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LOCAL CONFERENCE CALL
NATURA NAC.
­
(533)
Apresenta
ção dos Resultados do
Segundo Trimestre de 2006 (2T06)
28 de Julho de 2006
Sess
ão de Perguntas e Respostas
Operadora: Senhoras e senhores, iniciaremos agora a sess
ão de perguntas e
respostas. Para fazer uma pergunta, por favor, digitem asterisco 1. Para retirar a
pergunta da lista, digitem asterisco 2.
Nossa primeira pergunta vem do Sr. Luiz Felipe Magon, do Banco Pactual.

Sr. Luis Felipe Magon: Bom dia a todos, eu queria fazer uma pergunta, ali
ás
queria
fazer duas perguntas: a primeira
é com relação a essa, esse esforço promocional de
vendas extras que voc
ês apresentaram aqui no segundo tri, acabou pressionando um
pouco a margem bruta. Eu queria entender assim se isso agora vai ser um, vai ser
recorrente para os pr
óximos trimestres ou se foi uma coisa pontual, enfim, como é
que voc
ês estão enxergando isso mais para a frente? Alô?

Sr. Alessandro Carlucci:
Al
ô, Luis Felipe? Alô?

Sr. Luis Felipe Magon:
Al
ô?

Sr. Alessandro Carlucci: Voc
ê falou que
ia fazer duas perguntas, vamos responder
uma por vez?

Sr. Luis Felipe Magon: Eu posso fazer a outra tamb
ém. Então eu queria saber,
entender um pouco melhor como
é que vai ser esse esforço de venda promocional,
se vai ser recorrente ou foi uma coisa s
ó no
segundo trimestre e eu queria entender
um pouquinho melhor tamb
ém esse ganho de eficiência dessa, dentro desses
processos log
ísticos também é uma coisa recorrente, vocês devem estar imaginando
aqui a despesa de vendas est
á nesse nível aí de 30% das vendas,
30 e pouco por
cento das vendas para os pr
óximos tris e eu queria falar um pouquinho também sobre
essa din
âmica de crescimento porque se a gente fizer uma conta aqui, quebrar os
seu crescimento de topline o que
é aumento de data
-base de consultora e o que
é
ganho de produtividade das consultoras; a gente v
ê que já desde 2004 você tem um,
mesmo empregando o crescimentos das bases de consultoras muito fortes a
í entre
15 e 20% est
á conseguindo, as consultoras já estão conseguindo um ganho de
produtividade bem significativo. Eu queria entender assim um pouco como
é que
voc
ês estão enxergando essa dinâmica, se vocês acham que essa produtividade
daqui para a frente j
á pode ficar um pouco impactada por conta de uma
base
um
pouco mais forte, entender um pouquinho melhor como
é que vocês estão
enxergando isso, e o que voc
ês estão esperando que isso pode estar acontecendo
para o longo do segundo semestre e mais para a frente? Queria entender um pouco
melhor qual
é a visão de vocês em relação a essa dinâmica? Era isso.
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2

Sr. Jos
é Davi Uba:
Luis Felipe, bom dia, quem est
á falando é o Davi. Eu vou
responder
às duas primeiras perguntas e o Ale fica com a terceira, da produtividade.
Vou come
çar então aqui, pelo impacto da margem bruta; o impacto da margem bruta
aqui no segundo trimestre, como n
ós já havíamos comentado é devido a um aumento
da participa
ção da venda do que nós chamamos de datas comemorativas que são o
Dia das M
ães e, no caso desse segundo trimestre, Dia dos Namorados. Nós
vendemos, a participa
ção que nós chamam
os venda de datas comemorativas, que
s
ão estojos destinados a esses períodos, essas demandas sazonais, foi muito maior,
e isso deve ser sim recorrente. N
ós esperamos que esta maior participação da venda
dos estojos nas datas comemorativas cres
ça. Nós temos
ent
ão tipo segundo trimestre
o Dia dos Pais, perd
ão terceiro trimestre, o Dia dos Pais que tem um impacto menor
do que m
ães e namorados
- teve no segundo - e temos, l
á no final do ano, o Natal
com o impacto por sua vez maior, l
á no quarto trimestre do que
m
ães e namorados
tiveram no segundo. Ent
ão sobre este, sob esta perspectiva, sob este ponto de vista
o efeito
é recorrente. Agora, nós tivemos também o aumento do esforço promocional
no segundo trimestre.
É difícil nesse momento antecipar qualquer comport
amento
nessa linha. Temos que esperar um pouco mais para ver se este esfor
ço segue ou
n
ão. Nós sempre dissemos que o objetivo da companhia era, pelo menos a médio
prazo, maximizar o crescimento de vendas, maximizar o market share enquanto
perceb
êssemos pot
encial para isso. N
ós estamos seguindo coerentemente com essa
linha, mesmo que isso nos obrigasse a aumentar o esfor
ço de marketing. Nós
tivemos l
á um crescimento de 18,5 no primeiro tri, aumentamos agora para 24,5 e
temos que aguardar um pouco mais de tempo para saber se o esfor
ço promocional é
um pouco mais forte ser
á recorrente ou não. O que nós podemos dizer para você é
que a participa
ção da venda das datas comemorativas, sim, deve crescer e isso deve
ser um processo recorrente estrutural.
Bom, isso era a primeira pergunta, agora vamos aos processos log
ísticos. Os
processos log
ísticos, sim, é um efeito estrutural e, portanto, recorrente. Mas é bom
lembrar que j
á no segundo semestre do ano passado, alguma... já um efeito dessa
revis
ão do processo logístic
o se fez sentir - n
ão plenamente, mas já começava a
acontecer. Mas, as melhorias nos processos log
ísticos elas são estruturais e,
portanto, permanentes, pelo menos esperamos que sejam permanentes. Devem ser
permanentes, n
ão há nenhuma razão para que não se
jam. Agora eu passo para o
Alessandro que vai responder a sua terceira pergunta.

Sr. Luis Felipe Magon: Obrigado.

Sr. Alessandro Carlucci: Luis Felipe, a quest
ão da positividade das consultoras, é
uma composi
ção da venda individual delas com um efeito de
mix entre consultoras
novas que t
êm uma produtividade mais baixa e consultoras com tempo de casa que
desenvolveram suas rela
ções com os clientes, conhecem o nosso portfolio, nossa
proposta de valor e, portanto, t
êm uma produtividade mais alta.
O primeiro efeito da
venda individual delas, obviamente
é impactado por um aumento da base, né, quanto
mais, marginalmente, quanto mais tivermos consultoras a gente tem uma press
ão
para que elas individualmente vendam menos, porque a gente vai ocupando mais
espa
ços d
e mercado.

Qual
é a nossa forma de atuar para que isso não aconteça? É sendo competente na
inova
ção, principalmente
- por isso
é que somos uma empresa que busca fortemente
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3
inova
ção como novas propostas de valor, porque mesmo com o aumento da base,
ela est
á sempre oferecendo coisas novas para os clientes e, portanto, conseguindo
ganhar cliente sem competir com a consultora que est
á do lado dela e aumentar a
compra per capita dos clientes que ela j
á tem. E é por isso, portanto, que acho que
temos tido uma hist
ória de crescimento de produtividade muito fortemente baseada
num esfor
ço grande de inovação, como a gente tem dividido com vocês, seja um
esfor
ço de investimento, seja um esforço na renovação do nosso portfolio. É um
investimento de tecnologia, e pesquisa, seja na conseq
üência disso que é a
renova
ção do nosso portfolio.
Por outro lado a gente sempre tem que lembrar o segundo fator, que
é um efeito mix,
n
é? Quanto mais aumentamos a nossa base de consultoras, as novas consultoras
t
êm uma produtividade médi
a menor do que as que j
á estão em casa. Então muitas
vezes, como tivemos at
é no primeiro trimestre, você ter uma estabilidade da
produtividade n
ão significa que individualmente elas estejam vendendo menos, né?
Simplesmente pode ser efeito de que temos muitas novas consultoras e a
í, na média,
voc
ê vê uma produtividade estável. Então não sei se respondo a tua pergunta, mas o
que eu posso te dizer
é que, claro que existe um limite para o crescimento da
produtividade, tendo em vista a nossa participa
ção aí fala
ndo especialmente no
Brasil; nas opera
ções internacionais claramente não, porque a gente ainda tem uma
participa
ção de mercado muito pequena, mas a gente continua investindo em
inova
ção e na maior eficiência do nosso composto mercadológico, do conjunto das
a
ções de marketing, para fazer com que individualmente, esse é o nosso gol,
individualmente elas cres
çam a produtividade. Pelo efeito mix uma vez ou outra pode
acontecer de, na m
édia, você ver uma produtividade mais estável. Mas o nosso
desafio
é fazer co
m que elas possam aumentar individualmente tendo mais clientes e,
ao mesmo tempo, fazendo com que eles comprem mais.

Sr. Luis Felipe Magon:
T
á, perfeito. Eu queria então dar os parabéns pelo resultado
muito forte que voc
ês apresentaram e agradecer também
pelas respostas, t
á bom?
Muito obrigado.

Sr. Alessandro Carlucci:
Obrigado a voc
ê.

Operadora: Com licen
ça, nossa próxima pergunta vem do Sr. Marcel Moraes, da
Bradesco Corretora.

Sr. Marcel Moraes:
Bom dia a todos. Minha primeira pergunta
é para o Davi
e diz
respeito
às despesas administrativas. Eu queria em primeiro lugar entender o porquê
dessa desacelera
ção no ritmo de expansão dessas despesas, se a gente de fato já
tem uma estrutura de apoio dentro da empresa que poderia dar sustenta
ção para o
crescimento nos pr
óximos anos, e portanto, esse patamar de despesas já está um
pouco mais estabilizado; de que forma que a expans
ão do centro de PID poderia
estar mudando isso?

Sr. Jos
é Davi Uba:
Bom Marcel, ambas as despesas administrativas incluem, no
nosso caso, as despesas com inova
ção e com pesquisa de desenvolvimento, então
vou come
çar por essa parte. A estratégia da companhia nessa parcela das despesas
administrativas
é manter essas despesas entre 3 e 3,5% da venda líquida. Na
verdade, n
ós estamos nos est
ruturando para que essa despesa at
é chegue mesmo a
3,5% da renda l
íquida.
Ent
ão essa despesa em particular ela tenderá sim a crescer
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4
um pouco mais proporcionalmente com a venda nos pr
óximos anos. Isso é uma
decis
ão estratégica da companhia já anunciada há
algum tempo e n
ós estamos muito
confiantes que
é uma decisão correta. Então este lado, por este lado não devemos
ver grandes ganhos de escala. O restante da estrutura da empresa para fazer frente
ao processo de internacionaliza
ção está praticamente concluí
do, tem ainda alguns
ajustes pela frente, alguns ajustes estruturais, mas que n
ão deverão trazer grande
impacto. Ele n
ão está completo, mas quase completo, então já absorvemos uma
parte consider
ável desse ajuste nos resultados que a gente vê hoje.
O que n
ó
s tivemos aqui de impacto mais forte foi uma redu
ção nas despesas com
conting
ências, nós tivemos um valor bastante alto ano passado e este ano esse valor
foi bem menor. Despesas com conting
ências não estão totalmente sob controle da
gest
ão. Eles às vezes d
ependem de fatores externos, de posicionamento dos
tribunais
é uma coisa às vezes difícil de prever, mas uma das razões para
- eu talvez
pudesse afirmar que ano passado ele foi atipicamente alto, talvez no primeiro
semestre deste ano tenha sido atipicamente baixo, ent
ão essa parcela é mais
imprevis
ível. Mas as outras mudanças são, já estão aí incorporadas nas despesas
administrativas; a reestrutura
ção está quase que plenamente incorporada.

Sr. Marcel Moraes: Ent
ão se eu pude entender a gente não pode esper
ar uma
grande dilui
ção na despesa, na linha de despesa administrativa de 2006/2007. Quer
dizer, n
ão poderia por exemplo esperar, de repente, meio ponto percentual, qualquer
coisa assim porque tem alguns vetores pressionando essa linha de despesa para
cima?

Sr. Jos
é Davi Uba:
É verdade, acho que a sua percepção é correta porque nós
temos, al
ém das despesas com inovação em produtos, a companhia está engajada
num esfor
ço, num programa de inovação mais ampla que incorpora processos e
servi
ços e esse esforço de
inova
ção mais amplo traz maiores despesas de ITI,
investimento em tecnologia de informa
ção. Aliás, nós já havíamos antecipado a
inten
ção da companhia de intensificar os investimentos em tecnologia da informação.
Uma parte disso
é imobilizado, aliás é uma
das explica
ções por nós termos
aumentado a previs
ão de Capex esse ano, é o crescimento dos investimentos em ITI,
mas associado aos investimentos, temos tamb
ém uma parcela de despesas que deve
crescer. Ent
ão o seu entendimento é correto.

Sr. Marcel Moraes: Perfeito. Minha segunda pergunta ela
é direcionada para o
Alessandro com rela
ção à estratégia de utilizar o canal de vendas diretas na França;
para mim pelo menos, foi uma surpresa, n
ão imaginei que na França vocês fossem
optar por esse canal de vendas. Eu queria entender se essa op
ção foi mais por um,
na tentativa de fazer uma campanha institucional ou se
é realmente, vai ser utilizada
com a meta de comercializa
ção de volumes de produtos para a empresa?

Sr. Alessandro Carlucci:
Marcel, n
ós, já há algum t
empo temos dito que a gente
gostaria de experimentar um modelo um pouco mais desenvolvido de canal de
distribui
ção na França tendo em vista a característica do mercado e que nós não nos
v
íamos operando com uma cadeia de lojas típicas do varejo e de franqui
as. O que
est
á acontecendo, que na verdade saiu uma nota no jornal parecendo que nós já
estamos operando atrav
és da venda direta, que ainda não é o que está acontecendo,
mas
é basicamente a evolução do que a gente tem compartilhado com vocês. A
gente est
á
se preparando e essa
é a palavra, até o final do ano devemos começar, o
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5
que eu vou chamar aqui de um laborat
ório, porque é uma escala muito reduzida de
um modelo que comp
õe uma parte da venda através da nossa loja, mas que também
incorpora investimentos de uso da Internet e de venda direta com um modelo um
pouco mais, eu vou chamar sofisticado do que o que temos no Brasil, porque
estamos falando de um mercado mais sofisticado. Quer dizer,
é uma composição
desses tr
ês canais de venda e o objetivo, nós temos
dois principais objetivos e eu vou
refor
çar, é um laboratório, nós vamos ter uma estrutura muito pequena, nós não
vamos estar dispon
íveis em todos os lugares através da venda direta, então é
realmente um laborat
ório. Os dois objetivos são: o primeiro é atr
av
és da tentativa de
fazer um modelo mais sofisticado de mesclas e integra
ção de canais é gerar
aprendizado para a empresa. Existem muitos mercados no mundo que se
assemelham mais ao mercado franc
ês do que ao mercado brasileiro e a gente
acredita que pode tirar muitos aprendizados dessa iniciativa.
O segundo objetivo
é verificar se este pode ser um modelo, aí sim, de expansão para
o mercado franc
ês. Esta segunda parte nós não temos nenhuma condição de dizer
que sim porque, de novo, n
ós vamos fazer um labora
t
ório e em função do que a
gente aprender nesse laborat
ório nós podemos fazer a expansão. A notícia que saiu
acabou dando uma sensa
ção de que nós já estávamos partindo para implementação
e expans
ão significativa dos negócios através da venda direta, mas ai
nda n
ão é isso
que n
ós vamos fazer. Nós vamos aprender, e uma das coisas, várias coisas têm sido
muito positivas na nossa experi
ência na França. Uma das mais importantes tem sido
o aprendizado em todos os sentidos. O mercado mais exigente, mais sofisticado, as
demandas sobre proposta de valor, formula
ção e posicionamento de marca, uma
s
érie de coisas tem feito a gente aqui no Brasil ter que elevar nossa barra, ter que
avan
çar na compreensão, na discussão interna sobre vários temas.
Ent
ão a gente realmente a
credita que essa iniciativa na Fran
ça, repito, como um
laborat
ório inicialmente, e pode ser, tomara que daqui a algum tempo a gente volte
para dizer
"o laboratório está indo tão bem que nós vamos, sim, aí fazer uma
expans
ão".

Sr. Marcel Moraes: Certo. Mas ela n
ão, desculpa, essa experiência na França ela
n
ão impede que você, eventualmente, opte por antecipar, explorar canal de venda
direta em outro pa
ís europeu?

Sr. Alessandro Carlucci: N
ão, em países europeus com características similares à
Fran
ça nós pr
ovavelmente vamos esperar o aprendizado. Em pa
íses aonde a gente
acredite que a venda direta tem uma possibilidade maior de sucesso, talvez n
ão.
Ent
ão não é uma fila indiana. Agora, sei lá, só para te dar um exemplo: nós não
entrar
íamos num país de mercad
o muito sofisticado, na Espanha, por exemplo, onde
a venda direta
é pouco relevante sem gerar, sem ter os aprendizados da França.

Sr. Marcel Moraes: Hum, hum. Perfeito, muito obrigado.

Sr. Alessandro Carlucci: Obrigado a voc
ê.

Operadora:
Nossa pr
óxima p
ergunta vem da Sra. Juliana Rosenbaum, do Deutsche
Bank.

Sra. Juliana Rosenbaum:
Ol
á, bom dia a todos. Como vocês acabaram de fazer
esse, desculpa, o overview das despesas administrativas, eu gostaria que voc
ês
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6
tamb
ém fizessem um pouco isso com as despes
as de vendas, quer dizer, dentro das
economias a
í geradas no trimestre, a gente acha, você consegue me dar uma idéia
se ela veio mais de frete, de gastos menores com marketing; onde foi que voc
ês
obtiveram as melhores economias?

Sr. Jos
é Davi Uba:
Juliana, bom dia, eu -
é o Davi falando
- nas despesas com
vendas, o impacto veio essencialmente das despesas de distribui
ção. Os ganhos
advindos da melhoria dos processos log
ísticos a que nós nos referimos;
essencialmente capta
ção de pedidos e fretes. As despesa
s de marketing elas est
ão
em linha. E as despesas de marketing n
ós também não, sempre temos divulgado,
novamente que a nossa estrat
égia é maximizar o crescimento de vendas, maximizar
o ganho de market share nessa fase da companhia e que a despesa de marketing
seria sempre uma, seria quase que uma vari
ável de fato ajustada ao alcance desses
objetivos. Nesse primeiro semestre as despesas de marketing mantiveram-se
razoavelmente em linha com a do ano passado em percentual de vendas. Ent
ão as
diferen
ças vieram
mesmo por conta das melhorias no processo log
ístico.

Sra. Juliana Rosenbaum:
Hum, hum. A revista ela
é significativamente mais cara do
que a vitrine? Tem alguma diferen
ça significante aí?

Sr. Jos
é Davi Uba:
Sim, a revista
é maior e portanto ela é mais ca
ra, sim.

Sra. Juliana Rosenbaum:
Mas mesmo assim voc
ê não está aumentando, quer dizer,
o percentual investido em marketing ou n
ão teve nada significativo aí, quer dizer, tem
at
é uma economia em outros lugares, vamos dizer assim?

Sr. Jos
é Davi Uba:
É verd
ade.
É que o conjunto de instrumentos de marketing na
venda direta
é bastante amplo, você tem desde qualificação das consultoras,
passando a
í pela revista, a revista Natura. Agora, amostras, descontos, publicidade, é
um leque grande de instrumentos e de a
ções. O que... a companhia sempre
administra o conjunto desses esfor
ços, nós mantemos um controle do conjunto e a
distribui
ção entre os componentes depende das condições específicas de mercado e
das oportunidades que a companhia enxerga. O que est
á acontece
ndo esse ano
é
um n
ão crescimento do conjunto do esforço de marketing, mas a variação sim na sua
composi
ção. Mas o esforço total está em linha com o que aconteceu no ano passado
com o percentual das vendas.

Sra. Juliana Rosenbaum:
Hum, hum. E daqui para a frente com o percentual das
vendas, voc
ê consegue imaginar alguns ganhos maiores ainda nessa, na parte de
log
ística que faça com que você continue diluindo essas despesas? Ou você acha
que n
ível atingido no trimestre é o que a gente deve, tem alguma consi
st
ência para a
frente?

Sr. Jos
é Davi Uba:
Talvez seja poss
ível uma pequena melhoria; mas nada, não
dram
ática. Eu diria que o razoável é que fiquemos mesmo no patamar que chegamos
agora no segundo trimestre. Tem ajustes finos, porque alguns contratos novos que
ainda est
ão... novos fornecedores que precisam ainda aumentar um pouco a sua
efici
ência, mas sem grandes impactos no resultado. As grandes mudanças estruturais
j
á estão aí refletidas no segundo trimestre.
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7
Sra. Juliana Rosenbaum:
Ótimo, obrigada. Se e
u puder fazer s
ó mais uma
pergunta; em rela
ção a processo de inovação e o percentual das vendas dos novos
produtos, apesar da gente ter visto a retomada agora no segundo tri, a gente ainda
est
á vendo ano contra ano uma redução nesse índice. Você acha que t
em alguma
coisa estrutural a
í, quer dizer, uma dificuldade de surpreender o consumidor ou uma
competi
ção que está ficando mais agressiva e também inovando? Você consegue dar
algum insight?

Sr. Alessandro Carlucci:
N
ão, acho que você está falando, oi Julia
na,
é Alessandro,
bom dia.

Sra. Juliana Rosenbaum:
Oi.

Sr. Alessandro Carlucci:
Sobre o
índice de inovação total que você está se
referindo?

Sra. Juliana Rosenbaum:
Hum, hum.

Sr. Alessandro Carlucci:
N
ão, acho que não tem nada estruturado, vale lembra
r
quando a gente olha os dados do semestre desse ano a gente mesmo compartilhou
com voc
ês uma certa pequena, mas frustração nossa mesmo, com a nossa
composi
ção das campanhas de marketing no primeiro trimestre, né?
Ent
ão no
primeiro trimestre a gente talvez n
ão fez a melhor composição e essa composição é,
parte dela, feita de lan
çamentos. Então ali tivemos um problema pontual, mas
originado muito mais por uma quest
ão de planejamento nosso, não por uma questão
externa, ent
ão os dados do primeiro semestre do p
ercentual de inova
ção talvez
tiveram essa pequena queda por causa disso. Mas n
ós não estamos vendo, primeiro
que n
ão estamos muito preocupados com essa pequena queda, não é nada
estrutural, nosso pipeline de lan
çamentos tem coisas muito legais para o segun
do
semestre que a gente n
ão tem como política divulgar, mas tem muitas coisas legais aí
preparadas, ent
ão não estamos vendo nada estrutural
- nem interno na Natura nem
uma press
ão muito forte diferente do que a gente já tem sofrido nos últimos anos por
parte da concorr
ência. Então eu particularmente não me preocuparia com essa
diminui
ção de 3, 4 pontos percentuais, um pouquinho mais, 5 pontos percentuais de
um n
ão para o outro.

Sra. Juliana Rosenbaum: Hum, hum.

Sr. Alessandro Carlucci:
Tem uma coisa de realmente distribui
ção no ano.

Sra. Juliana Rosenbaum: Mas, t
á, então eu não preciso ler que os investimentos
adicionais em pesquisa e desenvolvimento, novos centros, n
ão têm nada de
estrutural?
É realmente o caminho que vocês já planejavam seguir?

Sr. Alessandro Carlucci: Eu diria at
é, se eu entendi agora a tua dúvida, nós
estamos investindo num novo centro de PID porque a gente quer alavancar e na
verdade n
ão só alavancar nossa proposta de inovação no Brasil, mas no momento
em que a gente passa a querer e estar presentes em mercados com necessidades
diferentes e expectativas diferentes, n
ós precisamos ser mais competentes na
capacidade de inova
ção. Então nós estamos nos preparando para o futuro, né? E
background image
8
menos reagindo a uma a
ção específica de um competidor o
u outro.

Sra. Juliana Rosenbaum:
Ótimo, obrigada.

Sr. Alessandro Carlucci: Nada, obrigado a voc
ê.

Operadora:
Senhoras e senhores, lembrando que para fazer perguntas basta digitar
asterisco 1. Nossa pr
óxima pergunta vem do Sr. Gustavo Hungria, do Banco P
actual.

Sr. Gustavo Hungria: Ol
á, bom dia a todos. Eu queria fazer só mais uma pergunta
para voc
ês com relação ao crescimento; se vocês pudessem dar uma idéia de em
termos regionais, onde
é que o teu crescimento foi mais forte, se foi em áreas onde a
empresa est
á expandindo mais a penetração de consultoras ou se foi em regiões
onde a presen
ça já é forte, foi um crescimento em cima da mesma base, se você
pudesse dar um pouquinho de id
éia aí em termos regionais no Brasil onde é que o
crescimento est
á mais fo
rte, por favor?

Sr. Alessandro Carlucci: Oi Gustavo, a gente n
ão faz abertura dos nossos dados
regionais ent
ão eu não posso te dar os dados com precisão numérica. Mas eu posso
te dizer que de forma geral n
ão tem um descompasso muito grande entre as regiõe
s.
É claro que em períodos mais curtos, seja porque as datas comemorativas se
encaixam melhor nos nossos tipos promocionais numa regi
ão do que na outra, seja
porque tem quest
ões climáticas e sociais diferentes entre as regiões, então num curto
prazo existe dispers
ão, sim, de crescimento. No médio prazo nós não estamos vendo
nada, n
ão temos grandes dispersões. A Natura não é uma empresa que cresce zero
numa regi
ão e 60% em outra. Então as dispersões existem, mas elas são
relativamente pequenas. E obviamente voc
ê tem razão, o crescimento normalmente
vem mais daquelas regi
ões aonde existe um maior crescimento do número de
consultoras. Mas tentando te responder sem te dar nenhum n
úmero absoluto, a
dispers
ão é relativamente pequena. Nós não temos, " vamos investi
r na regi
ão A
porque de l
á que virá 60% de nosso crescimento" A gente tem um crescimento
bastante uniforme.

Sr. Gustavo Hungria: Est
á ótimo, obrigado.

Sr. Alessandro Carlucci: Nada, obrigado a voc
ê.

Operadora: Senhoras e senhores, encerramos neste momento a sess
ão de
perguntas e respostas. Gostaria de passar a palavra ao Sr. Alessandro Carlucci para
as considera
ções finais.

Sr. Alessandro Carlucci: Bom queria agradecer a presen
ça de vocês não só hoje,
mas cotidianamente nas nossas intera
ções, convidá
-los para o nosso conference call
de Outubro aonde a gente vai estar apresentando os resultados do terceiro trimestre
de 2006. Um bom dia a todos e a gente volta a se falar nos nossos pr
óximos
encontros e em Outubro na nossa confer
ência.

Operadora: A audioconfer
ência da Natura está encerrada. Agradecemos a
participa
ção de todos e tenham um bom dia. Obrigada.