua
exclusão da Sociedade. Os trabalhos do perito judicial foram iniciados em março de 2008. A ação tramita na
Comarca de São Paulo. Os valores envolvidos ainda não puderam ser mensurados com segurança. A opinião dos
advogados é de que a probabilidade de perda é remota.
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Natura Cosméticos S.A.
38
· Ação de consignação em pagamento: refere-se a créditos de ICMS depositados pelo ex-cotista por conta de
parcelamento contraído pela Flora Medicinal J. Monteiro da Silva Ltda. Aguarda-se, desde setembro de 2007, o
julgamento pelo STJ do agravo de instrumento interposto pelo ex-cotista contra a decisão que negou seguimento
ao recurso especial por ele apresentado. O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, reformando a decisão de 1ª
instância, rejeitou o pedido do ex-cotista. A opinião dos advogados é de que a probabilidade de perda é possível.
(d) Refere-se aos honorários advocatícios para defesa dos interesses da Sociedade nos autos da Ação Civil Pública movida
pelo Ministério Público Federal do Estado do Acre em face da Sociedade e de outras instituições, sob a alegação de
acesso ao conhecimento tradicional associado ao ativo "murumuru".
Riscos trabalhistas
A Sociedade e suas controladas, em 31 de dezembro de 2008, são partes em 685
reclamações trabalhistas movidas por ex-colaboradores e terceiros (588 em 31 de dezembro
de 2007), cujos pedidos se constituem em pagamentos de verbas rescisórias, adicionais
salariais, horas extras e verbas devidas em razão da responsabilidade subsidiária. As
provisões são revisadas periodicamente com base na evolução dos processos e no histórico
de perdas das reclamações trabalhistas para refletir a melhor estimativa corrente.
A movimentação, no exercício findo em 31 de dezembro de 2008, da provisão para riscos
trabalhistas está assim representada:
Controladora
2007 Adições Reversões Pagamentos
Atualização
monetária 2008
Risco trabalhista total provisionado 5.604
148
(712)
(54)
1.454
6.440
Depósitos judiciais trabalhistas
(817)
(521)
-
-
-
(1.338)
Risco trabalhista total provisionado,
líquido dos depósitos judiciais
4.787 (373)
(712)
(54) 1.454
5.102
Consolidado
2007 Adições Reversões Pagamentos
Atualização
monetária 2008
Risco trabalhista total provisionado 7.323
152
(767)
(54)
1.904
8.558
Depósitos judiciais trabalhistas
(1.097)
(538)
-
-
-
(1.635)
Risco trabalhista total provisionado,
líquido dos depósitos judiciais
6.226 (386)
(767)
(54) 1.904
6.923
Depósitos judiciais
Os depósitos judiciais, que representam ativos restritos da Sociedade e de suas controladas,
são relacionados a quantias depositadas e mantidas em juízo até a solução dos litígios a que
estão relacionadas. Os saldos dos depósitos judiciais para os quais não há provisão para
risco constituída, em 31 de dezembro de 2008, totalizam R$37.187 na controladora e
R$41.017 no consolidado (R$35.119 e R$38.603, respectivamente, em 31 de dezembro de
2007) e estão classificados na rubrica "Depósitos judiciais" no ativo não circulante.
Contingências passivas - risco possível
A Sociedade e suas controladas possuem ações de natureza tributária, cível e trabalhista, que
não estão provisionadas, pois envolvem risco de perda classificado pela Administração e
seus advogados e consultores legais como possível. As contingências passivas estão assim
representadas:
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Natura Cosméticos S.A.
39
Controladora
Consolidado
2008 2007 2008 2007
Tributárias:
Ação Declaratória - ICMS - ST Paraná (a)
14.670 10.715 14.670
10.715
Ação Declaratória - ICMS - ST Santa Catarina
- 9.965
-
9.965
Compensação 1/3 da COFINS - Lei nº 9.718/98 (b)
4.713 4.466 4.713
4.466
Ação anulatória de débito fiscal de INSS (c)
4.235 3.976
4.235
3.976
Auto de infração - preço de transferência, em contratos de mútuo com
empresa ligada do exterior (d)
1.127 1.047
1.127
1.047
Notificação fiscal de lançamento de débito - GFIP (e)
825
718
825
718
Auto de infração de ICMS - ST (f)
703
593
703
593
Pedido de compensação de tributos de mesma espécie - IRPJ e IRRF
(g)
490 450 490
450
Auto de infração IRPJ e CSLL - debêntures (h)
11.949
- 11.949
-
Outras 19.360 2.602
21.943 4.797
58.072 34.532
60.655 36.727
Cíveis 5.666
6.077
18.351
18.283
Trabalhistas 34.044 30.927 51.647 46.115
97.782 71.536 130.653 101.125
(a) Ação movida pela Sociedade com o objetivo de discutir as alterações na base de cálculo do ICMS - ST
promovido pelo Decreto Paranaense nº 7.018/06. O valor discutido na ação, relativo aos meses de janeiro
de 2007 a dezembro de 2008, está sendo integralmente depositado em juízo, conforme mencionado na
nota explicativa nº 15.
(b) A Lei nº 9.718/98 aumentou a alíquota da COFINS de 2% para 3% e permitiu que esse diferencial de 1%
fosse compensado, durante 1999, com a contribuição social a recolher do mesmo ano. A Sociedade e suas
controladas, entretanto, impetraram, em 1999, mandado de segurança e obtiveram liminar suspendendo a
exigibilidade do crédito tributário (diferença de 1% da alíquota) e autorizando o recolhimento da COFINS
com base na Lei Complementar nº 70/91, vigente até então. Em dezembro de 2000, tendo em vista
precedentes desfavoráveis do Poder Judiciário, a Sociedade e suas controladas aderiram ao Programa de
Recuperação Fiscal - REFIS, parcelando a dívida referente à COFINS não recolhida no período. Com o
recolhimento do tributo, a Sociedade e suas controladas passaram a ter direito à compensação de 1% da
COFINS com a contribuição social, que foi feita no primeiro semestre de 2001. A Receita Federal do
Brasil, no entanto, entende que o prazo para a compensação estava restrito ao ano-base 1999. Em 11 de
setembro de 2006, a Sociedade foi notificada do indeferimento das compensações realizadas e
tempestivamente entrou com o recurso cabível. O processo aguarda apreciação pela Delegacia da Receita
de Julgamento.
(c) Ação movida pela Sociedade que pretende declarar a inexigibilidade do crédito fiscal cobrado pelo INSS,
através de auto de infração lavrado com o objetivo de exigir a contribuição previdenciária sobre a ajuda
de custo para a manutenção de veículos, paga às Promotoras de Venda. Os valores são discutidos na ação
anulatória de débito fiscal e encontram-se depositados judicialmente. Os valores exigidos no auto de
infração compreendem o período de janeiro de 1995 a outubro de 1999.
(d) Refere-se a auto de infração lavrado contra a Sociedade no qual a Receita Federal do Brasil exige IRPJ e
CSLL sobre diferença de juros em contratos de mútuo com pessoa jurídica vinculada no exterior. Em 12
de julho de 2004, foi apresentada a defesa administrativa, que foi julgada improcedente. No mês de junho
de 2008, a Sociedade apresentou recurso da decisão desfavorável perante o Conselho de Contribuintes, o
qual está pendente de apreciação pelo órgão julgador.
(e) Exigência de multa pela falta de preenchimento na Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à
Previdência Social - GFIP, obrigação acessória previdenciária, de contribuições previdenciárias de
autônomos e de verbas de caráter indenizatório. A Sociedade discute a cobrança na esfera administrativa.
(f) Auto de infração de cobrança de ICMS - ST, exigido pelo Estado de Goiás, em razão de suposto
recolhimento a menor pela Sociedade. A Sociedade apresentou defesa na esfera administrativa e aguarda
seu julgamento definitivo.
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Natura Cosméticos S.A.
40
(g) Refere-se à não-homologação de compensação de débitos de Imposto de Renda Retido na Fonte - IRRF
do segundo trimestre de 2000 com créditos de IRPJ relativos ao quarto trimestre de 1999. A Sociedade
apresentou defesa na esfera administrativa, que foi julgada parcialmente favorável. Em 12 de julho de
2006, foi distribuída em juízo ação anulatória, com realização de depósito judicial, a fim de discutir a
cobrança relativa ao saldo da compensação não homologado pela Receita Federal do Brasil.
(h) Auto de infração lavrado contra a Sociedade, em agosto de 2003, pela Receita Federal do Brasil, em que
se exigem créditos tributários de IRPJ e CSLL relativamente à dedutibilidade da remuneração das
debêntures emitidas pela Sociedade no período-base 1999.
Ativos contingentes
A Sociedade e suas controladas possuem os seguintes processos ativos relevantes:
a) A Sociedade e sua controlada Indústria e Comércio de Cosméticos Natura Ltda.
questionam judicialmente a inconstitucionalidade e ilegalidade da majoração da base de
cálculo das contribuições ao PIS e à COFINS instituídas pela Lei nº 9.718/98. Os valores
envolvidos nas ações judiciais, atualizados até 31 de dezembro de 2008, são de
R$19.170 (R$18.111 em 31 de dezembro de 2007). Os processos aguardam julgamento.
A opinião dos advogados é de que a probabilidade de êxito é provável.
b) A Sociedade e suas controladas Indústria e Comércio de Cosméticos Natura Ltda.,
Natura Inovação e Tecnologia de Produtos Ltda. e Natura Logística e Serviços Ltda.
pleiteiam administrativamente a restituição das parcelas do ICMS e Imposto Sobre
Serviços - ISS incluídas na base de cálculo do PIS e da COFINS, e recolhida no período
de abril de 2002 a março de 2007. Os valores envolvidos nos pedidos de restituição,
atualizados até 31 de dezembro de 2008, montam a R$112.534 (R$103.025 em 31 de
dezembro de 2007). A opinião dos advogados é de que a probabilidade de êxito é
provável.
Como os processos mencionados não transitaram em julgado, a Sociedade e suas
controladas não contabilizaram o crédito referente ao ativo contingente, conforme
estabelecido pela Deliberação CVM nº 489/05.
17. PARTICIPAÇÃO DOS COLABORADORES E ADMINISTRADORES
NOS RESULTADOS
A Sociedade e suas controladas concedem participação nos resultados a seus colaboradores
e administradores, vinculada ao alcance de metas operacionais e objetivos específicos,
estabelecidos e aprovados no início de cada exercício. Em 31 de dezembro de 2008, foram
registrados, a título de participação nos resultados, os montantes de R$25.539 (R$12.556 em
31 de dezembro de 2007) e R$64.158 (R$35.827 em 31 de dezembro de 2007), na
controladora e no consolidado, respectivamente, na rubrica "Salários, participações no lucro
e encargos sociais", no passivo circulante, em contrapartida à "Participação dos
colaboradores nos resultados" e "Remuneração dos administradores", na demonstração do
resultado dos exercícios.
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Natura Cosméticos S.A.
41
18. REMUNERAÇÃO DOS ADMINISTRADORES
a) A remuneração total dos administradores da Sociedade está assim composta:
2008
Outorga de opções
Remuneração Saldo das opções Preço médio
Variável
(quantidade)
de
exercício
Fixa (a) Total (b) (c)
Conselho de Administração
2.636
1.332
3.968
- -
Diretores estatutários
3.263
2.856 6.119
391.827 19,58
Total
5.899
4.188 10.087
391.827
2007
Outorga de opções
Remuneração Saldo das opções Preço médio
Variável
(quantidade)
de
exercício
Fixa
(a) Total (b) (c)
Conselho de Administração
2.498
(1.049) 1.449
- -
Diretores estatutários
3.598
1.367 4.965
532.654 21,57
Total
6.096
318 6.414
532.654
b) A remuneração dos diretores não estatutários da Sociedade e de suas controladas está
assim composta:
2008
Outorga de opções
Remuneração Saldo das opções Preço médio
Variável
(quantidade)
de
exercício
Fixa
(a)
Total
(b) (c)
Diretores não estatutários
7.563
4.012 11.575
717.656 16,89
2007
Outorga de opções
Remuneração Saldo das opções Preço médio
Variável
(quantidade)
de
exercício
Fixa
(a)
Total (b) (c)
Diretores não estatutários
14.873
4.034 18.907
2.702.650 16,78
(a) Refere-se à participação no lucro registrada na demonstração do resultado dos
exercícios. Os valores contemplam eventuais complementos e/ou reversões à
provisão efetuada no ano anterior, em virtude da apuração final das metas
estabelecidas aos Conselheiros e Diretores, estatutários e não estatutários.
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Natura Cosméticos S.A.
42
(b) Refere-se ao saldo das opções maduras e não maduras, não exercidas, na data do
balanço.
(c) Refere-se ao preço médio ponderado de exercício da opção à época dos planos de
outorga, atualizado pela variação da inflação apurada pelo Índice de Preços ao
Consumidor - Amplo - IPC-A, até a data do balanço.
19. PATRIMÔNIO LÍQUIDO
a) Capital social
Em 31 de dezembro de 2007, o capital social da Sociedade era de R$390.618. Em 7 de
março de 2008, foram subscritas 100.000 ações ordinárias sem valor nominal, ao preço
de R$3,30 (R$330). Em 31 de dezembro de 2008 foram subscritas 55.698 ações
ordinárias sem valor nominal, ao preço médio de R$8,52 (R$475). Consequentemente, o
capital social passou de R$390.618, correspondente a 428.929.051 ações ordinárias
subscritas e integralizadas, em 31 de dezembro de 2007, para os atuais R$391.423,
correspondente a 429.084.749 ações ordinárias subscritas e integralizadas. O capital
autorizado de 12.381.074 ações ordinárias permaneceu inalterado.
b) Política de distribuição de dividendos e juros sobre o capital próprio
Os acionistas terão direito a receber, em cada exercício social, a título de dividendos,
um percentual mínimo obrigatório de 30% sobre o lucro líquido, considerando,
principalmente, os seguintes ajustes:
·
Acréscimo das importâncias resultantes da reversão, no exercício, de reservas para
contingências, anteriormente formadas.
·
Decréscimo das importâncias destinadas, no exercício, à constituição da reserva legal
e de reservas para contingências.
O Estatuto Social faculta à Sociedade o direito de levantar balanços semestrais ou
intermediários e, com base neles, o Conselho de Administração poderá aprovar a
distribuição de dividendos intermediários.
Em 10 de agosto de 2007, a Sociedade pagou dividendos e juros sobre o capital próprio
nos montantes de R$138.138 e R$39.247, respectivamente, referentes aos resultados
auferidos no primeiro trimestre de 2007, conforme aprovado no Conselho de
Administração de 25 de julho de 2007, e, em 8 de abril de 2008, pagou dividendos no
montante de R$237.752, referentes ao saldo remanescente do exercício de 2007,
conforme aprovado na Assembleia Geral Ordinária de 31 de março de 2008, totalizando
R$375.890.
Em 12 de agosto de 2008, a Sociedade pagou dividendos no montante de R$188.000,
referentes aos resultados auferidos no primeiro semestre de 2008, conforme aprovado
no Conselho de Administração de 23 de julho de 2008, "ad referendum" da Assembleia
Geral Ordinária destinada a apreciar as demonstrações contábeis referentes ao exercício
findo em 31 de dezembro de 2008.
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Natura Cosméticos S.A.
43
Adicionalmente, em 18 de fevereiro de 2009, o Conselho de Administração apreciou
proposta a ser submetida à Assembleia Geral Ordinária, que será realizada em 31 de
março de 2009, para pagamento de dividendos e juros sobre o capital próprio - bruto,
referentes aos resultados auferidos no exercício de 2008, nos montantes totais de
R$254.215 e R$57.465, respectivamente, que, somados aos R$188.000 pagos em agosto
de 2008, correspondem a 95,4% do lucro líquido de 2008.
Os dividendos foram calculados conforme demonstrado a seguir:
Controladora
2008 2007
Lucro líquido do exercício (*)
525.781
456.914
Reserva para incentivos fiscais - subvenção para investimentos
(1.816)
-
Base de cálculo para os dividendos mínimos
523.965
456.914
Dividendos mínimos obrigatórios
30%
30%
Dividendo anual mínimo
157.190
137.074
Dividendos propostos
442.215
375.890
Juros sobre o capital próprio
57.465
39.247
IRRF sobre os juros sobre o capital próprio
(8.620)
(5.887)
Total de dividendos e juros sobre o capital próprio,
líquidos do IRRF
491.060
409.250
Valor excedente ao dividendo mínimo obrigatório
333.870
272.176
Dividendos por ação - R$
1,0316
0,8767
Juros sobre o capital próprio por ação - líquido - R$
0,1138
0,0778
Remuneração total por ação - líquida - R$
1,1454
0,9545
(*) Em 2007 apurado conforme as práticas contábeis emanadas da Lei nº 6.404/76.
c) Ações em tesouraria
Em 31 de dezembro de 2008, as ações ordinárias em tesouraria, que têm sido utilizadas
nos exercícios de opções referentes aos programas de outorga de opções de compra ou
subscrição de ações, totalizavam 20.955 (161.303 em 31 de dezembro de 2007), a um
custo médio unitário de R$17,5426 (R$13,6705 em 31 de dezembro de 2007). A
diminuição ocorrida na quantidade de ações em tesouraria em relação a dezembro de
2007 deve-se ao exercício de 801.338 opções referentes aos programas de outorga de
opções de ações.
d) Ágio na emissão de ações
Refere-se ao ágio gerado na emissão das 3.299 ações ordinárias, decorrente da
capitalização das debêntures no montante de R$100.000, ocorrida em 2 de março de
2004.
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Natura Cosméticos S.A.
44
e) Reserva legal
Em face de o saldo da reserva legal, somado às reservas de capital de que trata o
parágrafo primeiro do artigo 182 da Lei nº 6.404/76, ter ultrapassado 30% do capital
social, a Sociedade, em conformidade com o estabelecido no artigo 193 da mesma lei,
decidiu por não constituir a reserva legal sobre o lucro líquido auferido nos exercícios
de 2006, 2007 e 2008.
f) Reserva de retenção de lucros
Em 31 de dezembro de 2008 a reserva de retenção de lucros foi constituída nos termos
do artigo 196 da Lei nº 6.404/76, com o objetivo de aplicação em futuros investimentos,
no montante de R$24.285. A retenção referente ao exercício de 2008 está fundamentada
em orçamento de capital, que será submetido à aprovação dos acionistas em
Assembleia Geral Ordinária a ser realizada em 23 de março de 2009.
Conforme determina o artigo 199 da Lei nº 6.404/76, o saldo das reservas de lucros,
exceto para as reservas de contingências e de lucros a realizar, não poderá ultrapassar o
capital social. Dessa forma, em Assembleia Geral Extraordinária realizada em 2 de abril
de 2007, foi deliberada a capitalização do montante de R$153.939, referente às reservas
de lucros constituídas nos exercícios sociais encerrados em 31 de dezembro de 2004 e
de 2005, que foram integralmente utilizadas para investimentos no ativo imobilizado e
capital de giro, durante os exercícios de 2005 e 2006.
20. PLANOS DE OUTORGA DE OPÇÕES DE COMPRA DE AÇÕES
O Conselho de Administração reúne-se anualmente para, dentro das bases do programa,
estabelecer o plano, indicando os diretores e gerentes que receberão as opções e a
quantidade total a ser distribuída.
Os planos possuem prazo de quatro anos para elegibilidade ao exercício das opções, sendo
50% ao final do terceiro ano e 50% ao final do quarto ano, havendo ainda um prazo máximo
de dois anos para o exercício das opções após o término do quarto ano de elegibilidade.
As variações na quantidade de opções de compra de ações em circulação e seus
correspondentes preços médios ponderados do exercício estão apresentados a seguir:
2008
2007
Preço médio de
exercício por
ação em R$
Opções
(milhares)
Preço médio de
exercício por
ação em R$
Opções
(milhares)
Em 1º de janeiro
15,46
5.456 9,89
6.701
Concedidas
19,33
1.800 23,64
1.305
Canceladas
16,77
(1.057)
19,64 (297)
Exercidas
18,33
(1.466)
21,66 (2.253)
Em 31 de dezembro
19,24
4.733 15,46
5.456
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Natura Cosméticos S.A.
45
Das 4.733 mil opções em circulação em 31 de dezembro de 2008 (5.456 mil opções em
2007), 1.276 mil opções (1.815 mil opções em 2007) são exercíveis. As opções exercidas
em 2008 resultaram na emissão de 1.466 mil ações, gerando um impacto no patrimônio
líquido de R$5.956 (2.253 mil ações em 2007, gerando um impacto no patrimônio líquido
de R$9.145) na controladora.
A despesa referente ao valor justo das opções concedidas, reconhecida no resultado dos
exercícios findos em 31 de dezembro de 2008 e de 2007, de acordo com o prazo
transcorrido para aquisição do direito ao exercício das opções, foi de R$2.055 e R$3.405,
respectivamente, na controladora, e R$5.088 e R$7.399, respectivamente, no consolidado.
As opções de compra de ações em circulação no final do exercício têm as seguintes datas de
vencimento e preços de exercício:
Em 31 de dezembro de 2008:
Opções em circulação
Opções exercíveis
Data da outorga
Preço de
exercício - R$
Opções em
circulação
Vida
remanescente
contratual
(anos)
Preço de
exercício - R$
Opções
exercíveis
Preço de
exercício - R$
10 de abril de 2003
3,47
203.772
0,28
3,47
203.772
3,47
10 de abril de 2004
8,54
764.606
1,28
8,54
764.606
8,54
16 de março de 2005
18,33
615.049
2,21
18,33
307.525
18,33
29 de março de 2006
27,31
731.485
3,24
27,31
-
-
24 de abril de 2007
25,76
979.940
4,32
25,76
-
-
22 de abril de 2008
19,01
1.437.866
5,31
19,01
- -
4.732.718
1.275.903
Em 31 de dezembro de 2007:
Opções em circulação
Opções exercíveis
Data da outorga
Preço de
exercício - R$
Opções em
circulação
Vida
remanescente
contratual
(anos)
Preço de
exercício - R$
Opções
exercíveis
Preço de
exercício - R$
10 de abril de 2002
5,85
238.940
0,28
5,85
238.940
5,85
10 de abril de 2003
3,28
1.016.810 1,28 3,28
1.016.810 3,28
10 de março de 2004
8,06
1.117.810
2,19
8,06
558.905
8,06
16 de março de 2005
17,31
831.670
3,21
17,31
-
-
29 de março de 2006
25,79
981.660
4,23
25,79
-
-
24 de abril de 2007
24,33
1.269.955
5,32
24,33
- -
5.456.845
1.814.655
O valor justo médio ponderado das opções concedidas durante o exercício findo em 31 de
dezembro de 2008, determinado com base no modelo de avaliação Binomial, era de R$6,57
(R$9,73 em 2007) por opção. Os dados significativos incluídos no modelo foram: preço
médio ponderado da ação de R$18,66 (R$24,60 em 2007) na data da outorga, preço do
exercício apresentado na tabela anterior, volatilidade de 43,22% (42,82% em 2007),
rendimento de dividendos de 4,27% (3,70% em 2007), uma vida esperada da opção
correspondente a três e quatro anos, conforme o caso, e uma taxa de juros livre de risco
anual de 10,98% (11,64% em 2007).
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46
Em 31 de dezembro de 2008, o preço de mercado unitário era de R$18,99 (R$17,00 em
2007) por ação.
21. PLANO DE PENSÃO
A partir de 1º de agosto de 2004, a Sociedade implantou um plano de previdência
complementar na modalidade de contribuição definida, para todos os colaboradores
admitidos pela Sociedade e suas controladas no Brasil. Nos termos do regulamento desse
plano, o custeio é paritário, de modo que a parcela da Sociedade equivale a 60% daquela
efetuada pelo colaborador de acordo com uma escala de contribuição embasada em faixas
salariais, que variam de 1% a 5% da remuneração do colaborador. O plano está sendo
administrado pela Brasilprev Seguros e Previdência S.A. e as contribuições realizadas pela
Sociedade e suas controladas totalizaram R$3.076 no exercício findo em 31 de dezembro de
2008 (R$3.808 em 2007).
22. INSTRUMENTOS FINANCEIROS
a) Considerações gerais
A Sociedade e suas controladas contratam operações envolvendo instrumentos
financeiros, todos registrados em contas patrimoniais, com o objetivo de reduzir sua
exposição a riscos de moeda e de taxa de juros, bem como de manter sua capacidade de
investimentos e estratégia de crescimento. São contratadas aplicações financeiras,
empréstimos e financiamentos, como também instrumentos derivativos.
A administração dos riscos e a gestão dos instrumentos financeiros são realizadas por
meio de políticas, definição de estratégias e implementação de sistemas de controle,
definidas pelo Comitê de Finanças e aprovadas pelo Conselho de Administração da
Sociedade, as quais estabelecem limites de exposição cambial e alocação de recursos
em instituições financeiras. A aderência das posições de tesouraria em instrumentos
financeiros, incluindo os derivativos, em relação a essas políticas é apresentada e
avaliada mensalmente pelo Comitê de Finanças da Sociedade e posteriormente
submetida à apreciação dos Comitês de Auditoria e Executivo e do Conselho de
Administração.
Entre os procedimentos de tesouraria definidos pela política vigente, estão incluídas
rotinas mensais de projeção e avaliação da exposição cambial consolidada da Sociedade
e de suas controladas, sobre as quais se baseiam as decisões tomadas pela
Administração.
Embora a Sociedade e suas controladas façam uso de derivativos com o objetivo de
proteção ("hedge"), elas não adotam a prática contábil de contabilização de
instrumentos de proteção ("hedge accounting").
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47
Aplicações financeiras
As aplicações financeiras refletem as condições de mercado nas datas dos balanços. A
"Política de Aplicações Financeiras" estabelecida pela Administração da Sociedade
elege as instituições financeiras com as quais os contratos podem ser celebrados, além de
definir limites quanto aos percentuais de alocação de recursos e valores absolutos a
serem aplicados em cada uma delas.
Empréstimos e financiamentos
Os empréstimos e financiamentos são registrados com base nos juros contratuais de cada
operação, conforme demonstrado na nota explicativa nº 14.
Na sua quase totalidade, 97,6% em 30 de dezembro de 2008 e 96,3% em 30 de
dezembro de 2007, os empréstimos e financiamentos denominados em moeda
estrangeira são protegidos das oscilações do câmbio desde as suas respectivas
contratações.
Políticas para contratação de derivativos
1) Riscos cambiais
Em virtude das obrigações financeiras de diversas naturezas assumidas pela
Sociedade e suas controladas em moedas estrangeiras, foi implantada uma "Política
de Proteção Cambial", que estabelece níveis de exposição vinculados a esses riscos.
Consideram-se os valores em moeda estrangeira dos saldos a receber e a pagar de
compromissos já assumidos e registrados nas demonstrações contábeis oriundos das
operações da Sociedade e de suas controladas, bem como fluxos de caixa futuros,
com prazo médio de seis meses, ainda não registrados no balanço patrimonial
decorrentes de: (i) compra de insumos para a produção; (ii) importação de máquinas
e equipamentos; e (iii) contribuições ao resultado de cada controlada no exterior em
suas respectivas moedas. As operações com derivativos visam exclusivamente
mitigar os riscos cambiais associados a posições no balanço patrimonial mais os
fluxos de caixa projetados em moedas estrangeiras.
A Sociedade e suas controladas contratam para exposições cambiais operações com
derivativos denominadas "swap" e compra a termo de moeda denominada "NDF -
Non-Deliverable Forward" ("forward").
2) Riscos de taxa de juros
A Administração da Sociedade e de suas controladas tem como política manter os
indexadores de suas exposições à taxa de juros ativas e passivas atrelados a taxas
pós-fixadas. As aplicações financeiras e os empréstimos e financiamentos, exceto os
contratados em TJLP, são corrigidos pelo CDI pós-fixado.
A Sociedade e suas controladas contratam derivativos denominados "swap", com o
objetivo de mitigar os riscos das operações de empréstimos e financiamentos
contratadas com indexador distinto do CDI pós-fixado.
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48
A Sociedade e suas controladas não operam com instrumentos financeiros
derivativos com propósitos de especulação.
b) Exposição cambial
Em 31 de dezembro de 2008 e de 2007, os principais grupos de contas atrelados à
moeda estrangeira estão relacionados a seguir:
Consolidado 2008 2007
Posições ativas:
Contas a receber (1)
2.887
629
Instrumentos derivativos (2)
236.432 154.916
Total do ativo
239.319 155.545
Posições passivas:
Empréstimos e financiamentos (3)
(192.092) (112.248)
Fornecedores (4)
(3.571)
(2.076)
Total do passivo
(195.663) (114.324)
Total da exposição (5)
43.616 41.221
(1) Contas a receber: correspondem aos saldos a receber referentes às exportações da
Sociedade, não considerando suas controladas no exterior.
(2) Instrumentos derivativos: os contratos em aberto, demonstrados a seguir, de "swap"
e "forward", têm vencimentos entre janeiro de 2009 e fevereiro de 2011 e foram
celebrados com contrapartes representadas pelos bancos Alfa (3%), Banco do
Brasil (31%), ABN AMRO Real (65%) e UBS Pactual (1%) e estão assim
compostos:
Consolidado
Valor contratado
atualizado
Saldo ativo
(passivo)
Modalidade da operação 2008 2007 2008 2007
"Swaps" financeiros (2.1)
173.359 108.233 37.695 (6.244)
"Forwards" financeiros (2.1)
14.022
-
(112)
-
"Forwards" operacionais (2.2)
49.051 46.683 479
(107)
236.432 154.916 38.062 (6.351)
Os saldos ativo (passivo) referem-se ao ajuste líquido a receber e a pagar, calculado
a valor de mercado em 31 de dezembro de 2008 e de 2007 dos instrumentos
financeiros derivativos ainda em aberto contratados pela Sociedade e suas
controladas vigentes nos respectivos períodos.
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49
(2.1) Para as exposições cambiais identificadas aqui como "financeiras", geradas
pelos empréstimos e financiamentos denominados em moeda estrangeira, a
Sociedade e suas controladas têm contratado operações de "swap" e "forward"
com o objetivo de mitigar os riscos cambiais a que esses empréstimos e
financiamentos estão sujeitos. As operações de "swap" consistem na troca da
variação cambial por uma correção relacionada a um percentual da variação
do CDI pós-fixado. As operações de "forward" estabelecem uma paridade
futura entre o real e a moeda estrangeira tomando-se como base a paridade do
momento da contratação corrigida por uma determinada taxa de juros
prefixada.
(2.2) Para as exposições cambiais denominadas "operacionais", que estão
relacionadas aos fluxos futuros, são contratadas operações de "forward".
(3) Empréstimos e financiamentos: referem-se aos saldos a pagar de empréstimos e
financiamentos denominados em moeda estrangeira. Em 31 de dezembro de 2008,
do montante de R$192.092, R$154.384 estão denominados em yen (Yen$5.807.729)
e R$37.708 estão denominados em dólar norte-americano (US$16.136.000).
(4) Fornecedores: referem-se aos saldos a pagar em moedas estrangeiras devidos aos
fornecedores.
(5) Total da exposição: em 31 de dezembro de 2008 e de 2007, a Sociedade apresenta
exposições ativas em moedas estrangeiras nos montantes de R$43.616 e R$41.221,
respectivamente.
c) Exposição à taxa de juros
Em 31 de dezembro de 2008 e de 2007, as exposições ativas (passivas) da Sociedade a
taxas de juros estão demonstradas a seguir:
Consolidado 2008 2007
Aplicações financeiras em CDI (1)
301.624 360.841
Empréstimos e financiamentos em CDI (2)
(28.310) (204.135)
"Swap" e "forward" cambiais para CDI (3)
(187.529) (108.115)
"Swap" de TR para CDI (4)
(25.827)
(23.402)
Exposição líquida em CDI (5)
59.958 25.189
Empréstimos e financiamentos em TJLP (6)
(206.833) (204.898)
(1) Aplicações financeiras: correspondem aos saldos aplicados em CDBs pós-fixados.
O saldo em 31 de dezembro de 2007 continha 3,6% aplicados em fundos de
investimento.
(2) Empréstimos e financiamentos: saldos das operações contratadas com o mercado
financeiro atreladas diretamente ao CDI pós-fixado.
(3) "Swap" e forward" cambiais: saldo das operações de empréstimos e financiamentos
denominados em moedas estrangeiras com operações de derivativos
correspondentes conforme item b)(2)(2.1).
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50
(4) "Swap" de TR: a Sociedade e suas controladas possuem operações de "swap", que
visam à proteção da exposição dos passivos atrelados à variação da TR, relativas ao
montante de R$28.310, que representam parte dos contratos da linha de crédito
denominada Nota de Crédito Agroindustrial. Em 31 de dezembro de 2008,
conforme demonstrado na nota explicativa nº 14, a Sociedade tem contratado
R$54.173 em Notas de Crédito Agroindustrial.
Os contratos de "swap" de TR em aberto têm vencimentos em junho e julho de
2009, foram celebrados com a contraparte representada pelo Banco Bradesco e
estão assim compostos:
Consolidado
Valor
contratado
atualizado
Saldo
ativo
(passivo)
Modalidade da operação 2008 2007 2008 2007
"Swaps" financeiros - TR
25.827 23.402 (378) (231)
Os saldos passivos demonstrados referem-se ao ajuste líquido a pagar, calculado a
valor de mercado em 31 de dezembro de 2008 e de 2007 dos instrumentos
financeiros derivativos em aberto contratados pela Sociedade e suas controladas
vigentes nos respectivos períodos.
(5) Exposição líquida em CDI: em 31 de dezembro de 2008 e de 2007, a Sociedade
apresenta exposições ativas em relação ao CDI pós-fixado nos montantes de
R$59.958 e R$25.189, respectivamente.
(6) Empréstimos e financiamentos em TJLP: correspondem aos saldos dos
empréstimos e financiamentos contratados com o BNDES, FINEP, FINAME e FAT
Fomentar, demonstrados na nota explicativa nº 14.
À exceção da TJLP, as exposições ativas e passivas da Sociedade estão atreladas a uma
mesma taxa de juros pós-fixada, não havendo descasamento.
A Administração da Sociedade considera baixo o risco de exposição à TJLP, que monta
a R$206.833 e R$204.898 em 31 de dezembro de 2008 e de 2007, respectivamente.
Os saldos líquidos a receber e a pagar decorrentes das operações de "swap" cambial e
de taxa de juros e "forward" estão registrados nas contas "Ganhos não realizados com
operações de derivativos" e "Provisão para perdas com operações de derivativos",
respectivamente, no ativo e passivo circulantes.
As operações de derivativos financeiros contratadas pela Sociedade e suas controladas
não demandam margens em garantia.
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51
d) Valores de mercado
Aplicações financeiras
Os valores das aplicações financeiras registrados nas demonstrações contábeis
aproximam-se dos valores de realização em virtude de as operações serem efetuadas a
juros pós-fixados e apresentarem disponibilização imediata.
Empréstimos e financiamentos
Os valores dos empréstimos e financiamentos registrados nas demonstrações contábeis,
exceto aqueles atrelados à TJLP, aproximam-se dos valores de exigibilidade, pois estão
atrelados a uma taxa de juros pós-fixada, no caso, a variação do CDI.
Os valores dos financiamentos atrelados à TJLP aproximam-se dos valores de
exigibilidade registrados nas demonstrações contábeis em virtude de a TJLP ter
correlação com o CDI e ser uma taxa pós-fixada.
Instrumentos financeiros derivativos
Com relação às operações com instrumentos financeiros derivativos de "swap" e
"forward" em aberto em 31 de dezembro de 2008 e de 2007, os ganhos e as perdas,
considerando-se os valores contábeis e de mercado, estão assim demonstrados:
Consolidado
2008
2007
Ganhos (perdas) com operações de
"swap" e "forward"
Valor
da curva
do papel
Valor de
mercado
Valor
da curva
do papel
Valor de
mercado
"Swaps" financeiros
51.669
38.073
(8.170)
(6.013)
"Swaps" financeiros - TR
(264)
(378)
(40)
(231)
"Forwards" financeiros
(52)
(112)
-
-
"Forwards" operacionais
649
479
(304)
(107)
52.002
38.062 (8.514) (6.351)
Conforme mencionado nas notas explicativas nº 2.b)(ii) e nº 2.o), os instrumentos
financeiros derivativos passaram a ser mensurados a "valores de mercado", cujo saldo
dos ganhos não realizados em 31 de dezembro de 2008, no montante de R$38.062,
difere significativamente do saldo dos ganhos auferidos até aquela data, no montante de
R$52.002, conforme a mensuração efetuada de acordo com "a curva do papel".
Considerando que os "swaps" financeiros consistem substancialmente em operações de
proteção cambial ("hedge"), cujos valores nocionais são iguais aos valores dos passivos
financeiros indexados em moedas estrangeiras, e o fato de a Administração da
Sociedade pretender levar esses instrumentos, tanto de dívida quanto o derivativo, até as
suas datas de vencimento, a diferença apresentada é classificada como meramente
temporal, até o prazo final das operações em questão, não devendo registrar perdas
financeiras decorrentes dessas operações.
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52
A Sociedade e suas controladas, no encerramento de cada balanço, consultam as
instituições financeiras nas quais os instrumentos foram contratados e atualizam os
respectivos valores com base nas condições correntes de mercado dos instrumentos
financeiros derivativos.
e) Detalhamento das operações com derivativos
(1) Instrumentos derivativos "financeiros"
As informações sobre os instrumentos derivativos "financeiros" em 31 de dezembro de
2008 e de 2007, contratados pela Sociedade e suas controladas decorrentes dos
empréstimos e financiamentos denominados em moeda estrangeira, estão demonstradas
a seguir:
Valor de referência
Efeito acumulado até
31/12/08 a mercado
(nocional)
Valor de mercado
Valor a receber
Valor a
Descrição 2008 2007 2008 2007
(recebido) pagar
(pago)
Contratos de "swap"-
Posição ativa:
Posição comprada dólar
22.899
21.802
19.675
20.356
3.158
-
Posição comprada yen
90.000
90.000 141.284
90.993
34.914
-
TR
22.313 23.313 25.608
22.903
- (378)
135.212 135.115 186.567
134.252 38.073 (378)
Posição passiva-
Taxa CDI pós-fixada:
Posição comprada dólar
22.899
21.802
16.517
22.662
-
-
Posição comprada yen
90.000
90.000 106.370
94.700
-
-
TR
22.313 23.313 25.986
23.134
-
-
135.212 135.115 148.873
140.496
-
-
Contratos a termo ("forward")-
Posição comprada dólar
13.594 - 14.006
-
-
-
Posição passiva-
Taxa prefixada
13.594 - 14.118
-
- (112)
(2) Instrumentos financeiros derivativos "operacionais"
As informações sobre os instrumentos derivativos "operacionais" em 31 de dezembro
de 2008 e de 2007, contratados pela Sociedade e suas controladas para proteção da
exposição decorrente dos fluxos de caixa futuros, estão demonstradas a seguir:
Valor de referência
Efeito acumulado até
31/12/08 a mercado
(nocional)
Valor de mercado Valor a receber
Valor a
Descrição 2008 2007 2008 2007
(recebido) pagar
(pago)
Contratos a termo ("forward"):
Posição comprada dólar
45.314 21.554 46.687
25.522
14
-
Posição comprada euros
1.777 25.562 2.292 21.256 465
-
47.091 47.116 48.979 46.778 479
-
Posição passiva-
Taxa prefixada:
Posição comprada dólar
45.314 21.554 46.673
21.380
Posição comprada euros
1.777 25.562 1.827 25.505
47.091 47.116 48.500 46.885
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53
f) Análise de sensibilidade
Para os instrumentos derivativos "financeiros" demonstrados no item e)(1), a
Administração da Sociedade entende que não se aplica a análise de sensibilidade, pois
há passivos equivalentes registrados no balanço patrimonial, tornando as operações
atreladas, conforme demonstrado no quadro a seguir:
Total dos empréstimos e financiamentos em moeda estrangeira
192.092
Valor dos derivativos "financeiros" contratados atualizados
(187.381)
Exposição cambial
4.711

Da mesma forma, a Sociedade considera que os instrumentos financeiros derivativos
"operacionais" demonstrados no item e)(2) não devem ser considerados na análise de
sensibilidade, pois foram liquidados no dia 6 de janeiro de 2009.
Portanto, a análise de sensibilidade não será aplicada para a posição de instrumentos
derivativos cambiais contratados em 31 de dezembro de 2008 pela Sociedade e suas
controladas.
A Sociedade e suas controladas não operam com instrumentos financeiros derivativos
com propósitos de especulação.
g) Risco de crédito
As vendas da Sociedade e de suas controladas são efetuadas para um grande número de
Consultoras de Vendas e esse risco é administrado por meio de um rigoroso processo de
concessão de crédito. O resultado dessa gestão está refletido na rubrica "Provisão para
créditos de liquidação duvidosa" conforme demonstrado na nota explicativa nº 6.
A Sociedade e suas controladas estão sujeitas também a riscos de crédito relacionados
aos instrumentos financeiros contratados na gestão de seus negócios. Consideram baixo
o risco de não-liquidação das operações que mantêm em instituições financeiras com as
quais operam, que são consideradas pelo mercado como de primeira linha.
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54
23. RESULTADO FINANCEIRO
Controladora
Consolidado
2008 2007 2008 2007
Receitas financeiras:
Juros com aplicações financeiras 7.985
7.911
35.912
27.330
Ganhos com variações monetárias e cambiais (a)
442
13.561
5.247
15.241
Ganhos com operações de "swap" e "forward" (b)
48.279
2.205
55.952
348
Outras receitas financeiras
9.637
3.918
12.596
8.120
66.343
27.595
109.707
51.039
Despesas financeiras:
Juros com financiamentos
(14.581)
(5.731)
(37.958) (26.454)
Perdas com variações monetárias e cambiais (a)
(63.945)
(57)
(71.463)
(2.727)
Perdas com operações de "swap" e "forward" (b)
- (25.140)
- (26.812)
Outras despesas financeiras
(5.585) (948) (9.728) (2.286)
(84.111) (31.876) (119.149) (58.279)
As aberturas a seguir têm o objetivo de explicar melhor os resultados das operações de
proteção cambial contratadas pela Sociedade, bem como suas respectivas contrapartidas
registradas no resultado financeiro demonstrado no quadro anterior:
Consolidado
2008 2007
(a)
Ganhos com variações monetárias e cambiais
5.247 15.241
Perdas com variações monetárias e cambiais
(71.463)
(2.727)
(66.216) 12.514
(a) Abertura
Variações cambiais dos empréstimos e financiamentos
(72.387) 14.451
Variações monetárias dos financiamentos
(796)
(1.125)
Variações cambiais das importações
(919)
(28)
Variações cambiais das contas a pagar nas controladas no exterior
(6.399)
1.112
Variação cambial dos recebíveis de exportação
14.285 (1.896)
(66.216) 12.514
(b)
Ganhos com operações de "swap" e "forward"
55.952
348
Perdas com operações de "swap" e "forward"
- (26.812)
55.952 (26.464)
(b) Abertura
Variações cambiais dos instrumentos de "swap"
71.577 (14.926)
Variações cambiais dos instrumentos de "forward"
13.160
(3.337)
Ajuste a valor de mercado de derivativos "swap" e "forward"
(13.942)
2.101
Receitas dos cupons cambiais dos "swaps"
4.415
1.601
Custos financeiros dos instrumentos de "swap"
(16.140) (11.498)
Custos financeiros dos instrumentos de "forward"
(3.118) (405)
55.952 (26.464)
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55
RN0089*.*
24. OUTRAS RECEITAS (DESPESAS) OPERACIONAIS
Controladora
Consolidado
2008 2007 2008 2007
Outras receitas operacionais:
Lucro na venda de imobilizado
722
685
281
512
Créditos extemporâneos de PIS e COFINS (*)
30.921
- 30.921
-
Outras
-
-
- 3.461
Outras despesas operacionais-
Outras
- (4.766) (2.849) -
Outras receitas (despesas) operacionais, líquidas
30.738 (4.081) 28.353 3.973
(*) No segundo trimestre de 2008 a Sociedade contabilizou créditos extemporâneos
relativos ao PIS e à COFINS, decorrentes de despesas, custos e encargos vinculados a
suas receitas, incorridos entre maio de 2004 e dezembro de 2007, nos montantes de
R$5.516 e R$25.405, respectivamente, de PIS e de COFINS, totalizando R$30.921.
Tais créditos foram gerados a partir da nova interpretação dada pela Sociedade, de
determinados dispositivos da Lei nº 10.865/04, que alterou definitivamente o regime de
tributação das referidas contribuições sobre as receitas auferidas pela Sociedade. O
montante dos créditos extemporâneos de PIS e de COFINS foi integralmente
compensado com outros tributos federais nos meses de julho e agosto de 2008.
25. COBERTURA DE SEGUROS
A Sociedade e suas controladas adotam uma política de seguros que considera,
principalmente, a concentração de riscos e sua relevância, contratados por montantes
considerados suficientes pela Administração, levando-se em consideração a natureza de suas
atividades e a orientação de seus consultores de seguros. A cobertura dos seguros, em
valores de 31 de dezembro de 2008, é assim demonstrada:
Item
Tipo de cobertura Importância
segurada
Complexo industrial/estoques Quaisquer danos materiais a
edificações, instalações e máquinas
e equipamentos
688.519
Veículos
Incêndio, roubo e colisão para
1.529 veículos
51.728
Lucros cessantes
Não-realização de lucros
decorrentes de danos materiais em
instalações, edificações e máquinas
e equipamentos de produção
925.121
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Relatório da Administração NATURA 2008

Tempos de Mudança

Os ventos da mudança que sopraram no nosso mundo uniram as forças de tufões,
furacões e
tsunamis, fazendo de 2008 o ano das turbulências, da exposição das
fragilidades sistêmicas até então
dissimuladas, da contestação de verdades até
então indiscutíveis.
Como sinal de que este momento pode ser de natureza muito construtiva,
assistimos à emergência de uma nova voz exatamente no país onde se encontrava
o olho do furacão, clamando também por mudanças, denunciando alienações,com
visões e aspirações mais humanistas e universais. Este sopro despertou grande
esperança na comunidade internacional,crescentemente preocupada com alterações
climáticas, com desigualdades sociais, com o desafio planetário. Nesta nossa
síntese, vemos o pano de fundo do que vivemos no mundo, especialmente, no ano
passado.
Para nós na Natura, esta crise pode significar o início de uma profunda mudança no
processo civilizatório, um novo ciclo,de lenta e inexorável reversão das
ameaçadoras perspectivas para a vida futura na Terra pela via da sustentabilidade.
Este ano surpreendente encontrou a Natura, não apenas fortalecida por nossas
Crenças e Valores como também revigorada pelos frutos estimulantes da profunda
reorganização e do plano de ações que colocamos em marcha no início do ano de
2008. Os resultados financeiros, a ampliação do nosso número de consultoras e o
fortalecimento de nossa marca são claras evidências nesse sentido.
Neste ano de resultados tão significativos, não atingimos, no entanto, o nível ideal
de serviços prestados às nossas consultoras e consumidores. Assumimos o
compromisso de dedicar esforços decisivos para que a qualidade de nossos
produtos e serviços continue a ser o diferencial que sempre caracterizou a Natura.
Nossas operações, em expansão no Brasil e na América Latina, com baixo
endividamento, capacidade crescente de geração
de caixa, foco no aperfeiçoamento
contínuo do nosso modelo comercial, bem como as alternativas geradas pelo
sistema de vendas diretas, nos permitem visualizar, no pano de fundo descrito,
mais oportunidades do que ameaças. Sem evidentemente negligenciar as atenções
e providências necessárias para cenários eventualmente mais recessivos.
O fundamental é que possamos viver este momento do mundo e da nossa história,
vigorosamente empenhados na expressão mais ampla da identidade de nossa
empresa, dos nossos ideais e sonhos. Que possamos ser impulsionados pela força
de nossa união e pela convicção de que, a partir do microcosmo representado pelo
indivíduo, pode-se transformar o mundo. Que é no coração e no olhar de cada um
que se constroem os tempos de mudança.
Não poderíamos concluir essa mensagem sem expressar nossa profunda gratidão a
todas e todos que juntam esforços na construção contínua de nossa empresa,
colaboradores, acionistas, consultoras e consultores, fornecedores, clientes e todos
aqueles cuja presença no mundo contribua para sua melhoria. Que desse instante
possa nascer um olhar mais esperançoso para o futuro de todos nós.






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Análise do desempenho
Fechamos mais um periodo de resultados expressivos que em 2008 foram
impulsionados pelo plano de ação anunciado no inicio do ano. Nossos números
consolidados refletem esses avanços: 17,7% de aumento em nossa receita líquida
consolidada; 22,5% de evolução do EBITDA; 18,2% de aumento do canal de
vendas; e cerca de 50% de expansão de nossas operações internacionais em
moeda local ponderada. Ainda antes do agravamento da crise econômica global,
tomamos a decisão de postergar, sem prazo definido, a entrada no mercado dos
Estados Unidos. Vamos focar nossos esforços nas operações de países onde já
estamos presentes, principalmente na América Latina, por demonstrarem que
nossa marca, produtos, valores e modelo de vendas têm grande aceitação e espaço
de crescimento. A lógica desse plano, que se estende até 2010, foi, por um lado,
aumentar os investimentos em marketing para acelerar o nosso crescimento de
vendas, financiado por ganhos de produtividade; e de outro reforçar nossa cultura,
o compromisso com a sustentabilidade e promover uma evolução em nosso modelo
organizacional.
1 - Inovação do modelo comercial
Com o objetivo de estreitar o relacionamento com nossas consultoras e consultores,
ampliamos o modelo Consultora Natura Orientadora (CNO). A medida trouxe os
resultados esperados: apoiou o crescimento de 15,5% do canal e elevou as vendas.
Para o consumidor final, o modelo gera melhor atendimento, como resultado do
maior volume de treinamento e do próprio aumento da quantidade de consultoras e
consultores. Em 2008, o novo modelo foi implantado em 65% do canal de vendas
no Brasil e capacitou 5.844 CNOs. Até maio de 2009, devemos alcançar asua
totalidade. O resultado da implementação das CNOs se fez sentir fortemente no
segundo semestre, quando o crescimento do canal se acentuou, com evolução de
15% sobre o ano anterior, superior à expansão do primeiro semestre, de 9,2% em
relação ao mesmo período de 2007. Pretendemos também fortalecer essa
aproximação por meio da abertura das Casas Natura. Queremos, cada vez mais,
criar locais para que nossas consultoras e consultores possam se reunir para
experimentar nossos produtos e realizar reuniões, cursos e treinamentos.
Planejamos inaugurar as primeiras Casas Natura no primeiro semestre de 2009,
todas na cidade de São Paulo, um dos nossos maiores mercados.

2 - Foco na inovação de produtos

Em 2008, optamos pela estratégia "Menos é Mais" em relação ao nosso portfólio.
Iniciamos a redução do número de itens de 930 para 739, concentrando esforços
naqueles de maior representatividade. Acreditamos que essa é uma maneira de
racionalizar custos e de dar mais foco à gestão, o que maximiza os resultados da
comunicação e do treinamento de consultoras e consultores, com benefícios para os
nossos consumidores finais. Focamos nossos investimentos em quatro Lançamentos
- as linhas Naturé, Tododia, Amor América e o anti-sinais Chronos Politensor de
Soja -, cujas vendas superaram as nossas expectativas. Aplicamos a mesma
estratégia para o desenvolvimento de novos produtos, de maneira a concentrar
forças em projetos capazes de proporcionar impactos comerciais relevantes. No
entanto, mantivemos os níveis de investimento em inovação e nossa capacidade
criadora pode ser verificada na expressiva recuperação do nosso índice de
inovação, que havia caído para 56,8% em 2007 e saltou para a marca de 67,5%.

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Para completar, alcançamos com dois anos de antecedência nossa meta de ter, até
2010, 54% do nosso portfólio de projetos de tecnologia, desenvolvidos dentro do
modelo de inovação aberta, ou seja, em parceria com universidades e centros de
pesquisa. Acreditamos que esse é um importante mecanismo para que
mantenhamos nossa trajetória de lançamento de produtos inovadores.
3 - Investimento em marketing
Para dar suporte a todas as iniciativas acima mencionadas, além de um aumento de
exposição da nossa marca, elevamos os nossos investimentos em marketing em R$
88,0 milhões em 2008, financiados pelos ganhos em produtividade, que somaram
R$ 94 milhões no ano. Esta economia foi resultado de uma gestão mais eficiente
nos processos de prevenção de perdas de produtos, ganhos nos custos de
manufatura e em insumos, redução do custo dos catálogos de vendas e o aumento
de pedidos de nossas consultoras via internet. Todo esse investimento pretende
aumentar o nosso vigor no mercado e reduzir o peso das promoções e descontos
em nossa estratégia de marketing. Também tiramos maior proveito da internet.
Registramos um significativo aumento no uso do meio eletrônico para a realização
de pedidos, fruto de ações de incentivo, como o Projeto Conectividade. Os pedidos
captados pela web representaram em média 40,9% do total mensal, tendo
alcançado em dezembro um pico de 52,4%.
4 ­ Gestão por processos
A evolução na estrutura da Natura buscou tornar a empresa ágil, com menos níveis
hierárquicos, e mais próxima de consultoras e consumidores. Ao longo de 2008,
começamos a implantação de um modelo de organização baseado em gestão de
processos a serviço de Unidades de Negócios e unidades regionais. Esta nova
configuração descentraliza a decisão e execução dos principais processos. As
Unidades de Negócio são responsáveis pelo desenvolvimento de produtos e pela
gestão e resultados de marcas e categorias, interagindo com as Unidades
Regionais, que respondem pelo relacionamento com consultoras, gestão comercial
e resultados locais. Essa ação combinada alavanca as atividades da Natura por
regiões e por marcas e categorias. Nesse contexto, houve uma evolução na
composição do Comitê Executivo (Comex) e do time de liderança, que será
responsável por implementar os principais processos da Natura.

5 - Cultura organizacional.

Iniciamos um processo estruturado defortalecimento da cultura organizacional,
reafirmando os valores e as crenças da empresa, pois acreditamos que ai reside o
principal diferencial de nossa organização e eixo central de nossa atuação. Nesse
sentido o desenvolvimento de lideranças engajadas e um modelo de gestão
coerente com a nossa essência são fatores fundamentais para a nossa evolução.
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6 - Qualidade das relações

Para garantir uma maior transparência aos nossos sistemas de governança e
espaço para que os principais públicos da Natura possam acompanhar ativamente a
gestão, demos início a um processo sistemático de engajamento de stakeholders.
Entendemos que esse é o momento certo para começarmos a nos estruturar para
um novo ciclo de crescimento e, para tanto, sabemos que é fundamental ouvir e
entender as necessidades de todos que se relacionam conosco, transformando
estas contribuições em oportunidades de melhoria em nossa atuação.
Principais resultados
Os comentários deste documento estão apresentados de acordo com a Lei 6.404, a
fim de tornar comparável com o Relatório de Administração do ano anterior, não
levando em consideração as alterações da Lei 11.638, que introduziu novos
dispositivos à Lei das Sociedades por Ações. As demonstrações financeiras, por sua
vez, seguem a Lei 11.638.

Evolução do mercado

O setor brasileiro de cosméticos, fragrâncias e produtos de higiene pessoal teve
mais um ano de crescimento em 2008, com uma evolução de 16,3% para o
mercado alvo, ou 9,3% em termos reais até o mês de outubro, segundo dados
parciais da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal
(Sipatesp/Abihpec). O segmento de venda direta também manteve seu ritmo de
expansão no Brasil e movimentou R$ 18,5 bilhões em 2008, avanço 14,1% sobre o
ano anterior, com 2 milhões de revendedores ativos, ampliação de 7,2% no canal
de vendas, segundo dados da Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas
(ABEVD).
Desempenho econômico
Nosso plano de ação começou a apresentar resultados já no segundo semestre de
2008. A receita líquida do ano alcançou R$ 3.618,0 milhões, superior em 17,7% à
registrada em 2007. O lucro líquido de R$ 542,2 milhões foi 17,3% maior,
enquanto o EBITDA de R$ 859,9 milhões cresceu 22,5% em relação ao ano
anterior, apresentando margem de 23,8% -acima do guidance de um piso de
23,0%, divulgado no início do ano. É importante ressaltar também, que a Natura
terminou 2008 com um saldo de R$ 350,5 milhões em caixa e um endividamento
líquido correspondente a 0,11x o EBITDA do ano.
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Vale destacar que nossa Tesouraria segue uma política de proteção cambial que
limita a exposição financeira e operacional dentro de padrões seguros e sem
qualquer caráter especulativo.

Desempenho social
A trajetória da Natura demonstra como a atividade empresarial pode estar alinhada
com o desenvolvimento social. Em 2008, voltamos a ampliar a geração e
distribuição de valor para nossos públicos, como demonstra o quadro abaixo:
¹ Estimativa considerando uma margem de lucro presumida de 30%.

Em 2008, nossa marca continuou a atrair mais consultoras e consultores no Brasil e
no Exterior, dispostas a compartilhar conosco de um modelo inclusivo de geração
de renda, alinhado ao comportamento empresarial voltado para o desenvolvimento
sustentável. Fechamos o ano com quase 849,6 mil consultoras e consultores
disponíveis, uma ampliação de 18,2% sobre os 719 mil de 2007. Nas operações da
América Latina, registramos um crescimento anual na faixa de 40%, atingindo 119
mil consultoras e consultores. Estimulamos esse contingente a exercer sua
cidadania por meio do Movimento Natura, programa que procura engajar nossas
consultoras e consultores às causas do desenvolvimento sustentável. Uma de
nossas iniciativas é o Programa Crer Para Ver, que contribui para a melhoria da
qualidade da educação pública no Brasil. A arrecadação líquida por meio da venda
voluntária de produtos alcançou R$ 3,8 milhões em 2008, com alta de cerca de
50%.

Geração de oportunidade de trabalho
Número de consultoras e consultores disponíveis
(em milhares)
2006
2007
2008
Brasil
561
632
730
Exterior
56
86
119

Desempenho ambiental

Em 2008, demos importantes passos no aprimoramento de nosso desempenho
ambiental. Para atingir aos objetivos do projeto Carbono Neutro ­ compensar as
emissões de Gases de Efeito Estufa (GEEs) geradas por toda nossa cadeia produtiva
­ lançamos editais públicos e selecionamos cinco projetos em diferentes regiões do
Brasil, como o que promove o uso de biomassa renovável na indústria cerâmica,
em São Miguel do Guamá (PA), Cristolândia e Paraíso do Tocantins (TO). Essas
iniciativas compensaram nossas emissões de 2007. Para dar prosseguimento,
publicamos ainda em 2008 o edital para captar novos projetos que serão
implementados em 2009. Estamos também empenhados em desenvolver processos
mais eficientes, que nos levem a cumprir o compromisso de diminuir em 33%
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nossas emissões relativas de GEEs em um período de cinco anos, até 2011. Em
2008, nossa redução alcançou 3,0%, somando cerca de 9,0% em dois anos,
revelando avanço, mas apontando grandes desafios para o futuro.

Emissões relativas (Kg de CO2e / Kg de produto)
2006 2007 2008 Var %
08 x 07 Acumulado
3,93 3,63 3,58 -3,0%
-9,0%

Em linha com essa busca pela eficiência, conseguimos uma queda de 8,91% no
consumo de água por unidade faturada. Por considerar a água um recurso
altamente relevante, não apenas para a Natura, mas para toda a sociedade,
planejamos intensificar as ações em torno desse tema a partir de 2009.
Por meio de um comitê multidisciplinar, criado em 2008, também foi possível
intensificar o monitoramento do consumo de energia elétrica por área,
estabelecendo prioridades e implantando novas tecnologias de consumo. Outro
fator importante foi a queda da temperatura média no ano, contribuindo com o
menor uso do sistema de ar condicionado, responsável pelo maior consumo de
energia. Assim, obtivemos uma redução de 16,88% no consumo total de energia
por unidade faturada em 2008.


A geração de resíduos vem, no entanto, acompanhando o crescimento da Natura.
Em 2008, houve um aumento de 8% em relação ao ano anterior, com uma
produção de 22,4 gramas por unidade faturada.
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Em relação à venda de produtos em embalagem de refil, a porcentagem sobre itens
faturados fechou 2008 acima da meta estabelecida (19,9% contra o planejado de
18,5%). Ao contrário dos anos anteriores, passamos a exercer o mesmo esforço
promocional em refis que adotamos nos demais produtos por acreditarmos que o
consumidor já está suficientemente maduro para fazer as suas escolhas. Dessa
maneira, ajustamos a meta às condições de mercado.








Qualidade das Relações

A trajetória da Natura é permeada pelo compromisso de estabelecer, manter e
valorizar as relações pautadas pela ética, pela transparência e pelo diálogo, aberto
e permanente, com todos os públicos de interesse. Seja no Brasil ou em nossas
operações internacionais, buscamos estreitar vínculos e, para isso, nos
preocupamos em reforçar a qualidade das relações que construímos. Como parte
de nosso projeto de instalar a gestão por processos, definimos a Qualidade das
Relações como um processo-crítico da Natura. A partir de 2008, passamos a
acompanhá-lo de forma sistemática, estabelecendo metas e monitorando nossos
avanços. Nossos públicos têm na Ouvidoria um canal de comunicação permanente,
dedicado a preservar os Princípios de Relacionamento Natura, compromissos
formais que assumimos como base de nossa atuação com colaboradores,
fornecedores, consultores, acionistas e governo. Em 2009, vamos lançar os
referentes a consumidores, comunidades fornecedoras e comunidades do entorno.

Colaboradores

A evolução da estrutura da Natura gerou a redução de 8,6% no número de
colaboradores no Brasil ­ de 4.798, em 2007, para 4.386, em 2008 ­, ocorrida
somente na área administrativa, sem impactar a atividade fabril e a força de
vendas.
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Esse movimento foi acompanhado por outro de contratação, fruto do processo de
regionalização das atividades da Natura, que tem gerado postos de trabalho não só
em São Paulo, mas em outros Estados e regiões do Brasil. Tivemos um turnover
excepcionalmente alto em 2008, de 12,4% ante 9% do ano anterior, explicada pela
evolução do modelo de gestão da empresa.

O clima organizacional global da Natura manteve-se estável em 72% em 2008. Nas
operações internacionais, houve avanço na maioria dos países, com destaque para
a Argentina, que teve alta de 11 pontos percentuais e alcançou 80%. No Brasil, o
índice de favorabilidade entre os colaboradores voltou ao patamar de 69%,
influenciado pelo resultado na área fabril, apesar dos destaques entre as áreas
administrativas e de vendas.
Consultoras

A implantação das Consultoras Natura Orientadoras (CNO) permitiu que nos
aproximássemos ainda mais de nossas consultoras e consultores. A pesquisa de
clima com o canal de vendas manteve-se no patamar histórico dos 90% de
favorabilidade, motivada pela atuação das CNOs, pela força de nossos lançamentos
e por nossa presença na mídia. É importante reconhecer que a prestação dos
serviços a nossas consultoras e consumidores ficou abaixo do nível de qualidade
que planejamos, especialmente no que diz respeito à acuracidade das entregas e
na disponibilidade de produtos. Este será um foco de nossa atenção em 2009. Em
2008, a Ouvidoria implementou um projeto-piloto iniciado em 2007, para atender
cerca de 10 mil consultoras e consultores. Em 2009, será disponibilizado para todo
o canal de vendas do País.

Fornecedores e Comunidades Fornecedoras

Para a produção e a distribuição de seus produtos, a Natura compra insumos,
serviços e materiais indiretos de uma variada gama de fornecedores localizados em
diversas regiões do País. Em 2008, nos relacionamos com 4,2 mil fornecedores,
cerca de 200 de insumos produtivos e 4 mil de serviços e outros materiais. Um dos
mecanismos que utilizamos para diagnosticar as demandas deste público é a
pesquisa anual de satisfação, que foi reformulada em 2008. O índice geral de
favorabilidade atingiu 74%, apresentando queda de 10 pontos percentuais em
relação a 2007, mais acentuada nos fornecedores desse grande grupo com o qual
temos relacionamento menos regular. O impacto deste segmento foi amplificado no
resultado deste ano porque houve uma evolução metodológica e triplicamos a
amostra. Para planejarmos as ações corretivas, decidimos focar nos principais
problemas e não necessariamente nas maiores quedas em relação à pesquisa
anterior, uma vez que há limitações de comparabilidade. Com o apoio da Ouvidoria,
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a área de Desenvolvimento e Relacionamento com Fornecedores iniciou um
processo de conscientização dos diversos gestores responsáveis pela contratação
de produtos e serviços e prepara planos de ações específicos para as demandas de
cada segmento. Queremos equiparar a qualidade do relacionamento entre estes
dois grupos, ampliando a freqüência de contatos com os fornecedores de serviços e
outros materiais, e aprimorar nossos processos de gestão com esse público.

Desempenho em Bolsa

O desempenho das ações da Natura em 2008 foi bastante diferenciado. O efeito da
crise financeira global, que derrubou a partir de setembro o mercado de capitais
brasileiro, não se refletiu com a mesma intensidade no valor de nossas ações. Ao
contrário, enquanto o principal índice da Bolsa (Ibovespa) se desvalorizou 41%, as
ações da Natura fecharam o ano com uma valorização de 18%. Participamos dos
mais importantes índices do mercado de ações brasileiro ­ Ibovespa, IBRX- 50,
IBRX-100 (que listam as empresas mais líquidas da bolsa), o Índice de Ações com
Tag Along (Itag), o Índice de Governança Corporativa (IGC) e o Índice de
Sustentabilidade Empresarial (ISE), que utiliza critérios de sustentabilidade para
selecionar ações das empresas listadas e formar um portfólio que funciona como
uma prévia do Indice do Morgan Stanley Composite Index (MSCI), referência para
investidores estrangeiros.

Perspectivas
O caminho que começamos a trilhar em 2008 já se revelou acertado e vamos
seguilo. Nosso foco está na boa execução do plano de retomada do crescimento e
da evolução do modelo de gestão. Com isso, estamos nos preparando para um
novo ciclo de expansão, como uma empresa cada vez mais inovadora, produtiva e
ajustada aos desafios de seu tempo. Atuamos em meio a um cenário de crise
econômica global que, de uma forma ou de outra, afetará os diversos setores da
economia. No entanto, temos motivos para estar confiantes, pois possuímos
fundamentos sólidos:
·O Brasil, nosso principal mercado, deverá ser menos afetado pela crise;
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·Empresa líder de mercado com marca de grande admiração e preferência do
consumidorem 2008, avançamos de 42% para 47% na pesquisa de preferência de
marca ,enquanto a segunda colocada passou de 18% para 16%;
·Baixo endividamento e capacidade crescente de geração de caixa, permitindo a
continuidade da expansão dos negócios;
·Modelo de negócio baseado na venda direta, não dependente de crédito;
·Foco no mercado de produtos de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos, que
teve historicamente desempenho altamente resiliente às variações da economia.

Identificamos ainda uma grande oportunidade para empresas como a nossa, que
tem uma proposta de valor , baseada no desenvolvimento sustentável onde os
desafios sócio ambientais são catalisadores da inovação e da geração de valor para
todos os públicos, altamente adequada ao cenário de transformação da economia
global. Temos ainda muito a fazer, mas estamos entusiasmados com os resultados
que alcançamos em 2008. Convictos de que construímos a cada dia as bases de
nosso crescimento, convidamos toda a comunidade Natura a seguir conosco e
intensificar os esforços para fazer da inovação o nosso diferencial diante dos
desafios econômicos, sociais e ambientais que teremos no futuro.
Aderência à Câmara de Arbitragem do Mercado

A Companhia, seus acionistas e administradores obrigam-se a resolver, por meio de
arbitragem, toda e qualquer disputa ou controvérsia que possa surgir entre eles,
relacionada ou oriunda, em especial, da aplicação, validade, eficácia, interpretação,
violação e seus efeitos, das disposições contidas na Lei n.º 6.404/76, no estatuto
social da Companhia, nas normas editadas pelo Conselho Monetário Nacional, pelo
Banco Central do Brasil e pela Comissão de Valores Mobiliários, bem como nas
demais normas aplicáveis ao funcionamento do mercado de capitais em geral, além
daquelas constantes do Regulamento de Listagem do Novo Mercado, do Contrato
de Participação no Novo Mercado e do Regulamento de Arbitragem da Câmara de
Arbitragem do Mercado.

Relacionamento com os Auditores Independentes

Em conformidade com a Instrução CVM nº 381/03, informamos que a Sociedade e
suas controladas adotam como procedimento formal consultar os auditores
independentes - Deloitte Touche Tohmatsu, no sentido de assegurar-se de que a
realização da prestação destes outros serviços não venha afetar sua independência
e objetividade necessária ao desempenho dos serviços de auditoria independente,
bem como obter a devida aprovação do seu Comitê de Auditoria. Adicionalmente
são requeridas declarações formais destes mesmos auditores quanto à sua
independência para realização de serviços de não auditoria. Durante o exercício de
2008 contratamos serviços de revisão de nossos controles internos. O valor dos
honorários totais destes serviços foi de R$ 350.000, que correspondiam a 44% dos
honorários anuais dos serviços de auditoria externa.
A política da empresa na contratação de serviços de auditores independentes
assegura que não haja conflito de interesses, perda de independência ou
objetividade

Diretrizes para o Relato em Sustentabilidade
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Para retratar com fidelidade e transparência nossos desempenhos nos planos
econômico, ambiental e social, adotamos as diretrizes da Global Reporting Initiative
(GRI-G3), cujos critérios serão extensivamente desenvolvidos em nosso Relatório
Anual 2008. Aproveitamos para informar, ainda, que a Natura está realizando pela
segunda vez a verificação externa do inventário de gases de efeito estufa e de
dados socioambientais do Relatório Anual com os auditores independentes da
companhia
Det Norske Veritas (DNV).
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1
3
São Paulo, 18 de fevereiro de 2009 ­ A Natura Cosméticos S.A. (BM&FBovespa: NATU3)
anuncia hoje os resultados do quarto trimestre de 2008 (4T08) e do exercício de 2008. As
informações financeiras e operacionais a seguir, exceto onde indicado o contrário, são
apresentadas em base consolidada.
> ALTERAÇÃO NA LEI DAS SOCIEDADES POR AÇÕES
Em 28 de dezembro de 2007 foi promulgada a Lei nº 11.638 e em 04 de dezembro de 2008
foi editada a Medida Provisória nº 449/08, modificando e introduzindo novos dispositivos à Lei
das Sociedades por Ações (Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976).
Esta mudança teve como principal objetivo atualizar a legislação societária brasileira, a fim de
possibilitar o processo de convergência das práticas contábeis adotadas no Brasil com aquelas
constantes nas normas internacionais.
Os comentários e as demonstrações financeiras Pró-Forma deste documento serão
apresentadas de acordo com a Lei nº 6.404, a fim de obter comparabilidade do resultado não
levando em consideração as alterações da Lei nº 11.638, a não ser onde estiver
indicado. Ao final deste documento destacamos os impactos da Lei nº 11.638.
A partir do exercício de 2009 passaremos a divulgar os comentários e demonstrações
financeiras Pró-Forma em conformidade com a nova legislação, Lei nº 11.638.
> SUMÁRIO
A Natura apresentou resultados expressivos em 2008, o que reflete a efetividade do plano de
ação, anunciado no início do ano. A receita líquida consolidada alcançou R$3.618,0 milhões,
17,7% superior à registrada em 2007. O lucro líquido de R$542,2 milhões foi 17,3%, maior,
enquanto o EBITDA de R$859,9 milhões cresceu 22,5% em relação ao ano anterior, com
margem de 23,8% (22,8% em 2007) ­ superando o guidance de um piso de 23,0%,
divulgado no início do ano, e que permanece para os anos de 2009 e 2010.
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2
A Natura terminou o ano com um saldo de R$350,5 milhões em caixa e um endividamento
líquido correspondente a 0,11x o EBITDA de 2008. Vale destacar que nossa Tesouraria segue
uma política de proteção cambial que limita a exposição financeira e operacional dentro de
padrões seguros e sem qualquer caráter especulativo.
Nosso compromisso para o desenvolvimento sustentável também gerou resultados
importantes. A venda de produtos destinados ao Programa Crer Para Ver
1
cresceu cerca de
50%, gerando um resultado líquido de R$3,8 milhões, que será aplicado na melhoria do
ensino público no Brasil. Focada em implantar processos mais eficientes, a Natura avançou no
cumprimento da meta de reduzir em 33% as emissões relativas de GEEs
2
em um período de
cinco anos, até 2011. Em 2008 eliminou 3,0% de suas emissões relativas, o que representa
cerca de 9,0% em dois anos.
Conforme divulgado, o plano de ação, que contempla investimentos adicionais em marketing
de R$400 milhões para o período 2008-2010, começou a apresentar seus primeiros resultados
no segundo semestre de 2008, período em que a receita líquida no Brasil evoluiu 20,7%
enquanto no primeiro semestre havia crescido 11,1%. A lógica desse plano foi, por um lado
melhorar e aumentar os investimentos em marketing para acelerar o nosso crescimento de
vendas, financiado por ganhos de produtividade; e de outro reforçar nossa cultura, o
compromisso com a sustentabilidade e promover uma evolução em nosso modelo
organizacional.
Os pontos que sustentam o plano são:
Focar na Inovação de Produtos;
Inovar o modelo comercial com o objetivo de estreitar o relacionamento com as
consultoras e aumentar sua produtividade;
Investir mais e melhor para aumentar a eficácia da comunicação e do marketing;
Implantar a cultura de gestão por processos a serviço das Unidades de Negócio e
Unidades Regionais, para obter ganhos de eficiência e tornar a empresa mais ágil;
Revigorar nossa cultura organizacional, investindo no desenvolvimento de lideranças
alinhadas com nossos valores;
Evoluir na qualidade das relações.
A evolução do modelo comercial passa pela implantação do projeto CNO ­ Consultora Natura
Orientadora que alcançou seis mil CNO's ao final de 2008, que corresponde a 65% do total, e
deverá estar concluída até o final do primeiro semestre de 2009, com aproximadamente nove
mil CNO´s. Com o objetivo de estreitar o relacionamento com consultoras e consultores, a
medida contribuiu para o crescimento de 15,5% do canal no Brasil. Vamos fortalecer essa
1
Programa que investe em projetos que contribuem para a melhoria da educação pública no país com recursos obtidos pela venda de seus recursos.
2
Gases de Emissão Estufa
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3
aproximação por meio da abertura das Casas Natura, espaços de relacionamento e
treinamento.
A gestão do portfólio de produtos também foi fundamental. Iniciamos a redução do número de
itens de 930 para 739, concentrando esforços naqueles de maior representatividade.
Acreditamos que essa é uma maneira de racionalizar custos e de dar mais foco à gestão, o
que maximiza os resultados da comunicação e do treinamento de consultoras e consultores,
com benefícios para os nossos consumidores finais. Aplicamos a mesma estratégia para o
desenvolvimento de novos produtos, de maneira a concentrar forças em projetos capazes de
proporcionar impactos comerciais relevantes. O vigor de nossa capacidade criadora pode ser
verificado em nosso índice de inovação
3
, que evoluiu de 56,8% ao final de 2007 para 67,5%
em dezembro de 2008. Focamos nossos investimentos em quatro lançamentos - as linhas
Naturé, Tododia, Amor América e o anti-sinais Chronos Politensor de Soja -, cujas vendas
superaram as nossas expectativas.
Para dar suporte a todas as iniciativas, além de um aumento de exposição da nossa marca,
elevamos as nossas despesas adicionais em marketing em R$88,0 milhões em 2008,
financiados pelos ganhos em produtividade, que somaram R$93,8 milhões no ano. Esta
economia foi resultado de uma gestão mais eficiente nos processos de prevenção de perdas
de produtos, ganhos nos custos de manufatura e insumos, redução do custo dos catálogos de
vendas e do aumento de pedidos de nossas consultoras via internet. Todo esse investimento
pretende aumentar o nosso vigor no mercado e reduzir o peso das promoções e descontos em
nossa estratégia de marketing.
Ao longo de 2008, iniciamos a implantação de um modelo de organização baseado em gestão
de processos a serviço de Unidades de Negócios e Unidades Regionais. Esta nova configuração
aumenta a proximidade da nossa gestão com consultoras e consumidores, descentraliza a
decisão, torna a empresa mais ágil e com menos níveis hierárquicos. As Unidades de Negócio
são responsáveis pelo desenvolvimento de produtos e pela gestão e resultados de marcas e
categorias, interagindo com as Unidades Regionais, que respondem pelo relacionamento com
consultoras, gestão comercial e resultados locais.
Iniciamos um processo estruturado de fortalecimento da cultura organizacional, reafirmando
os Valores e as Crenças da Companhia, pois acreditamos que esse é o principal diferencial de
nossa organização e eixo central de nossa atuação. Nesse sentido, o desenvolvimento de
lideranças engajadas e um modelo de gestão coerente com a nossa essência são fatores
fundamentais para a nossa evolução.
3
Índice de inovação: Participação da venda de novos produtos ­ lançados nos últimos 24 meses.
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4
Para garantir uma maior transparência aos nossos sistemas de governança e espaço para que
os principais públicos da Natura possam acompanhar ativamente a gestão, também demos
início em 2008 a um processo sistemático de engajamento de stakeholders que permitirá
melhorar a qualidade das relações com todos os públicos.
OPERAÇÕES INTERNACIONAIS
Mantivemos os investimentos na expansão em outros países na América Latina, onde os
negócios continuam crescendo acima de 50% ao ano em moeda local, com ganhos de market-
share, que posicionam a Natura entre as principais empresas de venda direta nos mercados
em que atua.
Nas operações em consolidação (Argentina, Chile e Peru), a receita líquida cresceu 39,6% em
moeda local ponderada em 2008, comparada ao ano anterior. O resultado medido pelo
EBITDA está virtualmente no breakeven. O canal de vendas continua evoluindo fortemente,
com expansão de 30% no ano, e já soma 90,0 mil consultoras.
Por sua vez, o bloco em implantação (México, Colômbia e Venezuela), que continua em fase
de investimento na marca e na construção do canal, apresentou evolução positiva na receita
líquida de 113,0% e encerrou o ano com 28,2 mil consultoras.
Seguimos entusiasmados com nossa possibilidade de crescimento na região, tendo em vista
boa aceitação da nossa proposta de valor e da aderência ao modelo de venda direta.
Acreditamos que a expansão internacional com uma marca de expressão global continua
sendo importante vetor para o nosso crescimento.
CONFIANÇA EM TEMPOS DE CRISE
O caminho que começamos a trilhar em 2008 já se revelou acertado e vamos segui-lo. Nosso
foco está na boa execução do plano de retomada do crescimento e da evolução do modelo de
gestão. Ao alcançarmos esse objetivo, estaremos preparados para um novo ciclo de expansão,
como uma empresa cada vez mais inovadora, produtiva e ajustada aos desafios de seu
tempo.
Atuamos em meio a um cenário de crise econômica global que, de uma forma ou de outra,
afetará os diversos setores da economia. No entanto, temos motivos para estar confiantes,
pois contamos com fundamentos sólidos:
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5
O Brasil, nosso principal mercado, deverá ser menos afetado pela crise;
Empresa líder de mercado com marca de grande admiração e preferência do
consumidor ­ em 2008, avançamos de 42% para 47% na pesquisa de preferência da
marca pelos consumidores, enquanto a segunda colocada passou de 18% para 16%;
Baixo endividamento e capacidade crescente de geração de caixa, permitindo a
continuidade da expansão dos negócios;
Modelo de negócio baseado na venda direta, não dependente de crédito;
Foco no mercado de produtos de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos, que teve
historicamente desempenho resiliente às variações da economia.
Identificamos ainda uma oportunidade para empresas como a nossa, que tem uma proposta
baseada no desenvolvimento sustentável, onde os desafios socioambientais são catalisadores
da inovação e da geração de valor para todos os públicos. Continuamos a executar nosso
plano de ação, com uma gestão preparada e motivada para superar os cenários que se
apresentem.
> MERCADO DE CAPITAIS
As ações Natura (NATU3), negociadas na BM&FBOVESPA, acumulam até o final de 2008
valorização de 213% desde seu IPO, enquanto que o Ibovespa valorizou 99% no mesmo
período. A valorização em 2008 foi de 18,0% frente uma desvalorização do Ibovespa de
41,2% no mesmo período.
Abaixo apresentamos o gráfico de desempenho da Natu3 desde o seu IPO até o final de 2008.
2004
Desempenho NATU3 x Ibovespa
Base 100 (25/05/2004* - 31/12/2008)
213%
99%
-
100
200
300
400
500
NATU3
Ibovespa
2005
2006
2007
2008
* Data do lançamento das ações NATU3 na BM&FBOVESPA
R$18,99
R$6,07
Fonte: Economática
2004
Desempenho NATU3 x Ibovespa
Base 100 (25/05/2004* - 31/12/2008)
213%
99%
-
100
200
300
400
500
NATU3
Ibovespa
2005
2006
2007
2008
* Data do lançamento das ações NATU3 na BM&FBOVESPA
R$18,99
R$6,07
Fonte: Economática
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6
> SETOR DE COSMÉTICOS, FRAGRÂNCIAS E HIGIENE PESSOAL NO BRASIL
O crescimento do mercado alvo
4
de cosméticos, fragrâncias e produtos de higiene pessoal, de
acordo com os dados da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal
(Sipatesp/Abihpec), foi de 24,6% no 5º bimestre de 2008, em comparação com o 5º bimestre
de 2007. Descontado o IPCA
5
do período, o crescimento real foi de 17,1%.
No acumulado dos dez primeiros meses de 2008, o crescimento nominal do mercado alvo foi
de 16,3%, em comparação com o mesmo período de 2007. Em termos reais, descontado pelo
IPCA do período, o crescimento foi de 9,3%.
O quadro abaixo mostra a abertura do mercado alvo em dois segmentos; cosméticos e
fragrâncias, e higiene pessoal, e a participação de mercado da Natura nestes segmentos. A
Companhia apresentou redução de market share de 50 pontos base no mercado alvo,
passando de 21,9% em 10M07 para 21,3% em 10M08.
Fonte: Sipatesp / Abihpec.
O segmento de venda direta também manteve seu ritmo de expansão no Brasil e movimentou
R$18,5 bilhões em 2008, avanço 14,1% sobre o ano anterior, com 2 milhões de revendedores
ativos, ampliação de 7,2% no canal de vendas, segundo dados da Associação Brasileira de
Empresas de Vendas Diretas (ABEVD).
4
Mercado Alvo: Cuidados com a Pele, Protetor Solar, Maquilagem, Perfumes, Fragrâncias, Cuidados para o Cabelo, Creme de Barbear e
Desodorantes. Não inclui Fraldas, Esmaltes para Unhas, Absorventes, Tinturas para Cabelos e Higiene Oral
5
IPCA do período de 6,41%
> Receita Líquida do Setor no Mercado Alvo e Market Share da Natura no Brasil
10M08
10M07
Var. %
10M08
10M07
Var. pp
Cosméticos e Fragrâncias
5.583,3
4.741,0
17,8%
33,1%
34,6%
(1,5)
Higiene Pessoal
6.405,4
5.563,2
15,1%
11,1%
11,0%
0,1
Total
11.988,7 10.304,2
16,3%
21,3%
21,9%
(0,5)
Market Share - Natura (%)
Mercado Alvo (R$ milhões)
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7
4T08
4T07
Var %
12M08
12M07
Var %
Total de Consultoras -
final do período*
(em milhares)
730,6
632,4
15,5
730,6
632,4
15,5
Unidades de produtos para revenda
(em milhões)
93,0
77,5
20,0
299,1
265,9
12,5
Receita Bruta
1.451,4
1.256,4
15,5
4.642,0
4.115,9
12,8
Receita Líquida
1.073,3
893,5
20,1
3.405,3
2.926,9
16,3
Lucro Bruto
722,8
605,5
19,4
2.332,1
1.987,9
17,3
Margem Bruta (%)
67,3%
67,8%
-0,4 pp
68,5%
67,9%
0,6 pp
Despesas com Vendas
340,5
284,4
19,8
1.107,8
922,7
20,1
Despesas Administrativas
118,4
117,3
1,0
394,1
371,5
6,1
Remuneração dos administradores
4,1
2,2
89,8
13,9
9,5
45,2
Outras (Despesas) / Receitas, líquidas
(0,4)
4,4
-
(31,3)
(3,4)
818,1
Resultado Financeiro, líquido
(14,3)
0,4
-
(11,2)
9,6
-
Lucro Operacional
274,4
196,9
39,4
858,9
678,0
26,7
Lucro Líquido
190,2
155,3
22,5
628,0
527,8
19,0
EBITDA
280,1
217,3
28,9
929,6
759,9
22,3
Margem EBITDA (%)
26,1%
24,3%
1,8 pp
27,3%
26,0%
1,3 pp
(*) Número de consultoras ao final do ciclo 17 de vendas.
> Destaques Financeiros Pró-forma ­ Brasil (R$ milhões)
> OPERAÇÃO BRASIL ­ DRE pró-forma
A receita líquida na operação Brasil foi de R$1.073,3 milhões no 4T08 versus R$893,5
milhões no 4T07, apresentando um crescimento de 20,1%. Esta expansão reflete a excelência
na execução das iniciativas do plano de ação desenvolvido pela Natura. A diferença entre os
crescimentos da receita bruta e líquida, observadas no quadro acima, teve novamente o efeito
favorável da diminuição de despesas com impostos em função de alterações na mecânica de
substituição tributária para o setor de Higiene e Cosméticos em alguns Estados, e da
descentralização da distribuição física.
No exercício de 2008, a receita líquida na operação Brasil foi de R$3.405,3 milhões com
crescimento de 16,3% em relação ao ano de 2007 (R$2.926,9 milhões).
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8
O Custo dos Produtos Vendidos (CPV) passou de 32,2% da receita líquida no 4T07 para
32,7% no 4T08. Esta evolução teve como principais causas o reposicionamento de preços de
algumas linhas de produtos e a desvalorização do real frente ao dólar, compensada pelo efeito
positivo da proteção cambial no resultado financeiro. Parte destes eventos foi compensada por
uma melhor gestão nos processos de prevenção de perdas de produtos e uma menor alíquota
média de impostos sobre vendas.
No ano de 2008, o Custo dos Produtos Vendidos reduziu-se de 32,1% da receita líquida em
2007 para 31,5%. Esta redução, e conseqüente aumento na margem bruta, teve como
principais fatores: (i) melhor gestão dos custos de manufatura (materiais e despesas); (ii)
menor incidência de promoções; (iii) racionalização do processo de prevenção de perdas de
produtos; e (iv) efeito favorável tributário já mencionado. Parte destes ganhos foi
compensada por uma maior participação na venda de materiais de apoio com margem inferior
aos produtos regulares e pelo reposicionamento de preços em algumas linhas de produtos.
As despesas com vendas sobre a receita líquida mantiveram-se praticamente estáveis em
31,7% no 4T08 versus 31,8% no 4T07. As despesas adicionais com o roll-out do programa
CNO
6
e com a regionalização da área comercial foram compensados por uma gestão de
cobrança mais eficiente e por ganhos de produtividade auferidos na captação dos pedidos das
consultoras.
No acumulado do ano, as despesas com vendas, como percentual da receita líquida,
apresentaram aumento de 100 pontos base, passando de 31,5% em 2007 para 32,5% em
2008, como reflexo do nosso programa de maiores investimentos em marketing, alocados
principalmente em propaganda, eventos, treinamentos e experimentação de produtos. Parte
deste aumento foi compensada por ganhos de eficiência na prestação de serviços aos clientes
e pela redução do custo unitário do catálogo Natura.
As despesas administrativas, como percentual da receita líquida, apresentaram redução de
210 pontos base, passando de 13,1% no 4T07 para 11,0% no 4T08. Esta redução teve como
principais fatores: (i) provisão para processo cível constituída no 4T07; (ii) fim da CPMF; e (iii)
menores gastos com projetos diversos. Parte destes ganhos foi compensada por uma maior
provisão para participação nos lucros relativa ao ano de 2008, refletindo mudanças em nosso
modelo de remuneração variável, que se tornou mais fortemente dependente de resultados.
6
Consultora Natura Orientadora
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9
No ano, as despesas administrativas, como percentual da receita líquida, também
apresentaram redução, ficando em 11,6% em 2008 versus 12,7% em 2007, basicamente em
função dos mesmos fatores citados acima.
As outras receitas e despesas operacionais do exercício de 2008 foram influenciadas por
um ganho no 2T08 no valor de R$30,9 milhões, referentes a créditos extemporâneos de PIS e
COFINS sobre as despesas de frete da empresa.
O EBITDA da operação Brasil foi de R$280,1 milhões no 4T08 versus R$217,3 milhões no
4T07, representando um crescimento de 28,9%. A margem EBITDA passou de 24,3% no 4T07
para 26,1% no 4T08.
No ano de 2008, o EBITDA da operação Brasil foi de R$929,6 milhões, representando um
crescimento de 22,3% quando comparado ao exercício de 2007 (R$759,9 milhões), e a
margem EBITDA passou de 26,0% em 2007 para 27,3% em 2008.
O número de consultoras na operação Brasil alcançou 730,6 mil ao final de 2008, com um
crescimento de 15,5% em comparação ao ano de 2007, refletindo os primeiros impactos do
projeto CNO, que já conta com aproximadamente 6 mil Consultoras Natura Orientadoras. A
produtividade por consultora ativa média neste trimestre decresceu 0,5%, passando de uma
média de R$3.530,00 no 4T07 para R$3.511,00 no 4T08. No acumulado do ano, a
produtividade também decresceu 0,5% de R$12.188,00 em 2007 para R$12.126,00 em 2008.
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10
> OPERAÇÕES INTERNACIONAIS
A partir do primeiro trimestre de 2008, passamos a apresentar os resultados pró-forma das
operações internacionais com a abertura de resultados entre as operações LATAM
7
e outros
mercados. Dentro da operação LATAM, destacamos dois blocos de operações: em
consolidação (Argentina, Chile e Peru); e em implantação (México, Colômbia e Venezuela).
O crescimento da receita líquida em moeda local ponderada foi de 43,5% (63,5% em reais)
no 4T08 em relação ao 4T07. No exercício de 2008, este crescimento foi de 50,9% versus
2007 (45,9% em reais), fazendo com que a participação destas operações na receita total
atingisse a marca de 5,9% comparada a 4,7% no ano anterior.
7
LATAM: América Latina, excluindo Brasil
4T08
4T07
Var %
12M08
12M07
Var %
Total de Consultoras -
final do período*
(em milhares)
118,9
86,2
37,9
118,9
86,2
37,9
Unidades de produtos para revenda
(em milhões)
6,5
4,9
31,1
23,0
16,2
42,2
Receita Bruta
92,1
56,2
63,8
270,2
185,7
45,5
Receita Líquida
72,5
44,3
63,6
212,7
145,8
45,9
Lucro Bruto
44,2
27,0
64,0
131,3
92,5
41,9
Margem Bruta (%)
61,0%
60,9%
0,2 pp
61,7%
63,5%
-1,7 pp
Despesas com Vendas
47,2
32,6
44,9
151,5
110,5
37,1
Despesas Administrativas
25,0
11,9
110,4
65,5
34,7
88,9
Resultado Financeiro, líquido
4,4
(0,2)
-
6,2
(0,2)
-
Lucro Operacional
(32,3)
(17,3)
87,1
(91,8)
(52,5)
75,0
Lucro Líquido
(34,0)
(18,3)
86,3
(98,3)
(57,3)
71,6
EBITDA
(26,9)
(16,4)
63,9
(82,2)
(49,5)
65,9
Margem EBITDA (%)
-37,2%
-37,1%
-0,1 pp
-38,6%
-34,0%
-4,7 pp
(*) Número de consultoras ao final do ciclo 17 de vendas.
> Destaques Financeiros Pró-forma ­ Operações Internacionais (R$ milhões)
background image
11
4T08
4T07
Var %
12M08
12M07
Var %
Total de Consultoras -
final do período*
(em milhares)
90,0
69,4
29,6
90,0
69,4
29,6
Unidades de produtos para revenda
(em milhões)
4,9
4,3
15,8
17,9
14,2
25,9
Receita Bruta
72,8
46,2
57,5
214,7
157,4
36,4
Receita Líquida
55,6
35,6
56,3
164,4
121,2
35,7
Lucro Bruto
33,7
21,2
59,1
101,5
76,3
33,1
Margem Bruta (%)
60,6%
59,5%
1,1 pp
61,8%
62,9%
-1,2 pp
Despesas com Vendas
27,0
19,3
40,2
85,0
65,6
29,7
Despesas Administrativas
6,6
5,2
28,4
19,6
17,0
15,6
Resultado Financeiro, líquido
4,3
(0,2)
-
5,9
(0,1)
-
Lucro Operacional
(4,3)
(3,1)
39,8
(9,0)
(6,2)
44,9
Lucro Líquido
(5,4)
(3,7)
44,8
(13,3)
(9,7)
36,6
EBITDA
0,6
(2,9)
(120,9)
(1,4)
(5,1)
(72,3)
Margem EBITDA (%)
1,1%
-8,0%
9,1 pp
-0,9%
-4,2%
3,3 pp
(*) Número de consultoras ao final do ciclo 17 de vendas.
> Destaques Financeiros Pró-forma ­ Operações em consolidação (Argentina, Chile, Peru)
(R$ milhões)
Os investimentos nas operações internacionais representados pelo EBITDA negativo foram de
R$26,9 milhões no 4T08 versus R$16,4 milhões no 4T07. No ano de 2008, este investimento
foi de R$82,2 milhões.
O número de consultoras nas operações internacionais alcançou 118,9 mil
8
ao final de 2008,
representando um crescimento de 37,9% em comparação com o ano anterior, o que reflete a
força e potencial da marca Natura fora do Brasil.
>> AMERICA LATINA (LATAM)
9
- DRE pró-forma
Nas operações em fase de consolidação (Argentina, Chile e Peru), a receita líquida foi de
R$55,6 milhões no 4T08, apresentando crescimento ponderado de 34,7% em moeda local
(55,7% em reais), em relação ao 4T07. No ano de 2008, estas operações apresentam receita
8
Posição final do ciclo 17
9
LATAM: América Latina, excluindo Brasil
background image
12
líquida de R$164,4 milhões, representando um crescimento ponderado de 39,6% em moeda
local (35,6% em reais) em relação a 2007.
O EBITDA nestas operações manteve-se novamente no break-even no 4T08 em R$0,6 milhões
positivos versus R$2,9 milhões negativos no 4T07
.
No exercício de 2008, o EBITDA também
ficou virtualmente no break-even (R$1,4 milhões negativos), com melhora significativa na
margem, que passou de -4,2% para -0,9%, quando comparado com 2007. Vale ressaltar que
o maior lucro bruto destas operações foi direcionado a despesas de marketing e ao
crescimento do canal de vendas.
O número total de consultoras nestas operações atingiu 90,0 mil no final do ano, com forte
crescimento de 29,6% em comparação com o mesmo período do ano anterior.
Nas operações em implantação (México, Venezuela e Colômbia), a receita líquida foi de
R$15,0 milhões no 4T08 contra R$7,5 milhões no mesmo período do ano anterior. Em 2008, a
4T08
4T07
Var %
12M08
12M07
Var %
Total de Consultoras -
final do período*
(em milhares)
28,2
16,4
72,1
28,2
16,4
72,1
Unidades de produtos para revenda
(em milhões)
1,5
0,6
137,1
5,0
1,8
170,3
Receita Bruta
17,1
8,5
100,1
50,4
24,8
102,9
Receita Líquida
15,0
7,5
100,7
44,0
21,7
102,8
Lucro Bruto
9,2
5,1
80,6
26,5
14,3
85,7
Margem Bruta (%)
61,5%
68,3%
-6,8 pp
60,3%
65,9%
-5,5 pp
Despesas com Vendas
15,1
9,8
54,5
50,4
33,3
51,3
Despesas Administrativas
5,1
2,6
100,2
14,7
9,8
50,0
Resultado Financeiro, líquido
0,1
(0,0)
-
0,3
(0,2)
-
Lucro Operacional
(11,1)
(7,2)
53,9
(38,8)
(28,6)
35,5
Lucro Líquido
(11,7)
(7,5)
55,2
(40,8)
(29,8)
37,0
EBITDA
(11,0)
(7,0)
56,8
(37,9)
(28,0)
35,7
Margem EBITDA (%)
-73,1%
-93,5%
20,5 pp
-86,2%
-128,8%
42,6 pp
(*) Número de consultoras ao final do ciclo 17 de vendas.
> Destaques Financeiros Pró-forma ­ Operações em implantação (México, Venezuela, Colômbia)
(R$ milhões)
background image
13
receita líquida destas operações foi R$44,0 milhões versus R$21,7 milhões de 2007. O número
total de consultoras nestas operações alcançou 28,2 mil ao final do exercício.
Nos outros mercados (França e Estados Unidos
10
), tivemos prejuízos operacionais (EBITDA)
de R$16,6 milhões no 4T08 contra R$6,6 milhões no 4T07, influenciados pelos gastos com o
projeto de análise e planejamento nos Estados Unidos e pelos resultados ainda negativos na
França. No ano de 2008, este prejuízo foi de R$42,8 milhões, pelos mesmos motivos
mencionados acima.
> RESULTADO CONSOLIDADO
>> SUMÁRIO FINANCEIRO CONSOLIDADO ­ Pró-Forma
A receita líquida consolidada foi de R$1.145,8 milhões no 4T08, com crescimento de
22,2% em comparação ao 4T07 (R$937,8 milhões). No exercício de 2008, a receita líquida
consolidada foi de R$3.618,0 milhões, com crescimento de 17,7% em comparação a 2007
(R$3.072,7 milhões).
10
Despesas com estudos de viabilidade. A operação americana foi postergada por tempo indeterminado.
4T08
4T07
Var %
12M08
12M07
Var %
Receita Bruta
1.543,5
1.312,6
17,6
4.912,2
4.301,6
14,2
Receita Líquida
1.145,8
937,8
22,2
3.618,0
3.072,7
17,7
Lucro Bruto
767,0
632,5
21,3
2.463,4
2.080,4
18,4
Margem Bruta (%)
66,9%
67,4%
-0,5 pp
68,1%
67,7%
0,4 pp
Lucro Operacional
248,5
178,1
39,5
779,5
617,3
26,3
EBITDA
*
259,6
199,4
30,2
859,9
702,0
22,5
Margem EBITDA (%)
22,7%
21,3%
1,4 pp
23,8%
22,8%
0,9 pp
Lucro Líquido
162,6
135,6
20,0
542,2
462,3
17,3
Margem Líquida (%)
14,2%
14,5%
-0,3 pp
15,0%
15,0%
-0,1 pp
Total de Consultoras -
final do período
***
(em milhares)
849,5
718,6
18,2
849,5
718,6
18,2
(*) EBITDA = Lucro operacional antes dos efeitos financeiros + Resultado não operacional + Depreciação e Amortização.
(**) Posição ao final do ciclo 17 de vendas no Brasil e ciclo 17 nas Operações Internacionais.
> Sumário Financeiro - Consolidado (R$ milhões)
background image
14
O Custo dos Produtos Vendidos (CPV) passou de 32,6% da receita líquida no 4T07 para
33,1% no 4T08. A redução na margem bruta consolidada foi influenciada pelo
reposicionamento de preços de algumas linhas de produtos na operação brasileira e pela
desvalorização do real frente ao dólar, compensada pelo resultado positivo da proteção
cambial no resultado financeiro.
No ano, o Custo dos Produtos Vendidos (CPV) apresentou redução, passando de 32,3% em
2007 para 31,9% em 2008 em função, principalmente, de uma melhor gestão dos custos de
manufatura, menor incidência de perdas de produtos e promoções e menor alíquota média de
imposto na operação brasileira.
O quadro abaixo exibe o custo aberto em seus principais componentes:
As despesas com vendas, como percentual da receita líquida, mantiveram-se estáveis em
33,8% no 4T08 e no 4T07. Houve aumento de despesas por conta da expansão do canal de
vendas nas operações internacionais e o processo de regionalização da área comercial na
operação brasileira. Estes gastos foram compensados por ganhos de produtividade na
prestação de serviços aos clientes no Brasil e pela redução do custo do unitário do catálogo
Natura.
No ano, as despesas com vendas, como percentual da receita líquida, passaram de 33,6%
em 2007 para 34,8% em 2008, devido ao aumento nas despesas de marketing no Brasil,
conforme planejado e divulgado em nosso plano de ação, além do forte crescimento do canal
de vendas nas operações internacionais.
As despesas administrativas, como percentual da receita líquida, apresentaram redução de
130 pontos base, passando de 13,8% no 4T07 para 12,5% no 4T08. Esta diminuição,
influenciada principalmente por eventos na operação brasileira, foi parcialmente compensada
4T08
4T07
12M08
12M07
MP / ME
*
27,6
26,2
25,8
25,4
Mão de Obra
2,5
2,5
2,7
2,8
Depreciação
1,1
1,1
1,2
1,2
Outros
1,9
2,8
2,2
2,9
Total
33,1 32,6 31,9 32,3
(*) Matéria-prima e material de embalagem
> Composição do CPV (% da Receita Líquida)
background image
15
por maiores gastos com as operações internacionais, reflexos das despesas na estrutura
montada para apoiar os estudos e planejamento nos Estados Unidos e de uma maior provisão
para participação nos lucros relativa a 2008.
No ano, as despesas administrativas, como percentual da receita líquida, passaram de
13,2% em 2007 para 12,7% em 2008, basicamente pelos mesmos fatores citados acima.
O EBITDA consolidado foi de R$259,6 milhões no 4T08 versus R$199,4 milhões no 4T07, com
crescimento de 30,2%. A margem EBITDA passou de 21,3% no 4T07 para 22,7% no 4T08.
No ano de 2008 o EBITDA alcançou R$859,9 milhões com crescimento de 22,5% em relação
aos R$702,0 milhões apresentados em 2007. A margem ficou acima do piso que
estabelecemos como guidance para o triênio 2008 a 2010, alcançando 23,8% no exercício.
A seguir apresentamos a conciliação do EBITDA consolidado por bloco de operações:
A Natura tem como política de gestão de risco manter seus resultados, projetados em período
de pelo menos seis meses, o mais possível independente de oscilações cambiais. Nosso
modelo de proteção, que leva em conta as variações do câmbio na compra de insumos, nos
investimentos externos e nos saldos em outras moedas, influenciou positivamente o
resultado financeiro líquido no 4T08 e no exercício de 2008.
O lucro líquido consolidado foi de R$162,6 milhões no 4T08 versus R$135,6 milhões no
4T07, com crescimento de 20,0%.
4T08
4T07
Var %
12M08
12M07
Var %
Brasil
280,1
217,3
28,9
929,6
759,9
22,3
Argentina, Chile e Peru
0,6
(2,9)
(120,9)
(1,4)
(5,1)
(72,3)
México, Venezuela e Colômbia
(11,0)
(7,0)
56,8
(37,9)
(28,0)
35,7
França e EUA
(16,6)
(6,6)
151,3
(42,8)
(16,5)
159,5
Efeito cambial na conversão dos
investimentos no exterior
6,4
(1,4)
n/a
12,5
(8,3)
n/a
Total
259,6
199,4
30,2
859,9
702,0
22,5
> EBITDA pró-forma por bloco de operações (R$ milhões)
background image
16
A menor taxa de crescimento do lucro líquido em relação ao EBITDA no 4T08 se deve
principalmente a maior despesa de imposto de renda, que foi afetada em função da
metodologia de linearização da taxa efetiva anual, maior do que o projetado.
No ano, o lucro líquido consolidado foi de R$542,2 milhões versus R$462,3 milhões em
2007, representando um crescimento de 17,3% e margem líquida de 15,0% nos dois
exercícios.
A maior despesa de imposto de renda em 2008 deveu-se principalmente a: (i) não declaração
de juros sobre o capital próprio; (ii) aumento no prejuízo gerado nas controladas em relação
ao LAIR; e (ii) menor representatividade da reversão da provisão do ágio.
> CONCILIAÇÃO DO RESULTADO ­ LEI 6.440 PARA LEI 11.638
A seguir apresentamos a conciliação do EBITDA consolidado de acordo com a Lei nº 6.404 e a
nova Lei nº 11.638:
12M08
12M07
Var R$MM
EBITDA (de acordo com a Lei 6.404/76)
859,9
702,0
157,9
Administrativas e Gerais
(13,1)
3,6
(16,7)
EBITDA (de acordo com a Lei 11.638/07)
846,7
705,6
141,1
> Conciliação do EBITDA - Consolidado (R$ milhões)
background image
17
12M08
12M07
Var R$MM
LUCRO LÍQUIDO - Lei 6.404/76
542,2
462,3
80,0
Administrativas e Gerais
(13,1)
3,6
(16,7)
Amortização/Depreciação
(1,6)
(1,4)
(0,2)
Despesas financeiras
(14,5)
2,1
(16,6)
Imposto de renda e contribuição social
5,2
(1,1)
6,3
LUCRO LÍQUIDO - Lei 11.638/07
518,1
465,4
52,7
> Conciliação do Lucro Líquido - Consolidado (R$ milhões)
A seguir apresentamos a conciliação do Lucro líquido consolidado de acordo com a Lei nº
6.404 e a nova Lei nº 11.638:
As despesas Administrativas e gerais foram afetadas por dois principais eventos: (i)
R$13,0 milhões negativos em função da reversão dos ganhos com efeito cambial na conversão
dos investimentos no exterior (translation), que passa a não mais afetar o resultado; e (ii)
R$5,1 milhões também negativo, referente ao valor total das opções outorgadas que passa a
ser considerado no resultado ao longo do seu período de vesting.
As despesas financeiras foram afetas negativamente em R$13,9 milhões, em função da
marcação a mercado das operações com derivativos, cuja única finalidade é proteger o
patrimônio da empresa contra variações cambiais (hedge). Todas as operações de hedge são
substancialmente "casadas" com os financiamentos (hedge perfeito), com intenção de levá-los
até a data do seu vencimento. O efeito mencionado acima é transitório no resultado e ocorre
em função da prática contábil brasileira, que obriga a marcação a mercado somente das
operações com derivativos e não dos empréstimos e financiamentos atrelados diretamente a
estes instrumentos.
Vale ressaltar que estes efeitos não geram impacto no caixa da empresa.
O DEIXA
background image
18
> FLUXO DE CAIXA
A geração de caixa livre foi de R$499,1 milhões em 2008, versus R$171,3 milhões no ano
anterior.
A geração interna de caixa
11
em 2008 foi de R$630,2 milhões, 17,3% superior ao registrado
em 2007. A este total foram adicionados R$29,7 milhões do capital de giro operacional.
Para melhor compreensão da redução do capital de giro em 2008 é preciso considerar os
efeitos ocorridos em 2007: (i) redução extraordinária de R$122,0 milhões no saldo das contas
a receber em 31/12/07, resultado da política de crédito mais flexível adotada nas vendas de
Natal; e (ii) efeito de R$25,0 milhões no saldo dos estoques por conta da receita menor que a
estimada naquele período.
A estes efeitos somaram-se também impactos transitórios de R$24,0 milhões em impostos a
recuperar (líquidos de efeitos também transitórios de impostos a pagar), decorrentes da
11
(Lucro liquido do período) + (depreciações e amortizações)
12M08
12M07
Var %
Lucro líquido do período
542,2
462,3
17,3
(+) Depreciação / amortização
88,0
74,9
17,4
Geração interna de caixa
630,2
537,2
17,3
Capital de giro operacional
*
29,7
(207,2)
Outros ativos e passivos
**
(56,2)
(34,6)
Geração operacional de caixa
603,7
295,4
104,4
Aquisições de imobilizado
(102,7)
(124,1)
Geração de caixa livre
***
501,0
171,3
192,5
(*) Ativos - Contas a receber, estoques e impostos a recuperar de curto prazo. Passivos - fornecedores, salários,
participações no lucro e encargos sociais, obrigações tributárias, provisões e fretes a pagar.
(**) Ativos - Adiantamento a colaboradores e fornecedores, imposto de renda e contribuição social diferidos de curto
prazo, outros créditos e ativos realizáveis a longo prazo. Passivos - outros contas a pagar de curto e longo prazo e
provisões para riscos tributários, cíveis e trabalhistas.
(***) (Geração interna de caixa) +/- (variações no capital de giro e realizável e exigível a longo prazo) ­ (aquisições
de ativo imobilizado).
> Fluxo de caixa consolidado pró-forma - (R$ milhões)
background image
19
alteração da mecânica de substituição tributária de alguns Estados, além de efeitos estruturais
de: (i) R$15,0 milhões em impostos a pagar, por conta do alongamento do prazo de
recolhimento de ICMS no Estado de São Paulo; (ii) R$32,0 milhões nos estoques por conta da
descentralização física e da maior cobertura das Operações Internacionais; e (iii) R$28,0
milhões em salários a pagar decorrente da alteração na política de remuneração variável.
Incorporados estes efeitos o capital de giro evoluiu em linha com o crescimento e estratégia
do negócio.
Os investimentos realizados no imobilizado em 2008 foram de R$102,7 milhões, alocados
principalmente na expansão da capacidade de produção e logística e tecnologia da
informação. Os investimentos no imobilizado para o ano de 2009 serão de R$140,0 milhões.
> DIVIDENDOS
E JUROS SOBRE CAPITAL PRÓPRIO
Em 18 de fevereiro de 2009, o Conselho de Administração aprovou proposta a ser submetida
à Assembléia Geral Ordinária, que será realizada em 23 de março de 2009, para pagamento
de dividendos e juros sobre capital próprio referentes aos resultados auferidos no exercício de
2008, no montante de R$442,2 milhões e R$57,5 milhões (R$48,8 milhões líquidos de
imposto de renda na fonte), respectivamente.
Do montante acima já foram pagos, em 10 de agosto de 2008, dividendos referentes aos
resultados auferidos no primeiro semestre de 2008, no montante de R$188,0 milhões. O saldo
remanescente a ser pago em 08 de abril de 2009, após ratificação pela Assembléia Geral
Ordinária, será de R$254,2 milhões na forma de dividendos e R$48,8 milhões na forma de
juros sobre o capital próprio (líquidos de imposto de renda na fonte).
Estes dividendos e juros sobre capital próprio somados, referentes ao resultado do exercício
de 2008 representarão uma remuneração líquida de R$1,15 por ação (R$0,95 por ação em
2007), correspondendo a 98,0% da geração de caixa livre
12
e 90,6% do lucro líquido
13
de
2008.
12
(Geração interna de caixa) +/- (variações no capital de giro e realizável e exigível a longo prazo) ­ (aquisições de ativo imobilizado)
13
Lucro líquido de acordo com a Lei nº 6.404/76
background image
20
> TELECONFERÊNCIA & WEBCAST
Português:
Sexta-feira, 20 de fevereiro de 2008
10h00 ­ horário de Brasília
Inglês:
Sexta-feira, 20 de fevereiro de 2008
12h00 ­ horário de Brasília
Participantes do Brasil: +55 11 4688-6301
Participantes dos EUA: Toll Free +1 800 860-2442
Participantes de outros países: +1 412 858-4600
Senha para os participantes: Natura
Transmissão ao vivo pela internet:
www.natura.net/investidor
> RELAÇÕES COM INVESTIDORES
Telefone: (11) 4196-1421
Helmut Bossert,
helmutbossert@natura.net
Rafael Bossolani,
rafaelbossolani@natura.net
Renata Chaves,
renatachaves@natura.net
background image
21
> Anexo 1 ­ Demonstração do Resultado do Exercício (consolidado) ­ de acordo
com a Lei nº 11.638
em R$ milhões
4T08
4T07
12M08
12M07
Mercado interno
1.449,7
1.255,3
4.635,7
4.111,5
Mercado externo
93,6
56,9
275,3
188,9
Outras vendas
0,3
0,3
1,3
1,2
RECEITA OPERACIONAL BRUTA
1.543,5
1.312,6
4.912,2
4.301,6
Impostos sobre vendas, devoluções e abatimentos
(397,8)
(374,7)
(1.294,2)
(1.228,9)
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA
1.145,8
937,8
3.618,0
3.072,7
Custo dos produtos vendidos
(378,8)
(305,4)
(1.154,7)
(992,3)
LUCRO BRUTO
767,0
632,5
2.463,4
2.080,4
(DESPESAS) RECEITAS OPERACIONAIS
Com vendas
(387,7)
(316,9)
(1.259,3)
(1.033,2)
Administrativas e gerais
(127,7)
(129,7)
(404,5)
(383,7)
Participação dos colaboradores no lucro
(17,8)
(5,6)
(56,9)
(28,7)
Remuneração dos administradores
(4,1)
(2,2)
(13,9)
(9,5)
Outras receitas (despesas) operacionais, líquidas
(9,1)
2,4
28,4
4,0
LUCRO OPERACIONAL ANTES DO RESULTADO FINANCEIRO
220,6
180,5
757,1
629,3
Despesas financeiras
(70,5)
(14,4)
(119,1)
(58,3)
Receitas financeiras
66,0
16,3
109,7
51,0
LUCRO ANTES DO IMPOSTO DE RENDA E DA
CONTRIBUIÇÃO SOCIAL
216,0
182,4
747,7
622,0
Imposto de renda e contribuição social
(77,5)
(43,6)
(229,6)
(156,6)
LUCRO LÍQUIDO DO TRIMESTRE
138,5
138,7
518,1
465,4
background image
22
> Anexo 2 ­ Balanço Patrimonial em 31/12/2008 e 31/12/2007 (consolidado) ­ de
acordo com a Lei nº 11.638
ATIVO
2008
2007
(Reapresentado)
CIRCULANTE
Disponibilidades
350,5
405,4
Contas a receber
470,4
535,5
Estoques
333,6
251,1
Impostos a recuperar
122,4
49,4
Imposto de renda e contribuição social diferidos
77,0
52,3
Ganhos não realizados com operações de derivativos
38,1
-
Adiantamentos a colaboradores e fornecedores
6,9
3,6
Outros créditos
64,2
25,5
Total do ativo circulante
1.463,2
1.322,8
NÃO CIRCULANTE
Realizável a longo prazo:
Aplicações financeiras
5,3
4,8
Impostos a recuperar
20,8
22,3
Imposto de renda e contribuição social diferidos
37,0
34,3
Depósitos judiciais
41,0
38,6
Adiantamento a colaboradores e fornecedores
2,1
4,5
Permanente:
-
-
Imobilizado
494,0
474,4
Intangível
52,6
63,8
Total do ativo não circulante
652,7
642,8
TOTAL DO ATIVO
2.115,9
1.965,6
PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO
2008
2007
(Reapresentado)
CIRCULANTE
Empréstimos e financiamentos
190,6
289,0
Fornecedores nacionais
182,6
173,6
Fornecedores estrangeiros
3,6
2,1
Salários, participações no lucro e encargos sociais
130,7
87,1
Obrigações tributárias
177,8
118,5
Dividendos e juros sobre o capital próprio a pagar
311,9
237,9
Fretes a pagar
25,6
18,0
Provisões para riscos tributários, cíveis e trabalhistas
15,8
13,4
Provisão para perdas com operações de derivativos
-
6,4
Outras obrigações
29,1
21,4
Provisões diversas
-
0,9
Total do passivo circulante
1.067,5
968,2
PASSIVO NÃO CIRCULANTE
Empréstimos e financiamentos
289,5
260,0
Provisão para riscos tributários, cíveis e trabalhistas
51,1
51,0
Outras obrigações
9,3
7,3
Total do passivo não circulante
349,9
318,4
PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Capital social
391,4
390,6
Reservas de capital
140,5
154,4
Reservas de lucros
161,7
165,2
Ajustes de Avaliação Patrimonial
5,2
(8,4)
Ações em tesouraria
(0,4)
(2,7)
Prejuízos acumulados
-
(20,1)
Total do patrimônio líquido
698,4
679,0
TOTAL DO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO
2.115,9
1.965,6
background image
23
> Anexo 3 ­ Demonstração de Fluxo de Caixa (consolidado) ­ de acordo com a Lei
nº 11.638
em R$ milhões
12M08
12M07
ATIVIDADES OPERACIONAIS
Lucro líquido do exercício
518,1
465,4
Ajustes para reconciliar o lucro líquido ao caixa líquido gerado pelas atividades operacionais:
Depreciação e amortização
89,6
76,3
Variações monetárias e cambiais, líquidas, dos itens não correntes, exceto de riscos tributários, cíveis e
trabalhistas
46,2
(15,9)
Provisão decorrente dos contratos de "swap" e "forward"
(94,0)
25,3
Provisões para riscos tributários, cíveis e trabalhistas - inclui variações monetárias sobre as provisões
5,6
(4,8)
Imposto de renda e contribuição social diferidos
(33,6)
(22,9)
Valor do resultado na venda e baixa de ativo imobilizado e intangível
7,7
8,2
Resultado de equivalência patrimonial
-
-
Juros sobre empréstimos
30,4
23,6
Despesas com planos de outorga de opções de compra de ações
5,1
7,4
Outros ajustes ao lucro - inclui provisão para perdas nos estoques
1,5
9,6
Subtotal
576,7
572,2
(AUMENTO) REDUÇÃO DOS ATIVOS
Circulante:
Contas a receber
65,1
(164,1)
Estoques
(84,1)
(28,1)
Outros
(26,1)
(5,5)
Não circulante (realizável a longo prazo):
Depósitos judiciais
(15,3)
(68,1)
Impostos a recuperar
1,5
(1,3)
Outros
2,5
0,9
Subtotal
(56,4)
(266,3)
-
-
AUMENTO (REDUÇÃO) DOS PASSIVOS
Circulante:
Fornecedores
9,0
(31,1)
Salários, participações no lucro e encargos sociais, líquidos
35,4
(1,1)
Obrigações tributárias, líquidas
59,3
64,0
Pagamento de contingências
(1,1)
(0,4)
Outros
17,8
(0,6)
Não circulante:
Outros
2,5
3,0
Subtotal
122,9
33,8
CAIXA LÍQUIDO GERADO NAS ATIVIDADES OPERACIONAIS
643,2
339,7
ATIVIDADES DE INVESTIMENTO
Adições de imobilizado e intangível
(102,7)
(124,1)
Outros investimentos
-
0,6
CAIXA LÍQUIDO UTILIZADO NAS ATIVIDADES DE INVESTIMENTOS
(102,7)
(123,5)
ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO
Pagamentos de empréstimos e financiamentos - principal
(556,4)
(570,3)
Pagamentos de empréstimos e financiamentos - juros
(18,1)
(14,2)
Captações - empréstimos e financiamentos
429,4
913,5
Pagamentos de contratos de "swap" e "forward"
9,4
(21,8)
Pagamento de dividendos e juros sobre o capital próprio
(425,9)
(391,1)
Aumento de capital
0,8
2,8